Recursos Humanos

Porque é que as mulheres se voluntariam para tarefas invisíveis para a organização? – 2.ª parte

Damos continuidade ao artigo publicado ontem, um estudo sobre as razões pelas quais as mulheres são mais vezes selecionadas e se voluntariam para tarefas que não as beneficiam em termos de avaliações e de progressão de carreira.

Ambiente da experiência

Foi criado um cenário no qual, em cada reunião com vários participantes de ambos os sexos, deve ser encontrado um voluntário. Cada vez que o grupo consegue um voluntário, todos os membros são beneficiados, com a exceção do voluntário, que recebe menos.

A tarefa a realizar é bastante simples (carregar num botão do computador), eliminando a possibilidade de surgirem argumentos sobre uma maior ou menor aptidão para a tarefa. Como é natural, os grupos não encontraram facilmente um voluntário. Apenas nos últimos minutos foi possível chegar a um candidato relutante.

Os investigadores observaram ao longo da experiência que as mulheres se voluntariavam numa percentagem superior, perto de 48%.

Grupos com apenas um género

Realizaram uma segunda experiência, criando grupos com apenas homens e outros só com mulheres. No grupo feminino, as taxas não aumentavam, provando que era tão difícil encontrar voluntários quanto no grupo masculino. Esta segunda experiência auxiliou os investigadores a perceberem que se tratava de uma expectativa geral, presente em ambos os sexos, de que uma das mulheres se ofereceria.

Confirmar a observação

Foi acrescentado ao grupo um gestor, que tinha a obrigação de selecionar uma pessoa para a tarefa. As mulheres receberam 44% mais pedidos para se oferecerem, independentemente do sexo do gestor.

Também é interessante analisar que, em 76% dos casos, as mulheres aceitavam a sugestão, e que em relação aos homens a percentagem baixava para apenas 51%.

O que pode ser feito para uma situação mais justa?

É importante que as empresas contem com software de Recursos Humanos Sage, que permite acompanhar as tarefas realizadas e a performance de cada colaborador.

Algumas das tarefas que neste momento não são contabilizadas para progressão de carreira necessitam de ser revistas. Se a organização precisa que estas tarefas sejam realizadas, então devem ser tidas em conta nas avaliações.

Ao nível da gestão, é importante que as empresas criem um sistema de atribuição rotativa destas tarefas – distribuindo-as pelos membros da equipa, dando espaço a que cada colaborador tenha oportunidade para mostrar o seu pleno potencial e corrigindo injustiças no seio da empresa.

Consulte a primeira parte deste artigo, aqui.

 

 

 

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