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Gestão de Empresas Sage Enterprise Management

Erros comuns entre gestores jovens

É natural que a falta de experiência leve a cometer alguns erros, sendo que a melhor forma de evitar a maioria das falhas pode ser alcançada mantendo uma mente aberta e uma postura modesta.

Sempre que cheguem a uma posição de liderança, avaliem de forma introspetiva quais os vossos pontos fortes e quais as áreas que necessitam de ser melhoradas e fortalecidas. Neste artigo, vamos ver alguns dos erros mais comuns que devem evitar.

A importância da formação.

É fácil pensar que bastam as regulamentares duas a três semanas de formação para que os colaboradores tenham a necessária preparação para acompanhar a atividade e evolução da empresa.

Na verdade, a formação deve ser pensada e planeada a longo prazo, no decurso do qual é dado feedback à equipa. É essencial oferecer a oportunidade aos colaboradores para concretizarem o seu pleno potencial e adquirirem novas competências necessárias à empresa.

A contratação.

A contratação é das tarefas mais importantes, pois trata-se de encontrar as pessoas certas para as tarefas e ajudá-las a comunicar entre si. Um dos erros mais comuns acontece quando, para cumprir um prazo, se contrata alguém que não preenche os requisitos necessários.

É importante trabalhar em conjunto com o departamento de recursos humanos ou com empresas externas de contratação de forma a conseguirem recrutar os melhores profissionais na área.

Delegar tarefas.

É comum que líderes menos experientes sintam que têm de controlar todos os processos e assumir a direção de projetos que consideram demasiado complexos para serem entregues a alguém da equipa.

Embora seja importante conhecer os pontos fortes dos elementos da equipa, também é fundamental dar-lhes a oportunidade de crescer, entregando-lhes projetos que constituam um desafio. Será preferível delegar e acompanhar, dando o devido feedback de forma a que possam melhorar.

Um software de ERP Sage permite gerir vendas, compras, stocks e os recursos humanos de forma eficiente. Acompanhe a evolução da empresa e o desenvolvimento dos projetos com um software simples de implementar.

Negligenciar o próprio desenvolvimento.

 Pode parecer extremamente difícil encontrar tempo para o desenvolvimento pessoal, mas continuar a receber formação é a única forma de progredir – melhorar a capacidade de liderança e desenvolver novas competências.

Definam objetivos de desenvolvimento e um plano de evolução para atingirem essas metas.

Equilíbrio entre a vida privada e pessoal.

Novas responsabilidades obrigam a um tempo superior de trabalho. A organização anterior da vossa vida privada será necessariamente afetada. É imprescindível uma reorganização que permita terem mais tempo para os colaboradores que irão liderar e, em simultâneo, manterem um espaço de recolhimento para recarregar energias.

 

 

 

 

 

 

 

RGPD

Como as empresas podem usar o RGPD para recuperar a confiança dos consumidores

O Regulamento Geral de Proteção de Dados é visto como uma ameaça para as empresas mas pode ser visto como uma oportunidade para recuperar a confiança dos consumidores em relação à segurança dos seus dados e à sua privacidade.

 Empresas como a Apple, cedo perceberam a importância do tratamento de dados. Por exemplo era relação às apps que usam localização, têm obrigatoriamente que consultar os utilizadores de cada vez que queriam aceder a essa informação. Ou seja, o utilizador podia decidir a cada momento, antecipando a exigência relativa ao consentimento que consta agora do RGPD.

Eu sou otimista e acredito que as pessoas são inteligentes – algumas pessoas querem partilhar mais dados do que outras pessoas. Mas perguntem-lhes! “- Steve Jobs, CEO e co-fundador da Apple.

Recuperar controlo sobre os dados pessoais.

O RGPD entra em vigor no próximo dia 25 de Maio e foi pensado para devolver aos cidadãos o controlo dos seus dados, bem como harmonizar as diferentes leis dentro dos Estados membros da União Europeia.

O elemento da confiança é fundamental quando falamos de utilização de serviços digitais. Para todos os negócios relacionados com o tratamento de dados sensíveis a larga escala, esta é a oportunidade para as empresas demonstrarem como se distinguem qualitativamente nesta área.

RGPD como catalisador da mudança.

Na sua maioria, as empresas tinham a informação espalhada por diferentes sistemas, em formato digital e analógico. O RGPD veio obrigar a uma reorganização através das diferentes áreas da empresa e, embora exija a um esforço inicial e contínua vigilância, o resultado será amplamente positivo.

Empresas mais preparadas para a economia digital.

Estas alterações conduzem a uma força de trabalho mais preparada para lidar com estas questões, o que constitui um instrumento fundamental para o êxito de uma estratégia digital.

A pressão das multas.

Sendo verdade que os principais pontos do RGPD já estavam considerados na legislação de alguns países, a grande alteração é o valor das multas por incumprimento. O RGPD estipula o teto de 20 milhões ou 4% da faturação da empresa mas cada parlamento irá legislar sobre o assunto, adequando-o à realidade nacional.

A informação é a melhor defesa.

A Sage preparou uma página com infográficos sobre o RGPD de forma a que seja mais fácil aos empresários compreenderem as implicações deste regulamento. Também realizamos webinares gratuitos sobre o tema, realizando-se o próximo no dia 22 de maio. Para mais informações e inscrições, consulte a nossa página.

 

 

 

 

Gestão de Empresas Sage Enterprise Management

Como criar uma cultura empresarial inteligente com menos reuniões

As reuniões podem ser um verdadeiro pesadelo dentro das empresas. Em metade dos casos, os colaboradores sentem que não têm qualquer utilidade.

No entanto, as reuniões podem fomentar a sensação de camaradagem e a procura de soluções através de brainstorming. Permitem, por vezes, ultrapassar limitações através da comunicação direta.

Em algumas empresas, a melhor forma de adiar assuntos difíceis é propor a marcação de uma reunião. As reuniões em excesso ou marcadas por pura rotina podem desencorajar os colaboradores, baixar o moral e conduzir a ideias menos ajustadas ou acertadas.

Guerra às reuniões?

Há reuniões que constituem uma forma de comunicação útil para o alinhamento de prioridades dentro das equipas. Mas é importante treinar os colaboradores para entenderem as reuniões como um tempo precioso, que tem custos para a empresa.

Realizar um inventário.

É importante saber quantas reuniões acontecem e sobre que temas, avaliando a sua pertinência. As reuniões de emergência sem planeamento prévio quase sempre resultam num desperdício de tempo e devem ser evitadas.

Recordar a cultura da empresa.

Todas as reuniões que permitam um aprofundar do funcionamento da empresa são muito benéficas. Na verdade, possibilitam a partilha de ideias e uma melhor definição do alinhamento das prioridades. Este tipo de reuniões gera as melhores ideias e dá uma resposta mais rápida aos desafios que se colocam.

Quanto maior for o nível de participação dos colaboradores, maior é a tentação de convocar reuniões. Empresas em que toda a estratégia é tomada pelos executivos de topo não necessitam de muitas reuniões que envolvam os restantes colaboradores.

Devem colocar-se algumas questões antes de marcar uma reunião:

  • É necessária ou existe uma outra forma de resolver o assunto que implique menos tempo?
  • Através de plataformas de gestão de tarefas, conseguem informar os vários colaboradores dos diferentes estágios do projeto?
  • Quem são as pessoas que têm necessariamente de estar na reunião? É útil permitir que alguns colaboradores enviem o seu contributo previamente por e-mail.
  • Garantir que a agenda da reunião é clara. Tenham os materiais preparados para partilhar, assim como resumos escritos dos pontos mais importantes.

Se, por acaso, o promotor da reunião não tiver enviado previamente uma agenda pormenorizada, então o melhor será proceder à sua desmarcação. É uma forma de demonstrarem claramente que não há tempo a perder.

Organização a todos os níveis.

Uma forma de prepararem as reuniões passa por terem uma visão completa da empresa. A Sage tem soluções de ERP para pequenas e médias empresas que desejam ter uma visão transversal dos processos de negócio. Apresentem nas reuniões dados concretos e baseiem as vossas sugestões em relatórios de gestão.

Em conclusão:

Lembrem-se que o inimigo não são as reuniões, mas o mau planeamento destas. Usadas de forma inteligente, podem ser uma forma de alcançar soluções que de outro modo não nasceriam, enquanto ganham tempo para outras tarefas.

 

 

 

Contabilidade

Regime fiscal de apoio ao investimento (RFAI)

1 – Em que consiste o RFAI?

Consiste num conjunto de benefícios fiscais que operam sobre os Impostos sobre o Rendimento e sobre o Património.

2 – Que Atividades podem beneficiar deste regime?

Pessoas coletivas que exerçam uma atividade nos seguintes setores:

  • Indústria extrativa; • Indústria transformadora; •Turismo;
  • Atividades e serviços informáticos; • Atividades de investigação científica e de desenvolvimento; • Tecnologias de informação e produção de audiovisual e multimédia;
  • Atividades de centros de serviços partilhados.

3 – Qual é o Benefício em IRC?

Dedução à coleta de IRC (Esta dedução não pode exceder 50% da coleta do IRC, exceto nos casos de investimentos realizados no período de tributação do início de atividade e nos dois períodos de tributação seguintes) das seguintes importâncias:

  • No caso de investimentos realizados nas regiões Norte, Centro, Alentejo, Região Autónoma dos Açores e Região Autónoma da Madeira, 25% das aplicações relevantes, para o investimento realizado até ao montante de € 10.000.000,00, e de 10% das aplicações relevantes, relativamente à parte excedente;
  • No caso de investimentos nas regiões do Algarve, Grande Lisboa e Península de Setúbal, 10% das aplicações relevantes. Isenção ou redução de IMI, IMT e Imposto do Selo, relativamente aos prédios utilizados, factos ou atos inseridos no âmbito dos investimentos que constituam aplicações relevantes.

4 – Quais são as condições de acesso ao Benefício?

Dispor de contabilidade organizada e o lucro tributável não ser determinado por métodos indiretos;

Manter na empresa e na região os bens objeto de investimento:

  • Durante um período mínimo de três anos, no caso de PME;
  • Durante cinco anos nos restantes casos;
  • Quando inferior, durante o respetivo período de mínimo vida útil;
  • Até ao período em que se verifique o respetivo abate físico, desmantelamento, abandono ou inutilização.

Ter a situação fiscal e contributiva regularizada;

Proporcionar a criação de postos de trabalho e a sua manutenção durante o período mínimo de manutenção dos bens objeto de investimento;

Não ser considerada empresa em dificuldade nos termos das orientações relativas aos auxílios estatais de emergência e à reestruturação;

Não estar sujeita a uma injunção de recuperação na sequência de uma decisão da Comissão que declare um auxílio ilegal e incompatível com o mercado interno.

5 – Que tipo de investimentos podem ser aceites?

Ativos fixos tangíveis, adquiridos em estado novo, com exceção de:

  • Terrenos (salvo no caso de se destinarem à exploração de concessões mineiras, águas minerais naturais e de nascente, pedreiras, barreiros e areeiros em investimentos na indústria extrativa);
  • Construção, aquisição, reparação e ampliação de quaisquer edifícios, (salvo se forem instalações fabris ou afetos a atividades turísticas, de produção de audiovisual administrativas);
  • Viaturas ligeiras de passageiros ou mistas;
  • Mobiliário e artigos de conforto ou decoração (salvo equipamento hoteleiro afeto a exploração turística);
  • Equipamentos sociais;
  • Outros bens de investimento que não estejam afetos à exploração da empresa. Ativos intangíveis constituídos por despesas com transferência de tecnologia, nomeadamente patentes, licenças, “know-how” (no caso de grandes empresas estas aplicações não podem exceder 50 % das aplicações relevantes)

6 – Onde se declara este Benefício?

No Quadro 074 do Anexo D da Modelo 22

7 -Que legislação devo consultar?

  • Artigos 22.º a 26.º e 43.º do Código Fiscal do Investimento; Portaria n.º 282/2014, de 30 de dezembro; Portaria n.º 297/2015, de 21 de setembro.

 

Lisboa, maio de 2018

Bruno Lagos, Licenciado em Organização e Gestão de Empresas; Mestre em Auditoria Contabilística; Nos últimos 25 anos técnico superior na Administração Fiscal Portuguesa.

Gestão de Empresas

Preparar a transição nos negócios familiares

Um dos maiores desafios que se coloca às empresas familiares é a passagem de testemunho para uma nova geração. Por vezes, a nova geração, ao entrar no negócio, é desconhecida de acionistas, conselhos de direção ou dos bancos com quem trabalham.

Incluir desde cedo a nova geração nas rotinas da empresa é fundamental para o sucesso da transição.

Desafios das empresas familiares.

Embora estas empresas sejam muito importantes para o tecido empresarial nacional, a maioria não tem um plano para a sucessão ou um sucessor designado.

Coloca-se então a questão de como podem, de forma eficiente, passar o conhecimento acumulado ao longo da vida, com vista a que a geração seguinte consiga manter a empresa no rumo certo.

A cultura da empresa e os seus valores são também essenciais para manter a conexão com a comunidade e com toda a equipa de trabalho.

Compreender os ciclos do negócio.

Existem três estádios nos negócios familiares, identificáveis com facilidade quando pensamos em empresas conhecidas.

Estádio inicial: num primeiro momento, o fundador ou dono da empresa tem a sua visão pessoal e raramente tem um plano estratégico escrito. Embora o dono se apoie em alguns colaboradores-chave, estes não estão preparados para implementar alterações aos projetos em qualquer momento.

Estádio intermédio: nesta fase, o dono está rodeado de outros líderes que têm responsabilidade e autoridade para tomarem decisões. Os processos estão formalizados, bem como os critérios que permitem avaliar a performance. Em geral, existe um conselho independente.

Terceiro estádio:  o fundador e a empresa no seu todo conseguiram soluções de forma a fazerem uma passagem bem sucedida. A maioria das empresas familiares não chega a este estádio.

Contar com um software de Faturação.

 A Sage tem software adaptado à gestão de lojas familiares, transformando-as em algo simples e ajustado ao tipo de negócio. A conetividade permite que estejam sempre ligados aos vossos clientes, colaboradores e fornecedores, facilitando assim a apresentação e o acompanhamento do negócio pela nova geração.

Alguns passos para a transição.

Alguns dos fundadores das empresas introduzem no seu plano estratégico objetivos relacionados com a sucessão. A criação de um conselho consultivo familiar costuma ser uma forma de gerir a transição.

Apresentar a nova geração a clientes, colegas e conselheiros, deve ser um ato progressivo. É fundamental criar um plano de treino que permita uma transmissão, de forma sólida, do conhecimento adquirido. Formalizar o processo de sucessão e calendarizá-lo favorece a sustentabilidade destas empresas.