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Gestão

Sage Sessions

As lições de Ljubomir Stanisic e os desafios do negócio – Parte II

Ljubomir Stanisic é um chef que preferiria não ter que gerir negócios mas que tem muito para contar sobre o assunto. Em conversa com Lurdes Baeta, na segunda edição das Sage Sessions, abordou o percurso do seu primeiro restaurante e as aprendizagens que surgiram da falência do mesmo. Depois da primeira parte deste artigo, vamos examinar os restantes conselhos para empreendedores em Portugal.

Questionado sobre o programa “Pesadelo na Cozinha”, o chef admitiu que o grande problema nos restaurantes portugueses é falta de experiência e desmoralização. Idealiza que o seu programa de televisão chegue a mais pessoas – que possam reconhecer os seus erros de gestão e alterar o modelo do seu negócio. Ljubomir ainda admitiu ajudar para lá dos moldes do programa – que só permitem que acompanhe os restaurantes durante quatro dias – com investimento em material de cozinha, por exemplo.

Apesar de, por vezes, os participantes terem dificuldade em compreender que o Ljubomir está lá para atuar em muito pouco tempo, o chef defende que, se três em dez restaurantes mantiverem as boas práticas que aprenderem, já é um sucesso. Porque Ljubomir ambiciona a ajudar quem está em necessidade, exatamente como precisou em tempos de ajuda, após a falência do seu primeiro restaurante.

A conversa também abordou novos desafios na carreira de Ljubomir, como o caso de consultoria no desenvolvimento do restaurante do Six Senses Douro Valley. Com investimento declarado na sustentabilidade, através de hortas e pesca conscientes, por exemplo, ao final de alguns anos, o F&B (food and beverages cost, ou seja, custo de comida e bebida) já traz lucro e o hotel recebeu o prémio de Melhor Hotel SPA do Mundo. Ljubomir elogiou o crescimento permitido pelo financiamento do grupo Six Senses, que, através de várias experiências e investimento em formação, levou ao seu sucesso.

Por fim, o chef reforçou o papel de Portugal no crescimento da sua carreira e agradeceu a quem tão bem o recebeu e apoiou cá. O seu amor pela culinária portuguesa é inegável – tem uma “cultura gastronómica muito grande”.

Quando questionado, apontou um ponto fraco, característico dos portugueses, a seu ver: a inveja, que apenas impede o trabalho e o progresso. Contra esse grande inibidor, Ljubomir também deixou a receita de três ingredientes para um negócio bem sucedido: trabalho, trabalho, trabalho; amor, amor, amor, amor; e uma pitada de loucura!

 

Sage Sessions

As lições de Ljubomir Stanisic e os desafios do negócio – Parte I

Na segunda edição das Sage Sessions, Ljubomir Stanisic esteve à conversa com a jornalista Lurdes Baeta, que apresentou o evento. Discutiu-se a falência do primeiro restaurante do chef jugoslavo, a sua participação no programa de televisão “Pesadelo na Cozinha” e até os ingredientes de um negócio de sucesso.

Ljubomir Stanisic chegou a Portugal, há mais de 20 anos, sem nada, como explicou, e sem falar a língua. Após alguns anos de estudo e trabalho, abriu o seu primeiro restaurante, em Cascais. Apesar desses anos terem sido época de prémios e distinções, a gestão incorreta do projeto levou à falência e deixou o chef com uma dívida de meio milhão de euros. A falta de experiência de gestão foi grande parte da razão, admitiu. O investimento em ingredientes de luxo, importados de longe, não se refletia nos lucros que arrecadavam. Ljubomir concedeu que apenas “queria cozinhar”, por amor ao trabalho.

Mais tarde, com o apoio de dois amigos de fora da gastronomia, dedicou-se a criar um menu de degustação de 28€, num sítio pequeno em Lisboa. Os amigos mostravam-se céticos. No entanto, em dois anos, pôde pagar a sua dívida de meio milhão e o restaurante tornou-se rentável. Nesta nova empreitada, beneficiou da simpatia de alguns fornecedores, que permitiam o pagamento dois dias depois, e investiu na sustentabilidade económica dos seus ingredientes. Por exemplo, no mesmo menu, um cliente poderia degustar a posta do peixe, além do caldo feito com as espinhas e gelatina feitas com as cabeças.

O chef, que, hoje em dia, se considera um “alentejano de Leste”, orgulha-se que, em 2017, “100 Maneiras” tenha sido eleito a melhor marca de restauração, em Portugal. Além das necessidades de rentabilidade que são tratadas por uma melhor gestão financeira, Ljubomir implementou também o método Kaizen no seu grupo. Esta filosofia japonesa, cujo significado literal é “mudança para melhor”, implica práticas de melhorias contínuas que beneficiem todos processos de um negócio e sejam aplicadas por todos os colaboradores e chefias. O chef jugoslavo também reforçou a importância de ter assentado uma linha de conduta para o seu grupo de restauração, no qual tem toda a confiança.

Na segunda parte deste artigo, vamos continuar a análise à intervenção de Ljubomir Stanisic, nas Sage Sessions, em 2018.

 

Inovação e Tecnologia

Redução de desperdício alimentar e o seu impacto comercial

O desperdício alimentar é um problema recorrente e atual da cadeia de fornecimento desta indústria. Muitas empresas de restauração e produtos alimentares não prioritizam esta questão, optando por incorporá-la como um custo inescapável da gestão de um negócio, explica Nicole Hardin, Director of Product Management da Sage.

Os fabricantes tentam ao máximo calcular vendas numa indústria bastante volátil e, para isso, antecipam a produção com semanas ou meses de avanço. O custo do desperdício alimentar invisível e recorrente está sob forte análise, devido às preocupações de sustentabilidade do mercado e dos consumidores. No entanto, a preocupação ambiental não é a única razão de negócio para se reduzir desperdício alimentar.

Razões a analisar

De acordo com um estudo feito pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, um terço dos alimentos produzidos mundialmente para consumo humano são desperdiçados, em algum momento na cadeia de produção. Assim, 1.3 mil milhões de toneladas e mais 1 bilião de alimentos são perdidos.

O impacto ambiental deste gasto é muito grande. Por exemplo, o desperdício alimentar produz quatro vezes mais emissões anuais de gases de efeito de estufa, do que todo o setor de aviação.

Um negócio que queira manter crescimento contínuo pode beneficiar da poupança económica de reduzir o desperdício na sua produção, com vista a maiores lucros, através de redução de custos de compra ou através de aumento de produção. Mais eficiência na cadeira de distribuição nas principais áreas como produção, tratamento e armazenamento, processamento e embalagem alimentar, poderia trazer uma poupança de 700 mil milhões de dólares a nível global.

Mais de metade das empresas que se dedicaram à redução do desperdício alimentar receberam 14 vezes ou mais o seu investimento. A este fator, junta-se ainda o perfil dos consumidores mais jovens, hoje em dia, que, sendo proporcionalmente mais preocupados com questões ecológicas, demonstram lealdade para com negócios com que se identifiquem, em termos éticos.

Que ações tomar?

Os compromissos de redução de desperdício alimentar criaram a necessidade de soluções inovadoras e a tecnologia é, muitas vezes, a resposta. Existem, por exemplo, ferramentas digitais que ligam mais diretamente a oferta e a procura, controlando perdas e desperdícios e oferecem dinamização de preços para evitar qualquer desperdício.

Por outro lado, os produtores podem assegurar soluções de gestão integrada que interliguem todas as áreas do negócio, de fabrico e distribuição, eficientemente, e aumentem a perceção operacional em tempo real. Existem, também, várias soluções inovadoras para gerir os resíduos alimentares produzidos, monitorizando a frescura dos alimentos ou a temperatura e percurso de contentores.

Com a solução Sage GesResII, podem beneficiar de indicadores de vendas e diminuir o desperdício alimentar, no vosso restaurante. Com vendas e compras em tempo real, pode aceder aos inventários e stock permanente a partir de qualquer lugar.

No fundo, é essencial que a indústria adote uma abordagem integrada que tenha em conta toda a cadeia de distribuição. A redução de perda e desperdício alimentar ganha com a otimização de todas as fases deste negócio e a chave para o sucesso está num software que permita aumentar a eficiência, a sustentabilidade ambiental e os lucros.

 

Sage Enterprise Management

Reflexões a ter antes de migrarem o vosso negócio para a Cloud

As vantagens de estabelecer o vosso negócio em sistemas na Cloud estão estabelecidas. Estão a preparar a transição da vossa empresa. Quais são as considerações a ter na escolha de um serviço na Cloud?

  1. Rever ferramentas e processos

Poucos processos escaparão a ser impactados com a implementação de uma solução na Cloud. É o benefício da evolução dos serviços na Cloud, que trazem inovação a todos os cantos do vosso negócio.

Revejam todos os vossos processos antes de migrarem para a Cloud. Os vossos colaboradores serão uma grande ajuda a identificar rapidamente as tarefas do dia-a-dia, para poderem documentar como serão afetados. Assim, conseguirão estabelecer o trabalho que será automatizado e aquele que manterá o mesmo formato.

  1. Fazer uma sondagem junto dos vossos colaboradores

Comuniquem com os vossos colaboradores, não só para compreender como antecipam dar-se com este novo método, mas também para criar uma pequena equipa de implementação. Juntos, podem criar um plano, tendo em conta o feedback dos vossos colaboradores, para que corra tudo sobre rodas. Incorporem toda a equipa na vossa solução do futuro!

  1. Rever a lista de clientes

Listem os vossos clientes de acordo com dois fatores: Vontade e À Vontade, separando os clientes que já adotaram soluções na Cloud e estarão disponíveis para estrearem o vosso sistema.

  1. Assegurar-se que existe formação

Trabalhar com um novo software exige conhecimento. Certifiquem-se que planificam formação para todos os vossos colaboradores. Muitos softwares oferecem também a formação.

  1. Estabelecer uma data de mudança

O melhor momento para se mudarem para a Cloud é agora mesmo! Quanto mais adiarem a data, mais moroso se tornará o processo. Ainda que a instalação de uma solução na Cloud possa exigir alterações logísticas, o dia-a-dia do vosso negócio vai ser francamente facilitado a longo prazo. Gastar algum tempo na instalação vai poupar-vos muito no futuro.

Considerem todas estas decisões, com a certeza que uma migração para a Cloud é uma aposta no futuro e um investimento no vosso sucesso, que trará frutos imediatos. Optem por uma solução chave na mão para a gestão da vossa empresa. Não percam o desconto nas soluções Sage Gestão!

 

Sage Enterprise Management

Não se fiquem pelas palavras, passem aos atos!

O adágio “Faz o que eu digo mas não faças o que eu faço” ditou a liderança empresarial durante muito tempo mas, atualmente, esta máxima paternalista não funcionará com os vossos clientes e colaboradores. A paixão pelo vosso negócio lidera a vossa vida profissional, por isso facilmente conseguirão liderar pelo exemplo.

Demonstrem o vosso compromisso para com a vossa empresa com as vossas ações e dêem sempre o exemplo. Comecem com estes cinco passos.

  1. Certifiquem-se que as vossas políticas de trabalho alinham com as vossas crenças principais pessoais

A vossa identificação com o vosso negócio é o vosso maior trunfo! O mais provável é partilharem uma grande afinidade pelos objetivos a longo prazo ou com o vosso produto e, por isso mesmo, a vossa autenticidade facilmente será visível no vosso negócio.

Clarifiquem os valores da vossa empresa para que a identidade do vosso negócio seja sólida e tenha um caminho bem delineado no futuro.

  1. Estabeleçam aquilo que deve ser alterado

As ações e comportamentos dos vossos colaboradores no contexto de trabalho não devem discordar das políticas do vosso negócio. Analisem o vosso ambiente de trabalho e conferenciem com diferentes colaboradores para compreender onde surgem discrepâncias e porquê. Assim, conseguirão desenhar formações e ações para fortalecer a compreensão dos valores que devem respeitar.

Uma opção Sage x3 People pode trazer-vos a gestão integrada ideal que una todos os departamentos que compõe o vosso negócio, assim como agilizar o desenvolvimento e formação de capital humano, para que haja união na comunicação de valores.

  1. Sejam os modelos do comportamento que querem ver

Adaptem rotinas e práticas para coincidirem com a identidade que querem que a vossa empresa tenha. Os vossos colaboradores sentir-se-ão mais encorajados a implementar mudança se tiverem o exemplo vivo dos seus líderes.

  1. Comuniquem os valores do vosso negócio

Envolvam os vossos colaboradores diretamente, numa comunicação aberta, sobre as mudanças nas políticas de trabalho. Uma discussão rica, em que os vossos colaboradores são consultados, reforça os laços de trabalho e pode fortalecer o desenvolvimento dos vossos valores.

  1. Sejam consistentes

A mudança é a base do negócio mas respeitem os valores estabelecidos e tornem-nos respeitáveis. Demonstrem dedicação e esforço constante para chegar aos vossos objetivos, de acordo com os valores integrais ao vosso negócio.