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Sage Sessions

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Sage Sessions 2018: Relembrando a mesa redonda “Digitalização, internacionalização, revolução: o futuro das empresas portuguesas

No dia 29 de novembro de 2018, realizou-se a segunda edição das Sage Sessions e a mesa redonda “Digitalização, internacionalização, revolução: o futuro das empresas portuguesas” contou com as seguintes presenças: Carla Pereira, Vice-Presidente da ACEPI, Sérgio Gonçalves, Partner da Live Content, Ricardo Nunes, Co-Founder d’O Benefício, Pedro Magalhães, Diretor de Dep. Relações Internacionais da CCIP, e André Pinto, Administrador da Mecwide.

Condições e dificuldades específicas do mercado português

Sobre o contexto online português, Carla Pereira relembrou que 60% das empresas portuguesas não têm presença online, segundo um estudo da ACEPI. No entanto, 90% dos consumidores em Portugal que fazem compras online fazem-no através de sites estrangeiros. Portanto, o mercado digital português é um diamante em bruto e pronto para expansão.

Sérgio Gonçalves afirmou que o maior entrave à internacionalização das PME portuguesas é a falta de recursos. Por essa mesma razão, as empresas começam por primeiro assegurar presença nas redes sociais, antes de inaugurarem um site ou uma loja online, imaginando chegar a um maior público com pouco gasto. Por outro lado, Ricardo Nunes falou em primeira mão sobre a rapidez da comunicação do mundo online, sendo que o seu projeto, O Benefício, começou, efetivamente, como um hashtag no Facebook.

Outro fator determinante do mercado português que foi abordado é a nossa dimensão enquanto país com 10 milhões de habitantes, que condiciona a produção. Pedro Magalhães relembrou como muitas empresas contornam a dificuldade da escala portuguesa, apostando em negócios de nicho – muitas vezes, acabam por transformar setores “de ponta”.

André Pinto deu o exemplo da Mecwide, uma empresa criada com pensamento já no mercado externo, para levar competências e vantagens portuguesas até países com falta desses recursos técnicos. Aventuraram-se, com sucesso, diretamente no mercado global desde o início do empreendimento.

Conselhos para internacionalização e digitalização

Carla Ferreira defendeu que, antes de mais, a entrada no mercado digital deve ser levada a sério e suportada por um plano de negócios adequado. Recordou que a ACEPI tem os programas cofinanciados Norte Digital e Comércio Digital, que ajudam a “desmistificar o digital” e a lançar essa mudança com um business plan.

Pedro Magalhães frisou a importância de estabelecer uma relação de confiança com novos clientes, parceiros, distribuidores ou importadores no estrangeiro, para se fazer o melhor uso das tecnologias neste novo passo global. Explicou também o tipo de apoio que a CCIP pode prestar a empresas interessadas na internacionalização, facilitando networking no estrangeiro.

Em termos de estratégia, Sérgio Gonçalves explicou como o autoconhecimento de um negócio é essencial para que se possa posicionar, no mercado, de acordo com o seu fator diferencial. Para se lançar um projeto para novos mercados, globais e digitais, deve existir confiança na vossa ideia – como recordou Ricardo Nunes com o lema d’O Benefício: “Ninguém sabe o que é mas vai ser incrível”. Também nesse sentido, André Pinto reforçou o valor indispensável de arriscar e dar o primeiro passo.

Em resumo: as empresas portuguesas estão no bom caminho e cada negócio deve analisar o seu caso para analisar a possibilidade de internacionalização. Com planeamento, recursos e um pouco de atrevimento, as portas do mercado global e digital estão abertas. Até porque, como Sérgio Gonçalves explicou, “para fazer uma empresa e para nascer um negócio, é preciso uma certa dose de loucura, é preciso acreditar que vai ser possível”.

 

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O nosso “Parceiro do Futuro” está na Cloud!

Os benefícios da Cloud são fartos, em comparação com soluções locais (on-premise). O custo inicial é logo menor, a implementação mais rápida e permite assinatura do serviço de acordo com necessidade. Por isso mesmo, a flexibilidade que empresta a qualquer negócio faz da Cloud uma escolha ideal para PME. Além disso, o crescimento do seu negócio não tem que ficar preso ao tipo de solução escolhida inicialmente, pois pode desenvolver-se com o percurso da vossa empresa.

Sem dúvida que a era da transformação digital está a acelerar o impacto que a Cloud tem sobre modelos de negócio de canais. A IDC prevê que, este ano, o investimento em Cloud software seja 5.5 vezes aquele o do ano passado e que, até 2020, mais de 70% do lucro de revendedores de serviços da Cloud seja intermediado por parceiros de canal e intermediários.

Até 2020, é também esperado que SaaS (Software as a Service) seja o tipo de serviço de Cloud mais relevante, dominando 60% do mercado e mantendo um crescimento de vendas sobre pacotes de software. A venda de soluções de Cloud continua a crescer a um ritmo sete vezes maior que o do mercado tecnológico geral.

Para parceiros, a venda de soluções de Cloud representa muitas vantagens: 66% mais previsibilidade de lucro recorrente, 63% mais oportunidades de vendas adicionais e 51% maior expansão geográfica de vendas, entre outras.

Os parceiros com margens maiores de vendas de soluções de Cloud investem em colaboradores de vendas especializados, assim como colaboradores técnicos especializados na mesma área e em marketing digital, entre outras ações.

O estudo “O Parceiro do Futuro” da Sage e IDC será apresentado na segunda edição das Sage Sessions, hoje. Pode seguir a transmissão em livestream e acompanhar a intervenção do chef Ljubomir Stanisic e a mesa redonda “Digitalização, internacionalização, revolução: o futuro das empresas portuguesas”, ao longo da tarde, aqui.

 

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O traço que eleva bons empreendedores e empregadores: a empatia

“Quero ser um grande ser humano, quero mesmo ajudar pessoas, tenho essa vontade na vida.” As palavras são de Ljubomir Stanisic, o chef jugoslavo que vive há mais de 20 anos em Portugal, em entrevista à NIT.

Aquilo que dá significado às nossas vidas é empatia para com os outros. Abrir as nossas mentes a outros pontos de vista e experiências transforma-nos em melhores pessoas, que comunicam melhor e estabelecem ligações e laços mais fortes.

Ou seja, sucesso pessoal não difere assim tanto de sucesso profissional. Ambos se baseiam em relações duradouras, dinâmicas e de confiança. Estes são alguns dos traços de empregadores que são apreciados por quem com eles trabalha:

  1. Reconhecem sentimentos próprios e alheios

Pessoas empáticas reconhecem as emoções dos outros e as suas próprias. Ao ouvirmos os nossos próprios sentimentos com respeito, podemos fazê-lo mais facilmente com as pessoas à nossa volta. No trabalho, é indispensável que demonstremos empatia para com as pessoas com quem trabalhamos diariamente.

Ljubomir reconhece esta realidade, explicando numa entrevista à TimeOut: “Tens de conhecer as pessoas, quando é que têm dor de cabeça, quando têm a menstruação, quando é que estão em baixo. Tens de apoiá-las. (…) Estar com eles é fundamental. Se não, não tens equipa. (…) Sem esta equipa, não consigo fazer nada.”

  1. Consideram as necessidades do outro

Relações de trabalho dinâmicas funcionam quando existem um reconhecimento das necessidades de cada um. Uma atitude de intolerância vai impedir a aprendizagem, a criatividade e as ligações fortes.

Mais uma vez, Ljubomir dá-nos um exemplo, em entrevista a’O Homem que Comia Tudo: “(…) [E]nterrei os familiares dos meus empregados. Ajudei-os a resolver os problemas com as funerárias, (…) tentei acompanhar sempre todos. E levo os meus empregados sempre comigo. (…) Mal consigo juntar algum dinheiro na empresa, 20% é investido nos empregados, [em formação].”

  1. Pensam sempre como “nós”

Empreendedores com empatia compreendem a força de uma equipa bem estruturada e apoiada. O sucesso não se faz sozinho e exige investimento nas pessoas que o cria. Na mesma entrevista, Ljubomir relembra a sua experiência, na área da restauração: “O mais importante (…) é tu gerires e escolheres as pessoas em quem confias e que, num primeiro momento, deves formar para terem um palato que se identifique com o teu negócio.”

  1. Procuram fazer a diferença

Uma vida consciente de quem nos rodeia é uma vida rica. A compreensão de que o sucesso e o egoísmo não são compatíveis leva muitos empreendedores a investir em ideias simples e honestas com excelente impacto na sociedade. Na mesma entrevista à NIT, Ljubomir explica, “(…)[J]á conquistei aquilo que queria conquistar e (…) acho que queria dar às pessoas a mais-valia que é a experiência que tenho, porque (…) pode ajudar pessoas.”

 

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O poder das Sage Sessions

A segunda edição das Sage Sessions acontecerá já na quinta-feira, dia 29 de novembro, no Centro de Congressos de Lisboa, e debruçar-se-á sobre tecnologia, transformação digital, internacionalização e inteligência artificial. Vamos relembrar a edição anterior.

A primeira edição ocorreu no dia 23 de novembro do ano passado, abordando o tema “O Futuro Agora, em Lisboa”. Além de se ter criado um espaço para networking entre empresas de todas as dimensões, foi também apresentado conteúdo relevante para várias áreas de negócio, com particular incidência sobre a transformação digital.

Contou com a presença de 400 parceiros e 300 empresas (clientes e não clientes), além de ter arrecadado 50 000 live views e conquistado lugar no top trending no Twitter.

As boas vindas foram dadas por Josep Maria Raventos – Country Manager da Sage Portugal. De seguida, Cristina Ferreira lançou o mote “À boleia do digital: da televisão para o mundo do empreendedorismo” e falou da sua veia de empreendedora, daquilo que a levou a explorar outros media além da televisão e daquilo que a motiva a lançar novos negócios.

O sócio partner da PLMJ, Daniel Reis, fez uma intervenção dedicada ao “Impacto do Regime Geral de Proteção de Dados”, que foi seguida de uma apresentação sobre “O que o Office 365 pode fazer pelo seu negócio”, explorando como a sua integração com o software Sage 50c permite maior conetividade no seu negócio.

Por fim, João Vasconcelos, Senior Advisor da Clearwater International e ex-secretário de Estado da Indústria, abordou a questão da “Quarta Revolução Industrial”.

Este ano, mantemos o mesmo objetivo: fazer crescer os negócios e partilhar ideias e experiências. Reservámos a manhã para Parceiros, para apresentar a Visão, Estratégia e Objetivos da Sage para o novo ano fiscal.

Durante a tarde, o chef Ljubomir Stanisic falará sobre gestão dos seus restaurantes e do seu grupo 100 Maneiras. Debater-se-á ainda “Internacionalização e a Transformação Digital”, numa mesa redonda com várias presenças, além de representantes da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP) e a Associação de Economia Digital (ACEPI).

Poderão ainda conhecer algumas das nossas parcerias e novas soluções Sage. Inscrevam-se já na edição das Sage Sessions deste ano, aqui.

 

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Quatro conselhos financeiros que todos os empreendedores querem ouvir

Ljubomir Stanisic é a face do programa de televisão mais visto em 2017, “Pesadelo na Cozinha”. No entanto, mesmo na ribalta, não se coíbe de partilhar como a falência do seu primeiro restaurante moldou o seu percurso. Aberto em 2007, o 100 Maneiras do Hotel Villa Albatroz, em Cascais, fechou no ano seguinte, resultado declarado de uma má gestão e pela crise económica. No programa “Alta Definição”, admitiu a Daniel Oliveira que “foi um abanão muito grande na minha vida, (…) quase um funeral”.

Pagou a sua dívida em sete anos e, em 2009, com €12 000, abriu o restaurante 100 Maneiras, no Bairro Alto. Agradece ainda hoje a gentileza dos vendedores do mercado da Ribeira que lhe permitiam pagar os víveres no dia seguinte, com os lucros do restaurante da noite anterior.

Apesar de, nos últimos anos, se manter a tendência de diminuição de insolvências de empresas portuguesas, a falta de liquidez ainda afeta muitos negócios. A vida financeira de um negócio pode desenrolar-se de muitas formas mas os empreendedores devem reconhecer quando a sua grande ideia pede a perícia de outrem.

É indispensável terem consciência dos vossos pontos fortes e foi isso mesmo que permitiu ao chef Ljubomir voltar a investir na sua área de especialidade. O chef jugoslavo admite que gerir finanças não é o seu forte, nem na esfera privada, nem nos seus restaurantes. Optou por criar uma equipa de gestão financeira, cabeceada pela sua irmã, mais apta nesta área, a quem entregou a gerência do grupo 100 Maneiras.

Ao lançar o vosso negócio e para o manter no caminho certo, devem ter mente estas quatro ideias chave.

  1. Compreendam a verdade sobre crédito

Por vezes, a melhor forma de dar asas ao vosso negócio é através de uma linha de crédito, que testará o vosso perfil de crédito pessoal.

Evitem aumentar a dívida máxima no vosso crédito, saldem as vossas dívidas e mantenham as vossas contas mais antigas.

  1. Antecipem o inesperado

As despesas nem sempre surgem de onde esperamos. Colmatem qualquer necessidade com o conhecimento especializado de um advogado, por exemplo, que analisará as características do vosso negócio e vos aconselhará como se protegerem contra possíveis dificuldades.

  1. Separem finanças pessoais e de negócio

Considerem injetar investimento pessoal no vosso negócio, para arrancar ou para o levar a novas alturas. No entanto, analisem sempre as folhas de balanço racionalmente. Ouçam o mercado, caso esteja a rejeitar o vosso produto, e não invistam dinheiro num negócio sem sucesso.

  1. Ouçam a verdadeira motivação

Lancem projetos nos quais acreditam, para que até os maus momentos valham a pena. Todas as empreitadas de sucesso têm fundadores apaixonados no comando por isso apostem sempre nas vossas ideias que mais vos entusiasmam!

Em resumo, empreendedores que estabelecem limites para si próprios, aprendem com quem os rodeia e planeiam contra imprevistos estão preparados para contratempos financeiros. Ljubomir Stanisic é prova viva; em 2017, nove anos após a falência do seu primeiro restaurante, o Bistro 100 Maneiras foi eleito pela revista Monocle como o melhor restaurante do mundo. Inscreva-se já, nas Sage Sessions, para o ouvir, já no dia 29 de novembro.