Inovação e Tecnologia

As soluções de gestão na transformação digital: dos ASP ao SAAS

No final dos anos 90 os ASP surgiram para as Pequenas e Médias Empresas (PME) como a grande promessa para o acesso a aplicações que usualmente apenas estavam acessíveis a grandes organizações. Segundo vários investigadores e analistas de mercado, os valores estimados para o mercado de ASP oscilariam entre 150 Milhões $US a 132 Mil Milhões $US, entre 1999 e 2006. No entanto, apesar de o conceito de ASP parecer estar destinado a vingar, a questão que se colocava muitas vezes era se realmente os clientes estavam à procura de ASPs.

No início de 2000 a percepção era a de que ainda havia muito poucos clientes e o Gartner Group previa que, a prazo, 60 % dos ASP abandonariam este negócio.

Em Portugal também se assistiu ao crescimento do mercado de ASP, a partir de 1999, inicialmente com operadores ligados às principais empresas de telecomunicações e alguns operadores independentes. Cedo se constatou que este era um modelo de negócio para o qual o mercado nacional não estava ainda preparado, pois entre as principais limitações da altura contava-se a diminuta ligação das empresas à Internet ou a capacidade das comunicações. Por outro lado e como se estava nalguns casos a falar de aplicações na área financeira ou de gestão de dados intrínsecos ao negócio, o receio por parte dos gestores das potenciais empresas clientes sobre a localização dos dados e sua privacidade era um obstáculo muito grande à adopção.

Entre os factores de adopção, os fornecedores já consideravam que o controle de custos permitido (previsibilidade sobre o budget de tecnologias de informação (TI)) era um dos principais; mas outros eram também apontados, tais como a falta de recursos qualificados para gerir as TI ou a focalização da empresa no “core” do seu negócio ou a possibilidade de efetuar o “outsourcing” que facilitasse a reengenharia dos processos de negócio. No entanto ao mesmo tempo o receio, por parte dos clientes, de perder o controle sobre as suas aplicações era dado como um fator para a não-adopção.

Sensivelmente uma década depois do emergir dos ASP, começou a generalizar-se a terminologia em torno de “Cloud Computing” e em particular, de “Software as a Service” (SaaS). Comparando o ASP com o SaaS, as principais diferenças situam-se na escalabilidade e no facto de o ASP estar principalmente baseado na instanciação “single-tenant” ao invés da “multi-tenant” mais típica do SaaS, embora muitas vezes se utilize erradamente esta designação quando na realidade o que se está é a fazer “hosting” de uma única aplicação. Na ultima década começou a assistir-se a uma crescente “pressão”, por parte dos fornecedores, para direcionar os clientes no sentido de adotarem este modelo de distribuição, com um conjunto de vantagens e argumentos. Estas têm sido objecto de investigação académica para que possam ser confirmadas e definido o relativo grau de importância.

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