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Contabilidade

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IRC – Informações Vinculativas de 2018: Síntese Quantitativa

A Lei Geral Tributária (LGT) tem como finalidade os princípios fundamentais do sistema fiscal, as garantias dos contribuintes e os poderes da administração tributária.

Uma das garantias dos contribuintes consagradas na LGT é o direito à informação. Um destes direitos materializa-se na possibilidade de conhecer a sua correta situação tributária.

O art.º 68º da LGT, determina que os sujeitos passivos podem solicitar à Autoridade Tributária (AT) informações vinculativas sobre a sua situação tributária.

Este apontamento tem como objetivo divulgar as informações vinculativas prestadas pela Autoridade Tributária sobre o IRC em 2018.

Como determina a citada norma, a Autoridade Tributária tem de publicar no Portal das Finanças as informações prestadas no prazo de 30 dias.

Consultado o Portal das Finanças em “Informação Fiscal” > ”Informações Vinculativas” > ”Rendimento” > ”IRC”, verifica-se que foram emitidas 33 informações vinculativas em 2018.

Deste universo de informações vinculativas, 24 foram sobre o Código do IRC (CIRC), 4 foram sobre o Estatuto dos Benefícios Fiscais (EBF), 4 sobre o Decreto-Lei n.º 162/2014, de 31/10 – Código Fiscal do Investimento (CFI) e 1 sobre o Decreto Regulamentar n.º 25/2009, de 14/09.

Analisando as informações vinculativas sobre IRC verificamos que a sua distribuição pelos capítulos do CIRC é a seguinte:

Capítulo do CIRC N.º de Informações Vinculativas divulgadas em 2018
Incidência 4
Isenções 4
Determinação da Matéria Coletável 15
Taxas 0
Liquidação 1
Pagamento 0
Obrigações acessórias e de fiscalização 0
Garantias dos contribuintes 0
Disposições Finais 0
TOTAL 24

Com este apontamento quantitativo daremos, em próximos artigos, início a uma análise qualitativa das informações vinculativas de IRC divulgadas pela AT em 2018.

Lisboa, janeiro de 2019

Bruno Lagos

Bruno Lagos, Licenciado em Organização e Gestão de Empresas; Mestre em Auditoria Contabilística; Nos últimos 25 anos, técnico superior na Administração Fiscal Portuguesa.

 

Consulte o artigo seguinte aqui.

 

 

 

 

 

Contabilidade

Contabilistas, estão prontos para se tornarem conselheiros de confiança?

O futuro da contabilidade está num investimento nas atividades aliviadas pela automatização das tarefas burocráticas. Já estudámos o assunto da modernização da contabilidade aqui no Sage blog e hoje debruçamo-nos sobre o próximo passo lógico no vosso negócio de contabilidade.

Enquanto contabilistas, a relação profissional já estabelecida com os vossos clientes oferece-vos uma oportunidade para se distinguirem como peritos no negócio dos mesmos. Com a vossa eficiência comprovada, têm muitas vantagens ao adotar novas tecnologias e proporcionar um novo e melhor serviço para os vossos clientes.

Atuarem como conselheiros de confiança trará mais negócio através de diferentes pontos de contato. Por outro lado, também pode permitir-vos identificar problemas em comum entre vários clientes, para assim partirem para criar uma solução ou produto que satisfaça essa necessidade.

O estudo Sage, “The Practice of Now”, indica que, em 2018, 83% dos clientes esperam mais dos escritórios de contabilidade, por isso o momento para se distinguirem da concorrência é agora. O uso de Inteligência Artificial (IA) pode ser o ponto de partida para uma contabilidade mais produtiva e dedicada ao aconselhamento financeiro.

Para se tornarem conselheiros de confiança, garantam sempre comunicação recíproca. Para isso, mantenham um diálogo constante para compreenderem as necessidades, dúvidas, receios e ambições dos vossos clientes – através de reuniões, chamadas telefónicas ou e-mails.

Por último, certifiquem-se que beneficiam de acessibilidade em tempo real à informação atualizada dos vossos clientes. Qualquer uma das soluções Sage for Accountants permite análises completas no momento, para que tenham sempre resposta pronta para os desafios dos vossos clientes.

 

Contabilidade

Querem lançar o vosso próprio Gabinete de Contabilidade?

Decidiram abrir o vosso Gabinete de Contabilidade. É um momento histórico que trará muitas recompensas e desafios à vossa vida. Como começar?

Em 2018, as PME em Portugal terão recuperado os níveis de valor pré-crise, segundo dados do Relatório Anual das PME Europeias 2017/2018. Em terras lusas, as PME empregam 78% da população no mercado de trabalho. Grande parte destas empresas procurarão os serviços de contabilidade e um perfil de pequeno gabinete de contabilidade pode estabelecer um bom ponto de contato, de identificação e conhecimento.

Oferta e procura

Podem questionar-se se a oferta de contabilistas supera a necessidade dos mesmos. Tenham em mente que a contabilidade se insere na área dos serviços e, por isso, pode oferecer muito mais do que manutenção de registos. O vosso serviço deve distinguir-se pelo nível de adaptação a cada cliente.

Oferecer apoio às empresas

Muitas PME precisarão de mais apoio, para além da contabilidade tradicional. Já terão experienciado situações em que os clientes precisaram da vossa ajuda. Apoio na construção de pedido de empréstimo, conselhos sobre o crescimento ou gestão da empresa, ou ainda recomendação para um serviço profissional. Uma relação próxima com os vossos clientes trará vantagens na criação do melhor serviço.

Estabelecer o negócio

Antes de introduzirem o vosso negócio no mercado, devem desenhar o modelo que querem adotar. Alguns contabilistas optam por trabalhar apenas com contabilidade online, por exemplo. Considerem procurar a ajuda de especialistas ou coaches  de negócios, que vos ajudem a estruturar um plano de crescimento.

Estabelecer um negócio de contabilidade tem os mesmos requisitos da criação de outro negócio. Assegurem uma boa pesquisa de mercado, assim como um plano de negócios sólido.

Garantam os requisitos profissionais e mantenham-se sempre atualizados sobre normas e diretrizes sobre negócios, além das regulamentações da área de contabilidade. Procurem o software de contabilidade ideal. Escolham Sage For Accountants, no modelo mais adequado ao vosso negócio e estabeleçam a eficiência ideal desde a nascença do vosso Gabinete. Usufruam de 20% de desconto por tempo limitado!

Ativação de clientes

Angariar novos trabalhos pode ser uma tarefa demorada, principalmente no primeiro ano. Uma solução de automatização de contabilidade pode oferecer-vos a carteira de clientes para lançar o vosso negócio no caminho certo.

 

Contabilidade

O Contabilista na era digital – Parte II

É corrente, nos procedimentos contabilísticos, colocar-se a questão da obsolescência de bens do ativo das empresas. Este assunto poderá hoje também ser colocado, não aos bens do ativo de uma empresa, mas ao Contabilista. Será que a era digital tornará o Contabilista obsoleto?

Esta pergunta enquadra-se num contexto em que, segundo o matemático inglês Clive Humby, “os dados são o novo petróleo” e na afirmação de Gerd Leonhard, “a inteligência artificial é a nova eletricidade. Primeiro eletrificámos, depois digitalizámos, agora vamos cognificar”.

Cabe aqui recordar que, na década de setenta do século passado, os procedimentos contabilísticos assentavam no registo manual das operações, no Livro do Diário e do Razão, e no arquivo da documentação, em dossier por ordem cronológica.

A título de exemplo, para a execução destas tarefas existia a disciplina de Caligrafia ministrada nas escolas comerciais onde se formaram muitos dos contabilistas do século passado.

As rotinas contabilistas foram-se alterando. Passámos a eletrificar” a contabilidade. Alguns ainda se recordam das máquinas de contabilidade onde se inseriam fichas do razão para registar as operações económicas realizadas pelas empresas.

Nos últimos anos, com a evolução das Tecnologias da informação, o Contabilista tem de saber tirar partido do novo petróleo”, que são os dados existentes no sistema de informação, em que se tornou a Contabilidade.

Para que o Contabilista não venha a ficar obsoleto é importante que se habitue a explorar toda a informação existente nas bases de dados dos sistemas de informação.

Deixo-vos apenas algumas questões sobre o conjunto das empresas de que são responsáveis:

  • Quantas aplicam o Normativo Contabilístico das Microentidades (NCRF – ME)?
  • Quantas aplicam o Normativo Contabilístico das Pequenas Entidade (NCRF – PE)?
  • Quantas aplicam as 28 Normas Contabilistas de Relato Financeiro (NCRF)?
  • Quantas aplicam a Norma Contabilística e de Relato Financeiro para Entidades do Setor Não Lucrativo (NCRF – ESNL)?
  • Quantas empresas apresentam o Capital Próprio Negativo?
  • Qual a estrutura de gastos das empresas em função do volume de negócios?
  • O Plano de Contas de cada empresa está em sintonia com o Normativo Contabilístico adotado?
  • Quanto tempo despendo na execução em cada uma das contabilidades de que sou responsável?
  • Comparo o gasto que incorro com o rendimento que usufruo, em cada uma das contabilidades que estão sobre a minha responsabilidade?

Para estas questões teremos de ter resposta imediata. As respostas a estas perguntas não podem ser vagas (tenho uma ideia, devem ser …) mas devem ser precisas e concisas.

Como afirmei anteriormente, a era digital será muito mais estimulante para o Contabilista, assim ele esteja desperto para tirar partido do novo petróleo do século XXI, que são os dados que o sistema de informação, que é a contabilidade, possui.

Lisboa, 13 de dezembro de 2018

Bruno Lagos

Bruno Lagos, Licenciado em Organização e Gestão de Empresas; Mestre em Auditoria Contabilística; Nos últimos 25 anos, técnico superior na Administração Fiscal Portuguesa.

 

 

 

 

 

 

 

 

Contabilidade

O Contabilista na era digital – Parte I

A tecnologia informática e as plataformas existentes são hoje a base e o apoio de todo o trabalho do Contabilista. Devem proporcionar uma gestão mais otimizada dos procedimentos contabilísticos, levando a uma racionalização das tarefas a executar.

As aplicações informáticas devem permitir o tratamento remoto dos procedimentos contabilísticos de modo a planear, acompanhar e alterar as tarefas do contabilista.

O Contabilista deve poder aceder a bases de dados da informação contabilística, efetuar o cruzamento e tratamento da informação pretendida, simplificar os registos contabilísticos (através da sua parametrização), dinamizar a partilha de conhecimentos e agilizar a cooperação entre o Contabilista e o Empresário.

A tecnologia deve ajudar a executar mais e de uma forma mais assertiva.

Com o desenvolvimento da Era Digital podemos interrogar-nos:

  • O trabalho do Contabilista vai sofrer alterações?

A resposta a esta pergunta é SIM. As tarefas de inserção de dados, bem como o arquivo de documentação em papel, passarão a ser substituídas pelo tratamento de ficheiros e racionalização de pastas de arquivo em servidores físicos ou na nuvem (cloud).

Na Era Digital, vão ser incrementadas tarefas às quais, atualmente, o Contabilista não lhes dedicava muito tempo, designadamente:

  1. Explorar toda a informação que a Contabilidade produz, enquanto sistema de informação;
  2. Verificar / auditar a informação produzida pela Contabilidade;
  3. Apoiar a tomada de decisão por parte do gestor da organização;
  4. Aconselhar a escolha das fontes de financiamento que a empresa pode optar;
  5. Sugerir procedimentos que possam tirar partido de benefícios fiscais previstos na lei;
  6. Suprir a inexistência de uma política de recursos humanos nas Pequenas e Microempresas;
  7. Incrementar uma gestão previsional, com a realização de previsões sobre o futuro a médio prazo das organizações em que o Contabilista está envolvido;
  8. Avaliar o risco das empresas de que é responsável e alocar recursos de forma a diminuir ou eliminar esse risco;
  9. Alocar mais tempo ao estudo das matérias contabilísticas;
  10. Apresentar aos produtores de software sugestões, de modo a melhorar as aplicações existentes.

Acredito que o futuro da profissão de Contabilista vai ser muito mais estimulante do que recolher, arquivar e registar dados.

Por isso, apelo a todos os profissionais, que se entusiasmem com as atuais mudanças designadamente com o IVA Automático, a submissão do ficheiro SAFT e as possibilidades que a integração da informação existente nas mais variadas plataformas podem oferecer.

 

Votos de um Santo Natal e um 2019 muito digital,

Lisboa, 5 de dezembro de 2018

Bruno Lagos

Bruno Lagos, Licenciado em Organização e Gestão de Empresas; Mestre em Auditoria Contabilística; Nos últimos 25 anos, técnico superior na Administração Fiscal Portuguesa.