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Inovação e Tecnologia

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Sage impulsiona a digitalização de 50 000 empresas

O mercado digital português é um diamante em bruto, pronto para expansão. A ideia foi abordada em novembro de 2018, na segunda edição das Sage Sessions. Discutiu-se as dificuldades das empresas portuguesas em implementar uma digitalização de sucesso.

Com o intuito de superar esses obstáculos, a Sage juntou-se à ACEPI para lançar o programa de Comércio Digital. O projeto irá oferecer um voucher gratuito para micro, pequenas e médias empresas, que ajudará à digitalização de 50 000 negócios.

Pretende-se apoiar as empresas a adotar um modelo de negócio digital – através da implementação de uma presença online e da desmaterialização de processos com clientes e fornecedores. O voucher oferecerá ferramentas para construção de um site, juntamente com alojamento e domínio registado do mesmo, e uma caixa de correio eletrónico. Enquanto parceira deste projeto, a Sage é a software house que disponibilizará as soluções de faturação adequadas a cada negócio.

Isália Barata, Diretora de Marketing da Sage, refere que: “Na Sage acreditamos no potencial que a digitalização traz ao negócio e o nosso compromisso é esse mesmo, apoiar as empresas portuguesas com ferramentas que as façam crescer, prosperar e vingar no mercado. Esta parceria com a ACEPI é mais um passo nesse sentido – a digitalização é já inevitável, é um caminho natural, mas muitas empresas precisam de suporte para o conseguirem, nomeadamente as de menor dimensão. Queremos que tenham a possibilidade de adquirir uma solução Cloud ou até mesmo Cloud Connected que se adeque de facto às necessidades reais do negócio e aos seus objetivos de crescimento, seja em Portugal seja em qualquer lado, pois esse é o grande benefício do comércio eletrónico.” 

A longo prazo, pretende-se que as empresas sejam capazes de captar novos clientes, alcançar novos mercados e otimizar processos de organização. Para isso, o Comércio Digital viajará pelo país, de norte a sul, ao longo dos dois anos, à procura dos negócios com vontade de se digitalizarem. Com 150 sessões de apresentação, a ACEPI e as entidades envolvidas pretendem divulgar o projeto junto das empresas portuguesas.

A primeira sessão do roadshow acontece já no dia 6 de fevereiro, em Leiria, no Teatro Miguel Franco, e contará com a presença da Sage. Consulte as restantes datas do roadshow aqui. Inscreva o seu negócio no concurso Comércio Digital aqui.

 

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Farfetch: Como levar o amor pela moda até à Bolsa de Valores de Nova Iorque

“A Farfetch existe graças ao amor pela moda. Acreditamos na promoção da individualidade. A nossa missão é ser a plataforma tecnológica global na moda de luxo, ligando criadores, curadores e consumidores”, lia-se no documento de apresentação ao regulador do mercado norte-americano. A Farfetch estreou-se em bolsa, em setembro de 2018, com ações a quase 50% do preço da oferta pública inicial. Obteve 885 milhões de dólares com a entrada no mercado de capitais norte-americano, escolhida por acolher muitos investidores em empresas tecnológicas. No entanto, a startup, com base em Londres, começou longe de Nova Iorque.

A startup foi fundada pelo português José Neves em 2007 e revelou o seu ponto forte ao aliar moda de luxo e tecnologia. A Farfetch permite, nas suas plataformas digitais, a venda de mais de 700 marcas de topo, como Chanel e Gucci, e assiste uma gestão de backoffice eficiente.

Uma outra característica principal que levou ao seu sucesso foi permitir a boutiques independentes ter uma presença online, preservando as suas lojas físicas. Assim, a Farfetch criou a sua identidade como mercado agregador de lojas únicas e com oportunidades globais, para vendedores e clientes.

Em 2017, a dimensão de vendas privadas deu mais força ao negócio. Em cidades como Los Angeles, Nova Iorque, Hong Kong, Londres, Moscovo e Tóquio, colaboradores dedicam-se apenas a vendas VIP, com personal shoppers ou stylists. No final de 2017, revelaram que a utilização das suas plataformas tinha subido 40% relativamente ao ano anterior, com 935 mil de utilizadores.

Em 2018, a Farfetch continuou a inovar. Compraram, em dezembro, a Stadium Goods, por reconhecerem o valor do setor de streetwear de luxo, que já valia 70 mil milhões de dólares em 2017. José Neves admitiu, em entrevista ao South China Morning Post, que considera que a consolidação do mercado online e offline é o maior ponto de investimento para a empresa, além de outros fatores como sustentabilidade e Inteligência Artificial. Apontando um crescimento previsto de 500% na próxima década para o comércio online, explica que será nesse sentido que a Farfetch continuará a apostar.

 

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Redução de desperdício alimentar e o seu impacto comercial

O desperdício alimentar é um problema recorrente e atual da cadeia de fornecimento desta indústria. Muitas empresas de restauração e produtos alimentares não prioritizam esta questão, optando por incorporá-la como um custo inescapável da gestão de um negócio, explica Nicole Hardin, Director of Product Management da Sage.

Os fabricantes tentam ao máximo calcular vendas numa indústria bastante volátil e, para isso, antecipam a produção com semanas ou meses de avanço. O custo do desperdício alimentar invisível e recorrente está sob forte análise, devido às preocupações de sustentabilidade do mercado e dos consumidores. No entanto, a preocupação ambiental não é a única razão de negócio para se reduzir desperdício alimentar.

Razões a analisar

De acordo com um estudo feito pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, um terço dos alimentos produzidos mundialmente para consumo humano são desperdiçados, em algum momento na cadeia de produção. Assim, 1.3 mil milhões de toneladas e mais 1 bilião de alimentos são perdidos.

O impacto ambiental deste gasto é muito grande. Por exemplo, o desperdício alimentar produz quatro vezes mais emissões anuais de gases de efeito de estufa, do que todo o setor de aviação.

Um negócio que queira manter crescimento contínuo pode beneficiar da poupança económica de reduzir o desperdício na sua produção, com vista a maiores lucros, através de redução de custos de compra ou através de aumento de produção. Mais eficiência na cadeira de distribuição nas principais áreas como produção, tratamento e armazenamento, processamento e embalagem alimentar, poderia trazer uma poupança de 700 mil milhões de dólares a nível global.

Mais de metade das empresas que se dedicaram à redução do desperdício alimentar receberam 14 vezes ou mais o seu investimento. A este fator, junta-se ainda o perfil dos consumidores mais jovens, hoje em dia, que, sendo proporcionalmente mais preocupados com questões ecológicas, demonstram lealdade para com negócios com que se identifiquem, em termos éticos.

Que ações tomar?

Os compromissos de redução de desperdício alimentar criaram a necessidade de soluções inovadoras e a tecnologia é, muitas vezes, a resposta. Existem, por exemplo, ferramentas digitais que ligam mais diretamente a oferta e a procura, controlando perdas e desperdícios e oferecem dinamização de preços para evitar qualquer desperdício.

Por outro lado, os produtores podem assegurar soluções de gestão integrada que interliguem todas as áreas do negócio, de fabrico e distribuição, eficientemente, e aumentem a perceção operacional em tempo real. Existem, também, várias soluções inovadoras para gerir os resíduos alimentares produzidos, monitorizando a frescura dos alimentos ou a temperatura e percurso de contentores.

Com a solução Sage GesResII, podem beneficiar de indicadores de vendas e diminuir o desperdício alimentar, no vosso restaurante. Com vendas e compras em tempo real, pode aceder aos inventários e stock permanente a partir de qualquer lugar.

No fundo, é essencial que a indústria adote uma abordagem integrada que tenha em conta toda a cadeia de distribuição. A redução de perda e desperdício alimentar ganha com a otimização de todas as fases deste negócio e a chave para o sucesso está num software que permita aumentar a eficiência, a sustentabilidade ambiental e os lucros.

 

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A corda que a Fly London deu aos sapatos da Kyaia

A indústria do calçado que, na década dos anos oitenta, parecia condenada com a entrada na Comunidade Económica Europeia, terminou 2017 com um novo máximo de exportações, como já hábito desde há oito anos. Entre vendas de sapatos para mais de 150 países, as vendas de calçado português chegaram aos 1 979 mil milhões de euros. Fortunato Frederico criou o maior grupo, nesta indústria, que somou vendas de 65 milhões de euros. Vamos rever o percurso da Kyaia.

O grupo foi criado em 1984, quando muitos vaticinavam que a indústria do calçado não sobreviveria dentro da CEE, e, dez anos mais tarde, apostou na compra da marca inglesa Fly London, cujas vendas, hoje em dia, representam 61% da faturação total do grupo. Exportam 95% da sua produção e empregam 600 pessoas em cinco fábricas, em Guimarães e Paredes de Coura.

A originalidade sempre foi a marca deste grupo mas a força atual da Kyaia reside numa aposta destemida na tecnologia.

Em 2014, desenvolveram a Highspeed ShoeFactory, uma iniciativa desenvolvida em consórcio com CEI – Companhia de Equipamentos Industriais, Flowmat – Sistemas Industriais e Silva e Ferreira e Creativesystems e que oferece sapatos personalizados em 24 horas.

Em 2016, apresentaram SmartSL 4.0, ou seja Smart Stitching Logistics, que “assegura uma gestão ágil e flexível de linhas de costura para a produção de calçado”. Esta solução, resultado de uma parceria com o INESC Porto — Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência, é utilizada nas suas fábricas, além de ter potencial assumido de comercialização. O seu grande intuito é agilizar a produção de sapatos e torná-la mais eficiente, como resposta às encomendas digitais do comércio online onde as lojas nunca fecham.

O passo lógico seguinte aconteceu este ano: o grupo Kyaia lançou a plataforma de comércio online, Overcube, resultado de um investimento de um milhão de euros. Como reportado pelo Dinheiro Vivo, já trabalham com 35 marcas e já chegam a quatro mercados, Portugal, Espanha, Reino Unido e Alemanha.

A chave do sucesso do grupo Kyaia foi, segundo Fortunato Frederico, o investimento que nem sempre foi rápido a dar frutos. A aposta na inovação tecnológico permitiu que se mantivessem no topo da indústria que ajudaram a modernizar, cuja exportações cresceram mais de 60% na última década, de acordo com a Exame.

 

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A Inteligência Artificial levanta inúmeras questões éticas – 2ªparte

A Inteligência Artificial está cada vez mais presente nas nossas vidas, em áreas tão distintas como o armamento ou a investigação científica. É natural que se coloquem questões éticas sobre a sua implementação.

A IA tem preconceitos?

Uma das questões mais polémicas relaciona-se com a questão da discriminação, ou seja, estaremos a passar preconceitos ao programar a I.A? Um exemplo recente parece demonstrar que é esse o caso. Uma prisão nos Estados Unidos recorreu a um programa com I.A para determinar saídas condicionais da população prisional num estabelecimento penal da Florida.

A esse respeito, uma equipa de jornalista estudou 10 mil casos, chegando à conclusão que o software estava a assumir que os homens negros tinham uma taxa de reincidência que não tinha qualquer ligação com números reais.

IA e a segurança

 A IA permite uma recolha inédita de uma quantidade muito elevada de informação. Neste momento, na China, é recolhida e guardada informação sobre as atividades quotidianas dos cidadãos, a partir de diferentes aplicações, permitindo um controle estatal quase absoluto das cidades.

É muito provável que, sem o nosso conhecimento, outros estados exerçam formas de vigilância semelhantes, como foi relatado pela denúncia de Edward Snowden.

Em resposta a esta situação, a União Europeia avançou com o RGPD procurando estabelecer princípios de boas práticas no tratamento de dados pessoais, protegendo os cidadãos dos abusos realizados pelas empresas. Tarefa difícil, é criar mecanismos que permitam aos cidadãos da capacidade de escrutinar o alcance da vigilância exercido pelos Estados, em nome da segurança.

Tentativas de estabelecer um enquadramento ético à IA

Existem algumas iniciativas no sentido criar um espaço de reflexão sobre este tema. O fórum europeu AI4People debate o impacto social desta tecnologia e procura estabelecer estratégias na União Europeia.

O trabalho deste fórum contribuiu para uma declaração de Cooperação da União Europeia sobre a Inteligência Artificial, onde se estabelece o objetivo de utilizar a I.A. para objetivos positivos.

Invista no futuro da sua empresa, sem descuidar as questões éticas. Saiba mais sobre o que Sage pensa sobre os desafios da Inteligência Artificial.