Contabilidade

Estatísticas de IRC – Modelo 22 – Períodos 2015 a 2017

Foi recentemente divulgado no Portal das Finanças informação estatística relativa ao IRC para os períodos de 2015 a 2017.

I – PRINCIPAIS INDICADORES

Da análise dos principais indicadores deve ser destacado:

  • O crescimento do número de declarações (mais 22.436 declarações);
  • A diminuição do valor do Resultado Líquido Negativo (menos 6.297 milhões de euros);
  • O crescimento do Lucro Tributável (mais 4.741 milhões de euros);
  • O crescimento do IRC Liquidado (mais 861 milhões de euros);

 

II – IRC LIQUIDADO POR ESCALÕES DE VOLUME DE NEGÓCIOS

O imposto liquidado nos três anos em análise (2015 a 2017) passou de 3.631 milhões de euros, em 2015, para 4.493 milhões de euros, em 2017.

Se, no entanto, segmentarmos as empresas pelo seu volume de negócios, um dos indicadores que determina a dimensão das mesmas, verifica-se que em 2017, 60% do IRC Liquidado é imputado a 2.190 empresas cujo volume de negócios é superior a 12.500 milhões de euros.

Esta verificação permite concluir do enorme grau de concentração da receita do IRC, ou seja 1.25% dos contribuintes do IRC representam 60.3% do IRC Liquidado.

Em 2017 foram entregues 475.119 declarações e apenas 175.151 apresentam IRC Liquidado, ou seja, cerca de 63% das declarações não apuraram IRC Liquidado.

Deveremos, no entanto, realçar que cerca de 179.439 declarações pagaram 510 milhões de euros em Tributações Autónomas.

 

III – TAXAS EFETIVAS POR CAE – CÓDIGO DA ATIVIDADE ECONÓMICA

Em termos gerais a taxa efetiva passa de 20.9%, em 2015, para 20.1%, em 2017. Na tabela seguinte gostaria de realçar os CAE´s com a maior e a menor taxa efetiva, em 2017, secção E e secção O.

 

Nota: Esta informação encontra-se disponível no Portal das Finanças aqui.

Proponho a seguinte reflexão: Será que, enquanto Contabilista Certificado, poderia produzir este tipo de informação relativamente às empresas de que sou responsável?

 

Lisboa, 4 de junho de 2019

Bruno Lagos


Bruno Lagos, Licenciado em Organização e Gestão de Empresas; Mestre em Auditoria Contabilística; Nos últimos 25 anos, técnico superior na Administração Fiscal Portuguesa.

 

 

 

 

 

 

 

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