A navegar na categoria

Contabilidade

Contabilidade

Impulsionar o escritório de contabilidade

Há poucas empresas fiéis ao seu escritório de contabilidade. Se têm um e dependem do word of mouth ou de indicações de clientes vossos para aumentar o número de contratos, podem passar por algumas dificuldades.

Como garantir uma diferenciação competitiva?

  • Invistam no atendimento ao cliente. Para tornar o atendimento ao cliente mais qualificado, os escritórios de contabilidade têm apostado na especialização em determinadas áreas de negócio, considerando as necessidades dos seus clientes. Outra tendência é aumentar o preço dos serviços, agregando mais valias ao serviço oferecido, como consultoria.
  • Impulsionem a produtividade do escritório. A grande questão prende-se com ter uma equipa altamente capacitada para atender os clientes, ao mesmo tempo que exercem funções de consultoria. Também para otimizar processos internos e impulsionar a produtividade devem trocar o papel pela tecnologia, automatizar rotinas que são realizadas manualmente e utilizar repositórios online de documentos.
  • Rendam-se à contabilidade digital. Digitalizar o trabalho do escritório de contabilidade já não é apenas uma tendência mas uma exigência legal: os processos estão cada vez mais informatizados. Além de agilizar a rotina do escritório e facilitar a comunicação das obrigações fiscais, a contabilidade digital simplifica o arquivo de dados e a fiscalização por parte dos órgãos competentes.
  • A aposta no marketing digital. A última tendência: captar e fidelizar clientes através dos meios digitais. Como fazê-lo? Conquistar o interesse de potenciais clientes através de conteúdos interessantes – divulgados através de um blog e das redes sociais, por exemplo -, e tornarem-se uma referência na área da contabilidade. E uma vez que se passa muito tempo nas redes sociais, aproveitem para oferecer a possibilidade aos vossos clientes de fazerem reclamações, elogios, pedidos, etc, através dessa via.

Muitas das tendências que apresentamos ao longo do artigo já foram postas em prática pelos escritórios de contabilidade: porém, é difícil encontrar um que utilize todas ao mesmo tempo. Comecem por encontra a solução de contabilidade que melhor se adapta à vossa empresa: o caminho para implementar novas ideias estará facilitado.

 

Contabilidade

Comunicação de Inventários

Vamos iniciar um novo civil e por esse motivo existe a obrigação de entregar à Autoridade Tributária (AT), até 31 de janeiro de 2017, o inventário das mercadorias, das matérias-primas e dos produtos acabados que existem no Ativo das empresas a 31 de dezembro de 2016.

Está obrigado à comunicação de inventário à AT quem reúna as seguintes condições cumulativas:

I – tenha sede, estabelecimento estável ou domicílio fiscal em território português;

II – disponha de contabilidade organizada e

III – tenha um volume de negócios superior a 100.000,00 €.

Mesmo que a actividade exercida seja prestação de serviços tem de comunicar o inventário desde que, cumulativamente, reúna as condições do parágrafo anterior.

No caso dos prestadores de serviços, a obrigação declarativa basta-se com a indicação da inexistência de inventários (cfr. artigo 3.º da Portaria n.º 2/2015) se no final do período de tributação não existirem inventários ou os inventários apenas incluam os custos da produção do serviço, nos termos das normas contabilísticas em vigor.

Nos restantes casos, a comunicação dos inventários deve fazer-se nos termos gerais.

Assim, deve ser elaborada a contagem física dos inventários detidos a 31/12/2016 e, posteriormente, enviada para o Contabilista Certificado, a fim de o mesmo o comunicar, durante o próximo mês, à AT.

Foto de bl

Dr. Bruno Lagos Licenciado em Organização e Gestão de Empresas; Mestre em Auditoria Contabilística; Nos últimos 25 anos técnico superior na Administração Fiscal Portuguesa.

Contabilidade

Tributação de Imóveis de Sociedades| Proposta de Orçamento de Estado 2017

Adicional ao IMI

A principal alteração na tributação dos imóveis é a criação de um Adicional ao IMI (AIMI), actualmente existente, para imóveis, situados em território português, cujo somatório dos valores patrimoniais tributários (VPT) exceda os € 600.000 por proprietário.

A proposta de Orçamento do Estado para 2017 prevê que, sobre o referido somatório, incida uma taxa de 0,3%.

A receita proveniente deste adicional não será afecta ao município onde se situam os imóveis mas ao Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social.

Determinação do valor tributável

À soma dos valores patrimoniais tributáveis, reportados a 1 de janeiro, são deduzidas as seguintes importâncias:

  • € 600.000, quando o sujeito passivo é pessoa singular;
  • € 600.000, quando o sujeito passivo é herança indivisa;
  • € 600.000, quando o sujeito passivo é pessoa colectiva, que exerça a título principal uma actividade comercial, industrial e agrícola, e os imóveis estejam diretamente afetos ao seu funcionamento;

Convêm no entanto frisar que a dedução referida anteriormente não se aplica às seguintes pessoas colectivas:

  • Quando mais de 50% do ativo seja composto por imóveis não afectos às actividades agrícolas, comerciais e industriais, ou a sua actividade consista na compra e venda de bens imóveis;
  • Esta dedução também não é aplicada às sociedades de simples administração de bens, sujeitas ao regime de transparência fiscal previsto no art.º 6º do CIRC;
  • As sociedades que não tenham a sua situação tributária regularizada também não poderão efectuar a dedução referida.

Supondo que uma sociedade tem 1 prédio com um VPT de € 750.000, no qual se situa a sua sede e onde exerce uma actividade de prestação de serviços. Se o seu ativo ascende a € 2.000.000 e a sua situação tributária se encontra regularizada, o valor tributável sujeito a tributação será € 150.000 (€ 750.000 – € 600.000).

Sobre este valor (€ 150.000) incidirá uma taxa de 0,3%, o que originará um imposto a pagar de € 450.

Este valor pode ser deduzido à coleta do IRC, em determinadas condições.

Quanto tal acontecer, o valor deduzido à coleta terá de ser acrescido no quadro 07 da declaração Modelo 22.

Alerta para o Contabilista Certificado (CC)

Esta nova sigla do léxico fiscal (AIMI), vai obrigar o Contabilista Certificado (CC) a efectuar um levantamento dos valores patrimoniais tributários dos prédios que constam do activo das empresas e verificar quais os casos em que o somatório desses valores ultrapassa os € 600.000.

Se as referidas empresas tiverem os prédios urbanos classificados como “industriais” ou como prédios licenciados para a actividade turística, ficarão excluídas do pagamento do AIMI.

A liquidação deste Adicional ao IMI será efectuada pela Autoridade Tributária (AT) e terá como base os valores patrimoniais tributários dos prédios que constem das matrizes em 1 de janeiro do ano a que o mesmo respeita.

O facto gerador do “novo” imposto ocorre no dia 1 de janeiro de cada ano. No mês de junho desse ano, os sujeitos passivos receberão a liquidação do imposto efectuado pela AT.

A liquidação recebida deverá ser paga no mês de Setembro.

Fim da tributação em Imposto do Selo

Este Adicional ao IMI vem substituir a verba 28 da Tabela Geral do Imposto do Selo, que tributava em 1%, os prédios cujo valor patrimonial tributário (VPT) excedia os € 1.000.000.

Ao revogar a verba 28 da Tabela Geral do Imposto do Selo, os imóveis, quando os seus proprietários sejam sujeitos passivos que não sejam pessoas singulares e residam em país, território ou região sujeitos a um regime fiscal claramente mais favorável, deixam de ser tributados à taxa de 7,5%.

 

Foto de bl

Dr. Bruno Lagos Licenciado em Organização e Gestão de Empresas; Mestre em Auditoria Contabilística; Nos últimos 25 anos técnico superior na Administração Fiscal Portuguesa.