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Contabilidade

Fecho de Contas do ano de 2018 – Microentidades: Alertas para o Plano de Contas, Classe 6

Na Classe 6 – Gastos

Para a conta 6848 – Outros gastos – Perdas em inventários – Outras perdas, caso existam as contas 6843, 6844, 6845, 6846 e 6847, os saldos das mesmas devem ser incluídos na 6848 Outros gastos – Perdas em inventários – Outras perdas.

 

Para a conta 6868 – Outros gastos – Gastos nos restantes investimentos financeiros – Outros gastos, caso existam as contas 6864, 6865, 6866 e 6867, os saldos das mesmas devem ser incluídos na 6868 Outros gastos – Gastos nos restantes investimentos financeiros – Outros gastos.

 

Para a conta 6878 – Outros gastos – Gastos em investimentos não financeiros – Outras gastos, caso existam as contas 6875, 6876, e 6877, os saldos das mesmas devem ser incluídos na 6878 – Outros gastos – Gastos em investimentos não financeiros – Outras gastos.

Para estas contas o saldo esperado é devedor, nas contas com saldo, ANTES de apuramento de resultados. Após apuramento de resultados, as contas apresentam-se saldadas.

Estas contas são representadas na Demonstração de Resultado na rubrica “Outros Gastos”. Devem-se deduzir os “Outros Rendimentos”.

 

Para a conta 6918 – Gastos de financiamento – Juros suportados – Outros juros, caso existam as contas 6912, 6913, 6914, 6915, 6916 e 6917, os saldos das mesmas devem ser incluídos na 6918 Gastos de financiamento – Juros suportados – Outros juros.

 

Para a conta 6928 – Gastos de financiamento – Diferenças de câmbio desfavoráveis – Outras, caso existam as contas 6922, 6923, 6924, 6925, 6926 e 6928, os saldos das mesmas devem ser incluídos na 6928 Gastos de financiamento – Diferenças de câmbio desfavoráveis – Outras.

 

Para a conta 6981 – Gastos de financiamento – Outros gastos de financiamento – Relativos a financiamentos obtidos, caso existam as contas 693, 694, 695, 696, 697, 6982, 6983, 6984, 6985, 6986 e 6987 os saldos das mesmas devem ser incluídos na 6981 Gastos de financiamento – Outros gastos de financiamento – Relativos a financiamentos obtidos.

 

Para estas contas o saldo esperado é devedor, nas contas com saldo, ANTES de apuramento de resultados. Após apuramento de resultados, as contas apresentam-se saldadas.

Estas contas são representadas na Demonstração de Resultado na rubrica “Juros e gastos similares suportados”.


Lisboa, março de 2019

Bruno Lagos

Bruno Lagos, Licenciado em Organização e Gestão de Empresas; Mestre em Auditoria Contabilística; Nos últimos 25 anos, técnico superior na Administração Fiscal Portuguesa.

 

 

 

 

 

 

 

 

Gestão de Empresas

Estratégias para evitar dores de crescimento na vossa empresa – Parte II

O vosso negócio está em ebulição. Este sucesso pede uma mudança de escala. Na primeira parte deste artigo, explorámos algumas práticas para antecipar novas necessidades que possam surgir. Vamos continuar a estudar como assentar as bases para um crescimento pensado.

Equilíbrio entre a vida laboral e pessoal

Todos os negócios são feitos pelos seus colaboradores. Honrem quem construiu a força da vossa empresa convosco: invistam na vossa força de trabalho e ganharão a luta de retenção de talento. Os millenials representarão metade da força de trabalho global em 2020, por isso não é tarde para personalizarem os vossos benefícios de acordo com esta geração.

Hoje em dia, muitos colaboradores procuram flexibilidade no local de trabalho e a introdução planeada de trabalho remoto pode diminuir níveis de stress e pode até vir a reduzir rotatividade. No entanto, antes de lançarem estratégias para melhorar o local de trabalho, devem começar com recolher feedback junto dos vossos colaboradores, para compreenderem o que pretendem. Lembrem-se que pessoas felizes são 12% mais produtivas que pessoas medianamente felizes!

O impulso do dinamismo

Uma vontade de responder às necessidades do mercado que vos rodeia foi aquilo que vos levou a criar um negócio de sucesso. Mas um crescimento rápido pode encorajar-vos a escolher a opção mais fácil e a fugir do enquadramento do vosso plano de negócios.

Para contrariarem decisões simplistas, mantenham sempre uma comunicação aberta com os vossos funcionários. As necessidades presentes e futuras estarão asseguradas pelos vossos produtores atuais? Podem renegociar contratos para poupar tempo e dinheiro? A formação dos vossos colaboradores está atualizada? E as suas ferramentas? Nunca deixem de se manter informados e de questionar como podem melhorar. Uma solução de Gestão Sage ajudar-vos-á a aumentar a rentabilidade do vosso trabalho e potenciar a colaboração entre várias equipas na vossa empresa.

 

Gestão de Empresas

Estratégias para evitar dores de crescimento na vossa empresa – Parte I

Entre lançar novos produtos, assegurar acordos e ganhar novos investimentos, fazer crescer uma empresa deixa-vos com as mãos cheias. Devem aceitar este crescimento de braços abertos mas também devem assegurar-vos de que acontece da forma certa. O vosso objetivo deve ser desenvolvimento estratégico.

O tempo das aventuras chegou ao fim

O improviso não é amigo do crescimento de uma empresa. Adotem uma aproximação pensada e com consciência de escala. No caso de surgir uma procura maior pelo vosso produto principal, um aventureiro aceleraria a produção para conseguir cumprir objetivos em menos tempo. Decisões deste tipo podem trazer ganhos a curto prazo. No entanto, como sobreviverá o vosso negócio, sem respeito por protocolos e sem respeito pelos vossos colaboradores?

Assim que surja uma oportunidade para escalar a dimensão das vossas operações, consultem quem vos rodeia sobre as vantagens e desvantagens desta situação. Existem elementos da vossa organização que podem ser melhorados com este crescimento?

Se os objetivos requeridos não são realistas, considerem que acomodações poderiam fazer para aceitar este tipo de encomendas. Software atualizado pode simplificar processos e torná-los mais eficientes. Mais mão de obra pode fortalecer a vossa cadeia de produção, mas considerem se têm as instalações para lhes dar as boas-vindas. Perspetivas de crescimento podem ser o fator chave para uma nova oportunidade de investimento.

A inovação deve ser inteligente

Nem sempre os sinais da expansão possível são fáceis de apanhar. Um cliente descontente pode apresentar uma oportunidade para melhorar relações de vendas. Talvez os vossos funcionários precisem das ferramentas necessárias para dispensarem a intervenção de chefes de equipa em interações difíceis, por exemplo. Não descurem nunca de tentar inovar formas de trabalho e encorajem as vossas equipas a fazê-lo convosco.

Encarem o vosso negócio como um laboratório, em oposição a uma fábrica. Deixem que os vossos colaboradores experienciem um processo de compra, para compreenderem o que pode ser mudado. Assim, podem complementar inovação com uma variedade de perspetivas, que a vão fortalecer.

Na segunda parte deste artigo, vamos continuar a explorar como crescer de uma forma estratégica.

 

Contabilidade Sage Faturação

Decreto-Lei n.º28/2019 traz revolução ou evolução legislativa?

Este extenso pacote legislativo trará algumas alterações já há muito esperadas. Algumas trarão um impacto mais ou menos imediato e outras apenas em 2020. Vamos explorar as novidades que este Decreto trará para Sage, Parceiros e Clientes.

Qual a abrangência deste Decreto-Lei?

Vão ser regulamentadas obrigações de processamento de faturas, assim como as obrigações de conservação de livros, registos e documentos de suporte, que recaem sobre os sujeitos passivos de IVA. Este pacote legislativo também introduzirá uma consolidação e atualização de várias peças legislativas de diplomas anteriores.

Quando entrarão em vigor as alterações?

2019

  1. Redução do valor limite relativo ao volume de negócios a partir do qual os sujeitos passivos com sede, estabelecimento estável ou domicílio em território nacional se encontram obrigados à utilização de programa informático certificado pela Autoridade Tributária para a emissão de faturas. Os que até agora tinham 100.000€ como limite passam para 75.000€ já em 2019. Um despacho do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais publicado no passado dia 4 de Março remete esta obrigação para, o mais tardar, o dia 1 de Julho de 2019. Adote já uma solução Sage, certificada pela AT.
  2. Data limite para comunicação das faturas à AT é agora o dia 15 do mês seguinte ao que diz respeito a faturação. Será aplicável a partir da faturação do mês de Fevereiro.
  3. Comunicação no prazo de 30 dias contados da entrada em vigor do Decreto-Lei, do estabelecimento ou instalação em que seja feita a centralização do arquivo. Na prática, e de acordo com o Despacho 85/2019-XXI do SEAF que vem clarificar as obrigações e prorrogar alguns prazos para o respetivo cumprimento, esta obrigação deve apenas ser efetuada após a publicação da portaria que altere os modelos das declarações de início de de alterações a que se referem os artigos 31.º e 32.º do CIVA, iniciando-se nesta data a contagem dos 30 dias referidos anteriormente.
  4. Comunicação, até ao dia 30 de junho de 2019, à AT por via eletrónica, no Portal da Finanças, das seguintes informações: a identificação e localização dos estabelecimentos da empresa em que são emitidas faturas e demais documentos fiscalmente relevantes; a identificação dos equipamentos utilizados para processamento de faturas e outros documentos fiscalmente relevantes; o número de certificado do programa utilizado em cada equipamento, quando aplicável; e a identificação dos distribuidores e dos instaladores que comercializaram e/ou instalaram as soluções de faturação.

2020

  1. Redução do valor limite relativo ao volume de negócios a partir do qual os sujeitos passivos com sede, estabelecimento estável ou domicílio em território nacional se encontram obrigados à utilização de programa informático certificado pela Autoridade Tributária para a emissão de faturas, para 50.000€.
  2. Data limite para comunicação das faturas à AT passará a partir desta data para dia 10 do mês seguinte ao que diz respeito a faturação.
  3. Obrigatoriedade dos sujeitos passivos passarem a ter de comunicar por via eletrónica à AT, antes da sua utilização, a identificação das séries utilizadas na emissão de faturas e demais documentos fiscalmente relevantes por cada estabelecimento e meio de processamento utilizado.
  4. Inclusão do QRCode (no caso do QRCode, também a sua impressão) e do código único de documento nas faturas e demais documentos fiscalmente relevantes. Este código único inclui o código atribuído pela AT na sequência da prévia comunicação da séria de faturação utilizada.
  5. Alterações à forma como as faturas em formato digital (as chamadas faturas eletrónicas) passam a ter de ser assinadas (aposição de uma assinatura eletrónica ou selo qualificado ao invés de uma assinatura eletrónica não qualificada).
  6. Comunicação de inventários passa a ser valorizada e a dispensa de comunicação destes inventários será agora apenas aplicável aos sujeitos passivos no regime simplificado de determinação de tributação em sede de IRS ou IRC, independentemente do volume de negócios.

Espera-se ainda instruções administrativas que virão a esclarecer as alterações aos códigos do IVA e legislação complementar. Algo é certo: a Sage compromete-se a manter a qualidade dos seus produtos e procurar a preparação necessária para que se mantenham conformes, para que os nossos Parceiros e Clientes tenham as melhores soluções para responder a estes novos desafios.


Joaquim Machado

Director Product Delivery, Sage Portugal

 

Contabilidade

Fecho de Contas do ano de 2018 – Microentidades: Alertas para o Plano de Contas, Classe 4 a 5

Na Classe 4 – Investimentos

Para a conta 446 – Outros ativos intangíveis, se, no plano de contas da empresa em análise, existirem as contas 445 e 447, devem os valores das referidas contas serem incluídos na conta 446 – Outros ativos intangíveis. Esta conta deve integrar a rubrica do Balanço – Ativos intangíveis.

Para a conta 451 – Investimentos financeiros em curso, se, no plano de contas da empresa em análise, existirem as contas 456, 457 e 458, devem os valores das referidas contas serem incluídos na conta 451 – Investimentos financeiros em curso. Esta conta deve integrar a rubrica do Balanço – Investimentos Financeiros.

Para a conta 453 – Ativos fixos tangíveis em curso, se, no plano de contas da empresa em análise, existirem as contas 456, 457 e 458, devem os valores das referidas contas serem incluídos na conta 453 – Ativos fixos tangíveis em curso. Esta conta deve integrar a rubrica do Balanço – Ativos tangíveis.

Para a conta 454 – Ativos intangíveis em curso, se, no plano de contas da empresa em análise, existirem as contas 456, 457 e 458, devem os valores das referidas contas serem incluídos na conta 454 – Ativos intangíveis em curso. Esta conta deve integrar a rubrica do Balanço – Ativos intangíveis.

Para a conta 455 – Adiantamentos por conta de investimentos – Investimentos financeiros em curso, se, no plano de contas da empresa em análise, existirem as contas 456, 457 e 458, devem os valores das referidas contas serem incluídos na conta 455 – Adiantamentos por conta de investimentos. Esta conta deve integrar a rubrica do Balanço – Investimentos Financeiros.

O mesmo deverá acontecer no caso de dos Adiantamentos se referirem a Adiantamentos por conta de investimentos – Ativos fixos tangíveis em curso ou a Adiantamentos por conta de investimentos – Ativos intangíveis em curso.  Esta conta deve integrar a rubrica do Balanço – Ativos tangíveis ou Intangíveis, consoante os casos.

Para as contas acima referidas da classe 4 – Investimentos é sempre esperado um saldo devedor, após o Apuramento de Resultados.

 

Na Classe 5 – Capital, Reservas e Resultados transitados

Para a conta 521 – Valor nominal, caso existam as contas 523, 524, 525, 526, 527, 528 e 529, os saldos das mesmas devem ser incluídos na 521 – Valor nominal. Para esta conta, espera-se um saldo devedor, após o Apuramento de Resultados.

Esta conta deve integrar a rubrica do Balanço – Ajustamentos / Outras variações no capital próprio, num campo a crédito.

Para a conta 552 – Outras reservas, caso existam as contas 553, 554, 555, 556, 527, 558 e 559, os saldos das mesmas devem ser incluídos na 521 – Outras reservas. Para esta conta, espera-se um saldo credor, após o Apuramento de Resultados.

Esta conta deve integrar a rubrica do Balanço – Outras reservas, num campo a crédito.

Para a conta 589 – Excedentes de revalorização de ativos fixos tangíveis – Outros excedentes, caso existam as contas 582, 583, 584, 585, 586, 587, 588 e 589, os saldos das mesmas devem ser incluídos na 589 – Excedentes de revalorização de ativos fixos tangíveis – Outros excedentes. Para esta conta, espera-se um saldo credor, após o Apuramento de Resultados.

Esta conta deve integrar a rubrica do Balanço – Ajustamentos / Outras variações no capital próprio, num campo a crédito.

Para a conta 599 – Outras variações no capital próprio – Outras, caso existam as contas 595, 596, 597 e 598, os saldos das mesmas devem ser incluídos na 599 – Outras variações no capital próprio – Outras. Para esta conta, espera-se um saldo Credor ou Devedor nas contas com saldo, APÓS apuramento de resultados.

Se representadas em campo CRÉDITO, somam-se contas credoras e subtraem-se as devedoras.

Esta conta deve integrar a rubrica do Balanço – Ajustamentos / Outras variações no capital próprio, num campo a crédito.


Lisboa, março de 2019

Bruno Lagos

Bruno Lagos, Licenciado em Organização e Gestão de Empresas; Mestre em Auditoria Contabilística; Nos últimos 25 anos, técnico superior na Administração Fiscal Portuguesa.