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Sage Faturação

BStrong: Centralização e proteção de dados pessoais, numa cadeia de lojas nacional

Concebida a pensar nos sneakers addicts, a BStrong lançou quatro marcas próprias diferentes, além de ter celebrado parcerias com muitas das principais marcas da área, como a Nike, Adidas e Converse. Desde a sua fundação em 2013, abriram uma loja online e 14 lojas físicas, de norte a sul do país. Em 2018, centralizaram com sucesso os dados com o apoio da Sage.

Para responder em conformidade das alterações introduzidas no Regulamento Geral de Proteção de Dados e garantir a segurança dos dados da empresa, a Emocion Sport/BStrong implementou a solução Sage 50cloud Loja, com o apoio da Samsys. A migração desenvolvida, da solução Sage Retail para a solução Sage 50cloud Loja, permitiu a integração da faturação com o servidor online.

Este desafio passou pelos seguintes passos: executar a migração da aplicação o mais depressa possível; reestruturar a aplicação ao nível das empresas e utilizadores; garantir o acesso de cada utilizador aos computadores; e verificar o funcionamento de impressão e etiquetagem, assim como posterior instalação nos novos servidores. O processo, que levou três meses, passou pela configuração do modo offline da rede do terminal service; dessa forma, no caso de indisponibilidade de acesso ao servidor, o posto pode trabalhar nesse estado para integração da faturação com o servidor online.

A intervenção da Sage prendeu-se com a sensibilidade de uma migração de quatro empresas e 18 lojas, que ocorreu entre junho e início de agosto de 2018. Os maiores desafios passaram pela identificação de perfis de acesso a dados pessoais; identificação de campos pessoais; facultar uma funcionalidade de esquecimento para que um cliente possa ser eliminado da base de dados; gestão de consentimento de dados pessoais; e lançamento de formulários para o mesmo.

Por fim, para centralizar o acesso à informação e controlar os acessos de várias lojas, a solução surgiu no formato de um sistema de VPN, entre as várias localizações, impossibilitando acessos não permitidos.

Sage Enterprise Management

Como gerir para estimular a inovação – Parte II

A inovação está na voga! No entanto, devemos lembrar-nos que inovação não significa simplesmente criar ideias mas sim, criar valor a partir dessas ideias. Empresas grandes precisam de inovação da mesma forma que as startups mas são mais lentas na sua resposta e facilmente se tornam avessas ao risco.

Os três grandes desafios atuais são: as expectativas altas dos clientes, a competição é mais disruptiva e a tecnologia está a ser desenvolvida a uma velocidade estonteante. Com a estrutura e a estratégia certa, podem estimular a partilha de ideias inovadoras no vosso negócio.

Usem métricas de inovação

Ao estabelecer os vossos KPIs, não excluam métricas de inovação para que os colaboradores com melhores performances sejam recompensados. Assim a vossa empresa grande pode premiar os laivos de empreendedorismo dos vossos colaboradores mais inovadores. Podem resolver o problema da retenção de talento com um sistema de recompensas que saiba identificar os valores que mais importam.

Um ERP com solução de Gestão de Pessoas presta as informações necessárias para se assegurarem que os vossos colaboradores estão na função certa e a receber o encorajamento certo.

Digitalizem a vossa empresa

Apostem na facilidade de uso e na acessibilidade total e unam todos os departamentos ou processos do vosso negócio. Assim, poderão atualizar o vosso produto ou serviço. Escolham a nuvem certa para o vosso negócio! Ofereçam novos processos e aplicações, com as inovações que nascem de alterações feitas à velocidade digital.

Invistam na inovação a longo prazo

A inovação deve ser uma função contínua, em detrimento de ser apenas um projeto. Pois, nem todas as ideias terão sucesso e trarão lucro. Instituam antes a estratégia de fazer várias pequenas apostas em várias ideias, com a certeza que apenas algumas vão ter êxito. Nunca percam a ligação entre a inovação e as necessidades do vosso negócio. Apenas assim conseguirão transformar ideias maravilhosas em soluções com valor real.

 

Gestão de Pessoas

10 formas de dar as boas-vindas mais produtivas aos vossos colaboradores

  1. Tenham interesse genuíno pelas pessoas com quem tem trabalham

Toda a gente responde a sinceridade. Há espaço no local de trabalho para criarmos relações interpessoais saudáveis. Que começam com demonstração de interesse nos vossos colaboradores.

  1. Reconheçam que cada novo empregado precisará de tempo para aprender

Assegurem-se que a informação flui no vosso negócio, que há espaço para lançar novas questões e, principalmente, que cada novo colaborador recebe formação. Incluindo sobre os benefícios que lhe são oferecidos!

  1. Aceitem as diferenças – e aproveitem a diversidade de talentos

Somos mais fortes quando agimos juntos! A diversidade de origens e de capacidades trará mais riqueza à vossa empresa. Por isso mesmo, devem prezá-la.

  1. Reservem tempo para conhecerem os vossos colaboradores

Contrariem a lufa-lufa do vosso negócio e estabeleçam momentos para se sentarem com os membros novos da equipa. Assegurar tempo para os conseguir conhecer melhor fortalecerá as relações de trabalho e introduzirá uma certeza de valorização.

  1. Escutem os vossos colaboradores com atenção

Muitas empresas já instauraram processos de comunicação para que os colaboradores possam dar feedback consistente. Após a implementação de uma boa ideia como esta, devem honrá-la, com uma análise séria das questões que se levantem.

  1. Aceitem os erros ocasionais

Todos nós fazemos erros. Garantam que, nesse tipo de situações, a vossa equipa reage da forma correta e adequada à identidade da vossa empresa.

  1. Ofereçam formação para atender a quaisquer fraquezas ou mal-entendidos

Um novo colaborador é uma nova aposta. E uma nova aposta merece ter todas as ferramentas ao seu dispor para fazer o melhor trabalho. Giram a vossa oferta de formação facilmente com uma solução de Gestão de Recursos Humanos Sage.

  1. Abordem desempenhos insatisfatórios antes que criem desmotivação na equipa

Independentemente da sua razão, o desempenho pior por parte de um colaborador pode ter grande impacto na equipa. O ideal é analisar o assunto e propor mudanças práticas antes que gere outras consequências.

  1. Mantenham os vossos colaboradores informados sobre todas as mudanças

A vida do vosso negócio são as pessoas que o fazem convosco. Quem implementa as decisões que são tomadas pela chefia devem ter conhecimento do rumo e razão das mesmas.

  1. Sejam positivos

O vosso estado de espírito marca muitas vezes o tom do vosso ambiente de trabalho. Portanto, mantenham a disposição do vosso negócio animada!

 

Contabilidade Sage Faturação

Faturas, Conservação de livros e Registos de documentos de suporte de operações – Decreto-Lei n.º 28/2019, de 15 de fevereiro

ALERTAS E QUESTÕES

1 – INTRODUÇÃO

Da leitura do Decreto-Lei n.º 28/2019, de 15 de fevereiro, levantam-se um conjunto de questões que, salvo melhor opinião, deveriam ser esclarecidas por quem de direito.

Para confirmar a afirmação anterior veja-se a Nota Informativa que consta do Portal das Finanças sobre este decreto.

Ainda assim, procede-se à analise do referido diploma e levantam-se algumas dúvidas, que se espera ver esclarecidas futuramente.

A estrutura do documento em análise é a seguinte:

  1. Capítulo I – Disposições Gerais (art.º 1º e 2º);
  2. Capítulo II – Emissão de Documentos (art.º 3º a 10º);
  3. Capítulo III – Programas Informáticos de Faturação e Contabilidade (art.º 11º a 14º);
  4. Capítulo IV – Impressão Tipográfica de Faturas e de Documentos de Transporte (art.º 15º a 18º);
  5. Capítulo V – Obrigação de Arquivo (art.º 19º a 30º);
  6. Capítulo VI – Fiscalização e Obrigações Acessórias (art.º 31º a 35º);
  7. Capítulo VII – Disposições Complementares, Transitórias e Finais (art.º 36º a 45º);

II – DISPOSIÇÕES GERAIS

No primeiro Capítulo é definido o âmbito deste normativo legal e são enunciadas um conjunto de definições.

Quanto ao âmbito do presente decreto são definidas as obrigações que as empresas, para efeitos de IVA, passam a ter de cumprir quanto:

  • à faturação;
  • à conservação de livros;
  • ao registo de documentos de suporte das operações.

Sobre as definições devem-se realçar as seguintes:

  • Autenticidade da origem”;
  • Fatura” em papel ou em formato eletrónico;
  • Fatura eletrónica”;
  • Integridade do conteúdo”.

Destas definições chama-se em particular a atenção para a diferença entre a fatura em papel, a fatura em formato eletrónico e a fatura eletrónica.

Destaca-se, também, a preocupação com a fraude fiscal ao referir:

  • a comprovação da identidade do fornecedor dos bens ou serviços;
  • o conteúdo das faturas não ter sido alterado.

III – EMISSÃO DE DOCUMENTOS

Este diploma veio definir três meios para o processamento de faturas (Art.º 3º):

  • programas informáticos;
  • outros meios eletrónicos (máquinas registadoras, terminais eletrónicos) e;
  • documentos pré-impressos em tipografia autorizada.

A primeira questão que se coloca é saber se os programas informáticos devem ou não ser certificados.

O legislador, no art.º 4º deste decreto, veio explicitar que os programas informáticos têm de ser certificados pela Autoridade Tributária (AT).

Mas a novidade introduzida por esta norma é: nos programas informáticos passam a estar incluídas as aplicações de faturação disponibilizadas pela Autoridade Tributária.

Esta novidade coloca as seguintes questões:

  • Será que vai haver mais do que uma aplicação informática de faturação disponibilizada pela AT?
  • Se a resposta à pergunta anterior for positiva, quais serão as diferenças?
  • Será possível efetuar notas de débito e notas de crédito?
  • Será que essas aplicações vêm acompanhadas de um programas de gestão de stocks?
  • As aplicações da AT serão certificadas? Quem as certificará?
  • Será permitido integrar diretamente na contabilidade de cada empresa as faturas emitidas nas aplicações da AT?
  • Se a grande aposta deste decreto é a desmaterialização, porque se continua a permitir o processamento de faturas em tipografias autorizadas?

Deve-se também alertar para a criação de um novo artigo no Código do IVA, o artigo 35º-A – Delimitação de competências em matéria de faturação. Este novo artigo vem definir as situações em que a emissão de uma fatura está sujeita às regras do Código do IVA.

As situações em que o Código do IVA não se aplica estão identificadas no n.º 3 deste novo artigo.

O art.º 4º deste decreto vem também obrigar a utilização, exclusiva, de programas informáticos certificados para os sujeitos passivos que:

  • No ano anterior tenham tido um volume de negócios superior a € 50.000 (De acordo com o regime transitório, para 2019, este limite será de € 75.000);
  • Sejam obrigados a ter contabilidade organizada ou por ela tenham optado.

O art.º 5º vem definir que, em regra, as faturas são emitidas pelos próprios sujeitos passivos. Prevê, no entanto, a possibilidade da emissão de faturas pelos adquirentes dos bens ou serviços ou por um terceiro, em nome e por conta do sujeito passivo.

As duas últimas possibilidades referidas anteriormente estão sujeitas a uma autorização prévia da AT.

Em próximos apontamentos, abordam-se os restantes artigos deste decreto.

Os alertas e as questões aqui colocadas não dispensam a leitura do Decreto-Lei n.º 28/2019, de 15 de fevereiro.

Lisboa, fevereiro 2019

Bruno Lagos

Bruno Lagos, Licenciado em Organização e Gestão de Empresas; Mestre em Auditoria Contabilística; Nos últimos 25 anos, técnico superior na Administração Fiscal Portuguesa.

 

 

 

 

 

 

 

Contabilidade

IRC – Informações Vinculativas de 2018: DETERMINAÇÃO DA MATÉRIA COLETÁVEL – Regime Simplificado

Neste apontamento apresentamos duas informações vinculativas, uma relacionada com o âmbito de aplicação do regime simplificado e outra relativa a retenção na fonte.

  • Pretendia-se saber se determinada entidade, estando enquadrada no regime simplificado de determinação da matéria coletável previsto no art.º 86.º-A do CIRC, poderia beneficiar do regime previsto no art.º 51.º- C do mesmo código (Mais-valias e menos-valias realizadas com a transmissão de instrumentos de capital próprio).
  • Deste modo, os sujeitos passivos que optem pelo regime simplificado de determinação da matéria coletável, previsto nos art.ºs 86.º-A e 86.º-B do CIRC, não podem beneficiar do regime de participation exemption, previsto no art.º 51.º-C do CIRC, ainda que estejam verificados todos os requisitos previstos nos artigos 51.º e 51.º-C do CIRC, relativamente às mais-valias e menos-valias realizadas com a transmissão onerosa de partes, uma vez que não procedem ao apuramento do lucro tributável (no âmbito do qual seriam feitos os ajustamentos necessários à não tributação), mas sim ao apuramento da matéria coletável, por aplicação aos rendimentos obtidos dos coeficientes previstos no n.º 1 do art.º 86º-B do CIRC (Processo n.º 2016 002550).

LIQUIDAÇÃO

  • Uma entidade (Agente), cujo objeto social inclui, entre outros, a gestão de direitos de autor, equaciona celebrar contratos com o(a) Autor(a), mediante os quais se obriga a promover por conta do(a) Autor(a) a celebração de contratos, bem como a criação, a promoção e a angariação de oportunidades de negócio para as obras do(a) mesmo(a).

No âmbito da sua atividade, o Agente irá faturar às Editoras a totalidade dos direitos de autor, transferindo para a conta do(a) Autor(a) esse montante deduzido do valor da comissão de agenciamento.

A questão que se levanta é a de saber se as importâncias cobradas pelo Agente, em nome e por conta do(a) Autor(a), estão ou não sujeitas a retenção na fonte.

  • De facto, se as importâncias recebidas pelo Agente das Editoras, a título de direitos de autor, que posteriormente transfere para a conta do(a) Autor(a), não lhe disserem respeito, a sua contabilização terá de ser efetuada em conta de terceiros.

Nesta situação, os únicos réditos que o Agente aufere respeitam às comissões de agenciamento.

Assim, nestas circunstâncias, a retenção na fonte deverá ser efetuada pelos devedores dos rendimentos, que, neste caso, são as Editoras, e imputada aos titulares dos direitos de autor (Processo n.º 2648/18).

Com este apontamento terminamos a síntese sobre as Informações Vinculativas do IRC divulgadas pela Autoridade Tributária, no Portal das Finanças, em 2018.

As sínteses efetuadas não desobrigam a leitura das referidas informações vinculativas que podem ser consultadas no seguinte aqui.

Lisboa, fevereiro de 2019

Bruno Lagos

Bruno Lagos, Licenciado em Organização e Gestão de Empresas; Mestre em Auditoria Contabilística; Nos últimos 25 anos, técnico superior na Administração Fiscal Portuguesa.

Consulte o artigo anterior sobre Informações Vinculativas aqui.