Gestão de Empresas Sage Enterprise Management

Empresas experientes também cometem erros: a bicicleta IKEA

Existem lições importantes que podemos retirar da forma como algumas das grandes empresas lidam com os fracassos. Mesmo as empresas mais experientes não estão imunes a dificuldades e más opções. No artigo de hoje, vamos analisar um caso concreto que se passou recentemente com o gigante do mobiliário, a IKEA.

Quando a IKEA lançou a sua primeira bicicleta, em 2016, seguiu uma tendência do momento, ou seja, a preocupação com a ecologia e com os sistemas de transportes. O número de utilizadores de bicicletas estava a aumentar, sendo cada vez maior o número de cidades com ciclovias, incluindo Lisboa.

Sladda, a bicicleta premiada

A empresa queria fazer parte da mudança, de um movimento global onde se procura utilizar transportes comunitários que são mais ecológicos. A bicicleta incorporava espaço para compras e ainda possibilitava que se prendesse um atrelado.

A bicicleta tinha um custo baixo e, como a maioria dos produtos, era vendido numa caixa plana, sendo montada pelo consumidor. O design atraente recebeu prémios e tudo parecia correr de feição para a bicicleta Sladda.

Inovações técnicas

Todos os passos no sentido da inovação são importantes no desenvolvimento de um produto, mas também requerem mais estudos e tempo de preparação. A IKEA substituiu a tradicional corrente por uma alternativa que não necessitava de ser oleada e era imune à ferrugem. Esta inovação procurava apelar a quem ainda não utilizava uma bicicleta regularmente.

Esta corrente trazia uma garantia de 10 anos, mas a empresa não parava de receber informação de bicicletas com a corrente danificada. Na maioria dos casos, rebentava subitamente e causava acidentes.

Resposta ao defeito

Como a garantia tinha a duração de 10 anos, ninguém parecia ter pensado na manutenção. Trocar a bicicleta por outra também não seria resposta, uma vez que o problema resultava da construção original.

Perante o relato de que algumas pessoas se teriam magoado, ainda que sem gravidade, a empresa começou a apelar a que os consumidores devolvessem as bicicletas, numa operação de recolha de todas as unidades.

Os custos de uma operação deste tipo e de todo o investimento no desenvolvimento do produto são difíceis de quantificar.

A empresa justificou esta opção com a impossibilidade de colocar uma corrente normal, mas vários técnicos especializados afirmaram que era uma operação simples de realizar. Na origem da decisão, é possível que esteja o custo da corrente alternativa e o custo da reparação de cada unidade.

Conseguir ter uma visão clara dos custos e tomar decisões difíceis de forma fundamentada é algo que só é possível se contarem com o apoio de um software de ERP. A Sage tem no Enterprise Management um conjunto de soluções adaptadas às necessidades de cada empresa que permitem uma visão do negócio a 360°.

Escolher as prioridades corretas para a empresa.

No citado caso da IKEA, desenvolver uma bicicleta foi uma decisão arriscada por fugir aos produtos-tipo da empresa. Para Simon Dunne, estratega a nível de design e de marca na industria das bicicletas, o resultado é que, quando surgiram problemas, não existia uma forma razoável de os resolver, nem a disponibilidade da empresa para investir muito do tempo na sua resolução. Enquanto companhias especializadas na área procurariam uma forma de dar continuidade a um produto em que acreditavam, ao mesmo tempo que tentariam resolver o problema.

 

 

Artigos Relacionados

0 Comentários

Deixe um comentário