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Contabilidade

Regime fiscal de apoio ao investimento (RFAI)

1 – Em que consiste o RFAI?

Consiste num conjunto de benefícios fiscais que operam sobre os Impostos sobre o Rendimento e sobre o Património.

2 – Que Atividades podem beneficiar deste regime?

Pessoas coletivas que exerçam uma atividade nos seguintes setores:

  • Indústria extrativa; • Indústria transformadora; •Turismo;
  • Atividades e serviços informáticos; • Atividades de investigação científica e de desenvolvimento; • Tecnologias de informação e produção de audiovisual e multimédia;
  • Atividades de centros de serviços partilhados.

3 – Qual é o Benefício em IRC?

Dedução à coleta de IRC (Esta dedução não pode exceder 50% da coleta do IRC, exceto nos casos de investimentos realizados no período de tributação do início de atividade e nos dois períodos de tributação seguintes) das seguintes importâncias:

  • No caso de investimentos realizados nas regiões Norte, Centro, Alentejo, Região Autónoma dos Açores e Região Autónoma da Madeira, 25% das aplicações relevantes, para o investimento realizado até ao montante de € 10.000.000,00, e de 10% das aplicações relevantes, relativamente à parte excedente;
  • No caso de investimentos nas regiões do Algarve, Grande Lisboa e Península de Setúbal, 10% das aplicações relevantes. Isenção ou redução de IMI, IMT e Imposto do Selo, relativamente aos prédios utilizados, factos ou atos inseridos no âmbito dos investimentos que constituam aplicações relevantes.

4 – Quais são as condições de acesso ao Benefício?

Dispor de contabilidade organizada e o lucro tributável não ser determinado por métodos indiretos;

Manter na empresa e na região os bens objeto de investimento:

  • Durante um período mínimo de três anos, no caso de PME;
  • Durante cinco anos nos restantes casos;
  • Quando inferior, durante o respetivo período de mínimo vida útil;
  • Até ao período em que se verifique o respetivo abate físico, desmantelamento, abandono ou inutilização.

Ter a situação fiscal e contributiva regularizada;

Proporcionar a criação de postos de trabalho e a sua manutenção durante o período mínimo de manutenção dos bens objeto de investimento;

Não ser considerada empresa em dificuldade nos termos das orientações relativas aos auxílios estatais de emergência e à reestruturação;

Não estar sujeita a uma injunção de recuperação na sequência de uma decisão da Comissão que declare um auxílio ilegal e incompatível com o mercado interno.

5 – Que tipo de investimentos podem ser aceites?

Ativos fixos tangíveis, adquiridos em estado novo, com exceção de:

  • Terrenos (salvo no caso de se destinarem à exploração de concessões mineiras, águas minerais naturais e de nascente, pedreiras, barreiros e areeiros em investimentos na indústria extrativa);
  • Construção, aquisição, reparação e ampliação de quaisquer edifícios, (salvo se forem instalações fabris ou afetos a atividades turísticas, de produção de audiovisual administrativas);
  • Viaturas ligeiras de passageiros ou mistas;
  • Mobiliário e artigos de conforto ou decoração (salvo equipamento hoteleiro afeto a exploração turística);
  • Equipamentos sociais;
  • Outros bens de investimento que não estejam afetos à exploração da empresa. Ativos intangíveis constituídos por despesas com transferência de tecnologia, nomeadamente patentes, licenças, “know-how” (no caso de grandes empresas estas aplicações não podem exceder 50 % das aplicações relevantes)

6 – Onde se declara este Benefício?

No Quadro 074 do Anexo D da Modelo 22

7 -Que legislação devo consultar?

  • Artigos 22.º a 26.º e 43.º do Código Fiscal do Investimento; Portaria n.º 282/2014, de 30 de dezembro; Portaria n.º 297/2015, de 21 de setembro.

 

Lisboa, maio de 2018

Bruno Lagos, Licenciado em Organização e Gestão de Empresas; Mestre em Auditoria Contabilística; Nos últimos 25 anos técnico superior na Administração Fiscal Portuguesa.

Gestão de Empresas

Preparar a transição nos negócios familiares

Um dos maiores desafios que se coloca às empresas familiares é a passagem de testemunho para uma nova geração. Por vezes, a nova geração, ao entrar no negócio, é desconhecida de acionistas, conselhos de direção ou dos bancos com quem trabalham.

Incluir desde cedo a nova geração nas rotinas da empresa é fundamental para o sucesso da transição.

Desafios das empresas familiares.

Embora estas empresas sejam muito importantes para o tecido empresarial nacional, a maioria não tem um plano para a sucessão ou um sucessor designado.

Coloca-se então a questão de como podem, de forma eficiente, passar o conhecimento acumulado ao longo da vida, com vista a que a geração seguinte consiga manter a empresa no rumo certo.

A cultura da empresa e os seus valores são também essenciais para manter a conexão com a comunidade e com toda a equipa de trabalho.

Compreender os ciclos do negócio.

Existem três estádios nos negócios familiares, identificáveis com facilidade quando pensamos em empresas conhecidas.

Estádio inicial: num primeiro momento, o fundador ou dono da empresa tem a sua visão pessoal e raramente tem um plano estratégico escrito. Embora o dono se apoie em alguns colaboradores-chave, estes não estão preparados para implementar alterações aos projetos em qualquer momento.

Estádio intermédio: nesta fase, o dono está rodeado de outros líderes que têm responsabilidade e autoridade para tomarem decisões. Os processos estão formalizados, bem como os critérios que permitem avaliar a performance. Em geral, existe um conselho independente.

Terceiro estádio:  o fundador e a empresa no seu todo conseguiram soluções de forma a fazerem uma passagem bem sucedida. A maioria das empresas familiares não chega a este estádio.

Contar com um software de Faturação.

 A Sage tem software adaptado à gestão de lojas familiares, transformando-as em algo simples e ajustado ao tipo de negócio. A conetividade permite que estejam sempre ligados aos vossos clientes, colaboradores e fornecedores, facilitando assim a apresentação e o acompanhamento do negócio pela nova geração.

Alguns passos para a transição.

Alguns dos fundadores das empresas introduzem no seu plano estratégico objetivos relacionados com a sucessão. A criação de um conselho consultivo familiar costuma ser uma forma de gerir a transição.

Apresentar a nova geração a clientes, colegas e conselheiros, deve ser um ato progressivo. É fundamental criar um plano de treino que permita uma transmissão, de forma sólida, do conhecimento adquirido. Formalizar o processo de sucessão e calendarizá-lo favorece a sustentabilidade destas empresas.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Como assumir um discurso mais confiante

Ter boas qualidades de comunicação permite aumentar a capacidade de liderança. Permite motivar de forma mais eficaz a equipa, criando uma cultura de abertura e de circulação de ideias.

Existem hábitos diários ao nível da linguagem que têm um impacto negativo nas relações de trabalho.

Recusar projetos.

Quando recusarem um projeto, tenham atenção à linguagem utilizada. É importante ser claro na recusa, sem deixar espaço a interpretações, como acontece quando evitamos dizer “não” claramente e utilizamos expressões como “não consigo”.

É preferível usar a fórmula “não quero/não posso”. A expressão “não consigo” reflete uma limitação, enquanto “não quero/não posso“ sublinha uma escolha. É importante ser claro e afirmativo na argumentação, pois isso reforça o valor pessoal e do negócio.

Pedidos de desculpa exagerados.

A tradição de pedir desculpa por uma resposta de e-mail atrasada está a ser levada ao extremo, com pedidos de desculpas a serem enviados em e-mails de resposta, apesar de esta seguir no próprio dia.

Em vez de se desculparem, agradeçam a paciência do interlocutor e, se considerarem importante, apresentem uma justificação. Esta pequena alteração permite transmitir uma postura de maior segurança.

Estar focado.

Em vez de comunicar que estamos ocupados e que, por esse motivo, não podemos tratar daquele assunto em particular, devemos declarar ou salientar quais são as nossas prioridades.

Em vez de demonstrarmos insuficiência na gestão de tempo e tarefas, devemos de forma segura afirmar que a tarefa proposta terá de esperar, porque temos em mãos outros assuntos prioritários.

Um ERP

Ter acesso a informação sobre a empresa e acompanhar os vários processos permite gerar uma maior confiança, designadamente com a personalização dos mapas financeiros e o acesso a relatórios de gestão. Tenham mais segurança nas vossas decisões, acompanhando a evolução da informação dia a dia com um software de ERP.

A linguagem é determinante na forma como os outros nos perspetivam. Pequenas mudanças podem ter um grande impacto junto daqueles que trabalham ao vosso lado. Lembrem-se que a liderança é algo que pode ser construído.

 

Gestão de Empresas Sage Enterprise Management

Saber escolher o sócio certo para o seu negócio

Encontrar o sócio certo para um negócio é fundamental para garantir o sucesso da empresa. Escolher um sócio é muitas vezes comparado, salvo as devidas e óbvias diferenças, com o início de uma relação romântica em que se procura identificar valores em comum.

Valores comuns.

Os valores éticos e morais devem ser semelhantes e, por isso, procurem informações junto de pessoas que já conheçam o candidato a sócio. Desenvolvam longas conversas de forma a conseguirem perceber a sua forma de pensar.

Conhecimentos complementares.

 A pessoa escolhida deve ter boas capacidades técnicas, de preferência que sejam complementares às vossas. Definir o melhor possível a responsabilidade de cada sócio dentro da empresa evitará sobreposições e conflitos.

Manter um pequeno número de sócios.

 Muitos sócios numa empresa podem criar mais burocracia e discordâncias de todo o tipo. As empresas estão sujeitas a transformações profundas e, por vezes, o resultado é a diminuição do papel de alguns dos sócios na empresa. Nem sempre esta situação é bem aceite.

Regras para a saída.

 São muitas as razões que podem motivar a saída de um sócio, sendo importante que existam regras claras estabelecidas para estes casos. A transição financeira deve estar definida, bem como as prioridades de compra de uma parte pela outra.

Também pode ou deve ser considerada a possibilidade de continuidade do trabalho na empresa durante um período de transição, para que os impactos no negócio sejam os menores possíveis.

Software de ERP.

É perfeitamente natural que todos os sócios queiram estar ao corrente da vida da empresa. Um ERP Sage permite-lhes um acompanhamento de 360°. Para que o conhecimento da empresa esteja atualizado dia a dia e todos os sócios informados.

 

 

 

 

 

 

Faturação Sage Faturação

Como manter um negócio em crescimento

Manter um negócio sustentável e saudável é um desafio constante para as empresas em crescimento. Para vencer este desafio, é importante ter um plano de negócios e mão de obra suficiente para acompanhar esse crescimento.

Compreender o negócio.

É vital definir os valores da empresa porque isso permite uma diferenciação relativamente à concorrência. Uma declaração de missão pode ser útil, constituindo uma ajuda na definição de objetivos.

Metas realistas.

Evitem aceitar encomendas para as quais não tenham capacidade de resposta. Se analisarem os vossos recursos e chegarem à conclusão de que não são suficientes, será preferível recusar o trabalho a realizá-lo de modo deficitário.

Metas específicas.

Quantifiquem as metas, os objetivos de vendas ou a redução de custos. De forma clara, definam os valores que querem atingir e os passos necessários para alcançar esses objetivos.

Analisem se as metas são realistas e se existe um mercado para esse produto ou serviço. Confirmem se, ao longo do processo, continuam alinhados com a visão e valores da empresa. No final de cada trimestre, verifiquem o desenvolvimento, utilizando os relatórios de gestão.

Com um software de faturação Sage, analisem a performance do vosso negócio e assegurem a gestão dos vossos stocks e ­­orçamentos. Com acesso a esta informação, corrijam o que não correu bem.

Conhecer o mercado.

Faz parte da estratégia de crescimento entender o mercado. Devem realizar continuamente pesquisas sobre o que os consumidores desejam e como se comportam. Em todos os momentos, surgem oportunidades que apenas
os mais atentos serão capazes de aproveitar.

Recrutar a equipa certa.

Quando contratarem, não pensem apenas nas habilitações do colaborador ou na função a ser desempenhada. Considerem também se o candidato se insere na cultura da empresa.

Depois de conseguirem construir uma equipa forte, é muito importante reter esses colaboradores, fazendo-os sentir que são valorizados e incentivados a progredirem.