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Contabilidade

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Formas de poupar quando se tem um pequeno negócio

Gerir um pequeno negócio pode ser desafiante e uma das preocupações constantes passa por manter os custos tão baixos quanto possível.

É importante contar com um software que permita um acompanhamento regular dos gastos e que permita planear onde é possível realizar uma poupança. Neste artigo vamos rever algumas formas de poupar fáceis de implementar e acessíveis a todos.

Outsourcing.

Outsourcing pode ser uma boa forma de manter os custos baixos, especialmente se teriam de contratar alguém para realizar uma determinada função. Se é uma necessidade temporária ou um pico de trabalho faz todo o sentido recorrer a colaboradores externos. Caso o trabalho corra de forma positiva poderão sempre voltar a contratá-los como freelancers.

Marketing interno.

Outra forma de poupar dinheiro passa por realizarem internamente o marketing da empresa. As redes sociais são uma forma de chegar a muitos utilizadores, valendo a pena investir no desenvolvimento de uma presença da empresa nas várias redes.

Igualmente relevante será investirem em networking, o que permite criarem contactos e partilharem as vossas ideias de negócio com outros parceiros da indústria.

Um software de Contabilidade.

Acompanhar a evolução dos custos é mais simples com um software de Contabilidade. Conheçam a situação financeira das vossas empresas no dia-a-dia e automatizem tarefas como a comunicação com a Autoridade Tributária. Mesmo que seja necessário ter um contabilista, podem sempre diminuir a intensidade de tarefas que lhe estão atribuídas.

Mantenham um orçamento.

Ter um orçamento é uma boa forma de alcançarem uma visão global das despesas e perceberem onde podem cortar. É importante atingirem alguma poupança de forma a conseguirem satisfazer necessidades inesperadas.

Poupança de energia.

Existem vários benefícios em serem ambientalmente conscientes. Cuidar do planeta é, no fundo, poupar dinheiro para os vossos negócios. Existem pequenas mudanças que transformam os negócios em atividades energeticamente eficientes.

Gestos como desligar computadores ao final do dia ou desligar luzes desnecessárias irão diminuir os vossos custos com energia. Aproveitem a luz natural ao máximo e instalem sensores em áreas de passagem. Encorajem os vossos colaboradores a fazerem parte desta cultura.

 

 

 

 

Contabilidade

5 elementos a ter em conta ao contactar com clientes

As primeiras impressões são determinantes em qualquer situação, ainda mais quando falamos de negócios. Muitas empresas perdem oportunidades importantes por um erro de comunicação. Neste artigo vamos analisar 5 pontos a ter em conta quando contactarem clientes.

Procurem perceber que tipo de pessoa vão encontrar e, se tiverem alguém que o conheça, peçam algumas informações genéricas sobre o percurso e perfil do potencial cliente. Isto permitir-vos-á ajustar o discurso desde o primeiro momento. Devem adaptar o grau de formalidade e, se possível, criar um diálogo que explore os pontos em comum, seja um tema da atualidade desportiva ou um hobby.

O cumprimento inicial é mais que uma formalidade.

Ao cumprimentarem um cliente, usem uma fórmula que não seja demasiado impessoal. O cumprimento é o começo de toda a relação e deve ser um convite à abertura de um diálogo. Naturalmente, colocar perguntas é uma forma de mostrar interesse pelo interlocutor.

Não venda, preste um serviço.

Numa primeira abordagem é essencial analisar quais as necessidades do cliente e, só depois, devem apresentar as várias opções de serviço ou produto que têm para oferecer. Se estiverem obcecados por finalizar a venda, o resultado será um cliente que adquire algo, mas a sua satisfação não durará muito. Ao constatar que não conseguiu resolver os seus problemas, ficará desapontado.

Dê um tempo de reflexão ao cliente.

Deixem o cliente analisar as opções oferecidas, ofereçam um café e deixem-no refletir. Não há nada pior que a sensação de pressão provocada por um vendedor. Lembrem-se que um escritório de contabilidade procura ajudar os seus clientes. Demonstrar uma postura tranquila e segura é a melhor forma de transmitir a mensagem.

Mantenha uma postura otimista e tranquila.

Todos temos dias menos bons. Contudo é imprescindível manter a boa disposição e afabilidade perante os clientes. Um sorriso amável e uma postura confiante irão conquistar ouvintes atentos para as vossas propostas comerciais.

Preparação técnica e análise da concorrência.

É natural que saibam tudo sobre as características dos serviços e produtos que comercializam, mas devem também reunir informações sobre os vossos concorrentes. Sistematizem essa informação, destacando as suas vantagens (por exemplo, no preço ou no nível de serviço prestado) e outros elementos que vos sejam favoráveis.

Reúnam também um conjunto de questões que os clientes colocam normalmente e construam as melhores respostas possíveis para essas dúvidas.

A Sage tem software criado a pensar nas necessidades dos Contabilistas – Sage for Accountants, que simplifica o report fiscal e automatiza os processos contabilísticos. Prestem o melhor serviço possível aos vossos clientes e vejam como não há melhor publicidade que os comentários de um cliente satisfeito.

 

 

 

 

Contabilidade Fiscalidade

Estatuto dos Benefícios Fiscais – Criação de Emprego

Estatuto dos benefícios fiscais – criação de emprego – informações vinculativas no portal das finanças.

Quando as noticias se referem à queda da taxa de desemprego entendemos que seria útil divulgar quais os entendimentos que a Autoridade Tributária divulgou sobre este assunto.

Ao consultar o Portal da AT em “Informação Fiscal”>”Informações Vinculativas”>”Benefícios Fiscais”, verifica-se que foram emitidas 41 informações vinculativas em até 31/12/2017.

Deste universo de informações vinculativas, 6 foram sobre os benefícios fiscais à criação de emprego.

Analisando as informações vinculativas sobre o atual artigo 19º do Estatuto dos Benefícios Fiscais (EBF), antigo art.º 17º, podemos tirar as seguintes conclusões:

  1. Cumulatividade de Benefícios Fiscais

 

  • Analisados os outros benefícios fiscais e incentivos de apoio ao emprego, verifica-se que o benefício fiscal previsto no n.º 1 do artigo 17.º do EBF não é cumulável, quando aplicado ao mesmo trabalhador ou posto de trabalho, com os incentivos previstos nos seguintes diplomas, uma vez que contêm incentivos e normas de apoio à criação de emprego:
    1. • Decreto-Lei n.º 89/95, de 6 de Maio;
    2. • Decreto-Lei n.º 34/96, de 18 de Abril;
  • • Despacho Conjunto n.º 561/2001, de 22 de Junho;
  1. • Lei n.º 53.º-A/2006, de 29 de Dezembro, artigo 41.º;
  2. • Estatuto dos Benefícios Fiscais, artigo 39.º-B.

No entanto, este benefício do n.º 1 do artigo 17.º do EBF já é cumulável, uma vez que é um incentivo à formação profissional, com o previsto no Decreto-Lei n.º 51/99, de 20 de Fevereiro. (Processo n.º 1145/07).

 

  1. Criação Liquida de Postos de Trabalho

 

  • O prazo de 5 anos a que se refere o nº3 do artigo 17º do EBF pode refletir-se em 6 exercícios económicos, sempre que o início do contrato de trabalho não coincida com o início do exercício económico. (Processo n.º 1498/2006).

 

  1. Alteração da qualidade do vínculo laboral – de contrato a termo para contrato sem termo
  • Os contratos com termo não relevam para efeitos do artigo 17º do EBF, quando estes se transformam em contratos sem termo podem entrar, a partir do respetivo exercício, para a aferição da criação líquida de postos de trabalho, desde que todos os outros requisitos de acesso ao benefício estejam preenchidos(Processo 2691/2007).

 

  1. Transmissibilidade de benefícios fiscais – Criação de Emprego
  • No pedido de informação vinculativa em apreço estava em causa a transmissibilidade do direito ao benefício fiscal de apoio à criação líquida de emprego, previsto no artigo 19.º do EBF, em relação a trabalhadores cedidos na sequência de uma cedência entre duas sociedades pertencentes ao mesmo grupo e que possuem, por isso, relações especiais entre elas.

Assim, entendeu-se que o direito de efetuar a majoração prevista no artigo 19.º do EBF, em resultado da operação de cedência dos trabalhadores não era transmissível para a entidade cessionária dos mesmos.

De referir, por fim, que o n.º 6 do artigo 19.º do EBF, estabelece que o regime da criação de emprego, em caso da existência de relações especiais, o que acontecia no caso concreto, só pode ser concedido uma única vez por trabalhador admitido numa dessas entidades. (Processo n.º 2013 000850).

  1. Criação de Emprego para Jovens – Produção de prova dos pressupostos do Benefício Fiscal
  • A permanência ao serviço de determinado trabalhador após o decurso do período de duração máxima do contrato de trabalho a termo (este obrigatoriamente reduzido a escrito) é um facto que permite ajuizar da existência de contrato de trabalho sem termo.

Esta permanência ao serviço deve, no entanto, ser comprovada através de documentos que vinculem externamente a entidade. (Processo n.º 1979/2008).

 

  1. Criação de emprego para jovens
  • A redação do n.º 2 do art.º 17.º do Estatuto dos Benefícios Fiscais que referia “Para efeitos do disposto no número anterior, o montante máximo dos encargos mensais, por posto de trabalho, é de 14 vezes o salário mínimo nacional mais elevado” foi alterada pelo n.º 1 do art.º 38.º da Lei n.º 32- B/2002, de 30 de Dezembro, passando a ser a seguinte: “

Para efeitos do disposto no número anterior, o montante máximo da majoração anual, por posto de trabalho, é de 14 vezes o salário mínimo nacional mais elevado.”

Ora, porque a nova redação deste normativo se apresenta menos favorável do que a anterior, conclui-se que, por força do disposto no n.º 1 do art.º 10.º do Estatuto dos Benefícios Fiscais, a redação agora em vigor só terá aplicabilidade relativamente aos encargos suportados com a criação líquida de emprego ocorrida a partir do exercício de 2003. (Processo n.º 1016/04).

 

NOTA FINAL – A leitura deste texto NÂO DISPENSA a leitura das informações vinculativas que constam do Portal das Finanças, no seguinte link:

http://info.portaldasfinancas.gov.pt/pt/informacao_fiscal/informacoes_vinculativas/beneficios_fiscais/Pages/visualizacao-por-artigo-ebf.aspx

Depois de aceder ao link acima referido deve escolher o artigo (neste caso o art.º 17º e 19º do EBF) que pretende consultar e escolher a informação vinculativa que se refere ao processo acima citado.

 

 

Lisboa, março de 2018

Bruno Lagos

Licenciado em Organização e Gestão de Empresas; Mestre em Auditoria Contabilística; Nos últimos 25 anos técnico superior na Administração Fiscal Portuguesa.

 

Contabilidade

O crescimento rápido da empresa: novos desafios

Muitos empresários anseiam pelo momento de crescimento em que finalmente a empresa alcança os seus objetivos tão desejados e gera lucros apreciáveis. É um período de relativa satisfação, em que os sacrifícios realizados ganham sentido.

Este período de crescimento rápido, comporta novos desafios para as empresas e neste artigo vamos analisar alguns cuidados que devem ter.

Compreender as causas do sucesso.

Se o vosso pequeno negócio começou a ter um súbito crescimento, é essencial analisar as causas. Compreender o que vos distingue da restante competição e assegurar que esses aspetos permanecem fortes dentro dos vossos modelos de negócio. É bastante fácil perder de vista valores fundamentais durante um crescimento rápido.

Há que analisar vendas, bens e stocks. Depois de conhecerem bem a vossa situação financeira, percebam o impacto do crescimento e a que nível irão necessitar de recapitalizar.

Nestas tarefas um software de contabilidade ser um grande auxílio no acompanhamento de todos estes elementos. Devem tentar conhecer a evolução da situação financeira das vossas empresas em todos os momentos.

Dar prioridade à experiência do cliente.

Independentemente do nível de crescimento das vossas empresas, não alterem a forma de funcionamento que tanto agradava aos clientes. Se os clientes estão habituados a um bom serviço de apoio, continuem a privilegiar esse serviço.

As redes sociais são uma forma eficaz de avaliar o grau de satisfação dos clientes. Na era digital as más experiências espalham-se rapidamente, e há que saber lidar com incidentes de forma a minimizá-los.

Selecionar cuidadosamente a equipa.

Os colaboradores têm um impacto enorme no futuro da empresa. Independentemente da qualidade do vosso serviço ou produto, sem a equipa certa o vosso negócio não poderá triunfar. Não temam contratar pessoas que possam parecer mais preparadas que vós, a inovação é uma parte importante do progresso de uma empresa. Contar com elementos criativos é sempre uma boa aposta.

Ao contrataram avaliem cuidadosamente as necessidades de mais pessoal na empresa, ou recorram a trabalho de freelancers antes de enveredarem por contratações que impliquem outras obrigações para a empresa.

Tentem analisar se é possível através da automatização de tarefas evitar realizar novas contratações. A reorganização do trabalho permite maximizar o trabalho dos colaboradores.

Mantenham abertura às novidades.

Adaptação é essencial para o sucesso de qualquer empreendimento, aproveitar as tendências, testar novas estratégias sem acomodação.

Os negócios que teimam em resistir à mudança, acabam mais cedo ou mais tarde por definhar. Um bom líder deve estar preparado nas suas decisões para acolher a mudança na sua empresa em todos os momentos.

 

Contabilidade Fiscalidade

IRC – INFORMAÇÕES VINCULATIVAS DE 2017 – ISENÇÕES – Art.º 9º

IRC – INFORMAÇÕES VINCULATIVAS DE 2017 – ISENÇÕES – Art.º 9º – Estado, Regiões Autónomas, autarquias locais, suas associações de direito público e federações e instituições de segurança social.

As informações vinculativas divulgadas pela AT, em 2017, sobre IRC relativas ao capitulo das isenções representam 8%.

Os assuntos tratados nestas informações vinculativas foram os seguintes:

  1. Enquadramento fiscal e obrigações de uma autarquia local;
  2. Amplitude da isenção de IRC a uma IPSS – Rendimentos Prediais;
  3. Extensão da isenção – rendimentos silvícolas;
  4. Procedimento para usufruir de isenção de uma Associação Cultural;
  5. Enquadramento de rendimentos de uma Associação Cultural.

Neste apontamento iremos referir-nos ao enquadramento fiscal e obrigações de uma autarquia local

III.1 – Estado, Regiões Autónomas, autarquias locais, suas associações de direito público e federações e instituições de segurança social

 

  • Uma Junta de Freguesia veio solicitar o enquadramento fiscal das atividades por si exercidas, bem como requerer informação sobre as suas obrigações declarativas.
  • Das atividades enumeradas pela requerente, só a referente aos “recebimentos de juros resultantes de aplicações financeiras em entidades bancárias”, é suscetível de ser considerada como rendimentos de capitais, de acordo com o artigo 5.º do Código do IRS, e, nesses termos, a mesma não se encontra isenta, ao abrigo do artigo 9.º do Código do IRC. Quanto aos rendimentos das restantes atividades, e não excecionando a norma da isenção outros rendimentos que não sejam os de capitais, estão os mesmos isentos ao abrigo daquela disposição.

Por fim, no que respeita às obrigações declarativas, nos termos do n.º 6 do artigo 117.º do Código do IRC, tais entidades encontram-se dispensadas do envio da declaração modelo 22, exceto quando estejam sujeitas a uma qualquer tributação autónoma, uma vez que os rendimentos de capitais que auferem são objeto de retenção na fonte com caráter definitivo, mas têm que proceder à entrega da IES, a efetuar até ao dia 15 do mês de Julho. (Processo 2017 000923 – Art.º 9º)

 

Consulte o artigo anterior sobre este tema, aqui.

 

 

Lisboa, fevereiro de 2018

Bruno Lagos

Licenciado em Organização e Gestão de Empresas; Mestre em Auditoria Contabilística; Nos últimos 25 anos técnico superior na Administração Fiscal Portuguesa.