Browsing Tag

Inovação

Contabilidade

Contabilistas, estão prontos para se tornarem conselheiros de confiança?

O futuro da contabilidade está num investimento nas atividades aliviadas pela automatização das tarefas burocráticas. Já estudámos o assunto da modernização da contabilidade aqui no Sage blog e hoje debruçamo-nos sobre o próximo passo lógico no vosso negócio de contabilidade.

Enquanto contabilistas, a relação profissional já estabelecida com os vossos clientes oferece-vos uma oportunidade para se distinguirem como peritos no negócio dos mesmos. Com a vossa eficiência comprovada, têm muitas vantagens ao adotar novas tecnologias e proporcionar um novo e melhor serviço para os vossos clientes.

Atuarem como conselheiros de confiança trará mais negócio através de diferentes pontos de contato. Por outro lado, também pode permitir-vos identificar problemas em comum entre vários clientes, para assim partirem para criar uma solução ou produto que satisfaça essa necessidade.

O estudo Sage, “The Practice of Now”, indica que, em 2018, 83% dos clientes esperam mais dos escritórios de contabilidade, por isso o momento para se distinguirem da concorrência é agora. O uso de Inteligência Artificial (IA) pode ser o ponto de partida para uma contabilidade mais produtiva e dedicada ao aconselhamento financeiro.

Para se tornarem conselheiros de confiança, garantam sempre comunicação recíproca. Para isso, mantenham um diálogo constante para compreenderem as necessidades, dúvidas, receios e ambições dos vossos clientes – através de reuniões, chamadas telefónicas ou e-mails.

Por último, certifiquem-se que beneficiam de acessibilidade em tempo real à informação atualizada dos vossos clientes. Qualquer uma das soluções Sage for Accountants permite análises completas no momento, para que tenham sempre resposta pronta para os desafios dos vossos clientes.

 

Gestão de Empresas

6 hábitos de líder

A liderança de um negócio pode ser um local solitário. Enquanto chefia, as vossas decisões dirigem toda a vossa empresa e colaboradores. No entanto, não percam de vista todas as formas como podem evoluir de uma forma pessoal, para também beneficiarem o vosso negócio. Aqui temos seis hábitos de líderes de sucesso!

  1. Estabelecer objetivos

Um líder é responsável por determinar metas e confirmar que se mantêm no caminho certo. Muitos líderes preferem acordar um pouco mais cedo para aproveitarem algum tempo livre e delinear o plano diário. Com objetivos estabelecidos, é mais fácil prioritizar o dia para os atingir.

  1. Delegar

Líderes nunca podem ser autossuficientes. Os melhores líderes reconhecem o trabalho árduo das suas equipas e dedicam o seu tempo a possibilitar o melhor ambiente e as melhores ferramentas de trabalho. Assim, uma equipa em quem confiam será uma equipa à qual poderão delegar funções e tarefas, uma vez que todos trabalham para o mesmo propósito. O intuito é chegar da forma mais rápida e eficiente aos objetivos.

  1. Encorajar

Os líderes mais respeitados dedicam-se aos seus próprios colaboradores – a melhorar o seu ambiente de trabalho, a providenciar formação adicional ou apoio individual, por exemplo. Colaboradores encorajados e acarinhados demonstram ter uma maior produtividade e inovação a longo prazo.

  1. Analisar o próprio progresso

Independentemente do tipo de negócio, qualquer líder precisa de se manter atualizado e, por isso, deve também manter uma autoavaliação do seu progresso. Analisem os objetivos que estabeleceram na vossa empresa e formas de agilizar processos para que o crescimento seja constante.

Escolham uma solução Sage Gestão para uma organização integrada dos vários setores da vossa empresa. Assegurem uma visão transversal dos processos do vosso negócio e possibilitem acessibilidade em qualquer lugar.

  1. Aprender algo novo

Líderes nunca param de aprender! Mantenham-se atualizados diariamente, desde a espuma dos dias às novidades da vossa indústria, para que se possam adaptar a qualquer mudança ou revés que surja, além de angariarem ideias inovadoras para o futuro.

  1. Aprender com os erros

Encontrarão entraves na história da vossa empresa e terão a vossa quota-parte de erros. No entanto, estes desafios devem fortalecer o espírito empreendedor do vosso negócio. Aprendam as lições vindas desses passos em falso para que, no futuro, possam fazer as melhores decisões.

 

Contabilidade

O Contabilista na era digital – Parte II

É corrente, nos procedimentos contabilísticos, colocar-se a questão da obsolescência de bens do ativo das empresas. Este assunto poderá hoje também ser colocado, não aos bens do ativo de uma empresa, mas ao Contabilista. Será que a era digital tornará o Contabilista obsoleto?

Esta pergunta enquadra-se num contexto em que, segundo o matemático inglês Clive Humby, “os dados são o novo petróleo” e na afirmação de Gerd Leonhard, “a inteligência artificial é a nova eletricidade. Primeiro eletrificámos, depois digitalizámos, agora vamos cognificar”.

Cabe aqui recordar que, na década de setenta do século passado, os procedimentos contabilísticos assentavam no registo manual das operações, no Livro do Diário e do Razão, e no arquivo da documentação, em dossier por ordem cronológica.

A título de exemplo, para a execução destas tarefas existia a disciplina de Caligrafia ministrada nas escolas comerciais onde se formaram muitos dos contabilistas do século passado.

As rotinas contabilistas foram-se alterando. Passámos a eletrificar” a contabilidade. Alguns ainda se recordam das máquinas de contabilidade onde se inseriam fichas do razão para registar as operações económicas realizadas pelas empresas.

Nos últimos anos, com a evolução das Tecnologias da informação, o Contabilista tem de saber tirar partido do novo petróleo”, que são os dados existentes no sistema de informação, em que se tornou a Contabilidade.

Para que o Contabilista não venha a ficar obsoleto é importante que se habitue a explorar toda a informação existente nas bases de dados dos sistemas de informação.

Deixo-vos apenas algumas questões sobre o conjunto das empresas de que são responsáveis:

  • Quantas aplicam o Normativo Contabilístico das Microentidades (NCRF – ME)?
  • Quantas aplicam o Normativo Contabilístico das Pequenas Entidade (NCRF – PE)?
  • Quantas aplicam as 28 Normas Contabilistas de Relato Financeiro (NCRF)?
  • Quantas aplicam a Norma Contabilística e de Relato Financeiro para Entidades do Setor Não Lucrativo (NCRF – ESNL)?
  • Quantas empresas apresentam o Capital Próprio Negativo?
  • Qual a estrutura de gastos das empresas em função do volume de negócios?
  • O Plano de Contas de cada empresa está em sintonia com o Normativo Contabilístico adotado?
  • Quanto tempo despendo na execução em cada uma das contabilidades de que sou responsável?
  • Comparo o gasto que incorro com o rendimento que usufruo, em cada uma das contabilidades que estão sobre a minha responsabilidade?

Para estas questões teremos de ter resposta imediata. As respostas a estas perguntas não podem ser vagas (tenho uma ideia, devem ser …) mas devem ser precisas e concisas.

Como afirmei anteriormente, a era digital será muito mais estimulante para o Contabilista, assim ele esteja desperto para tirar partido do novo petróleo do século XXI, que são os dados que o sistema de informação, que é a contabilidade, possui.

Lisboa, 13 de dezembro de 2018

Bruno Lagos

Bruno Lagos, Licenciado em Organização e Gestão de Empresas; Mestre em Auditoria Contabilística; Nos últimos 25 anos, técnico superior na Administração Fiscal Portuguesa.

 

 

 

 

 

 

 

 

Inovação e Tecnologia

A corda que a Fly London deu aos sapatos da Kyaia

A indústria do calçado que, na década dos anos oitenta, parecia condenada com a entrada na Comunidade Económica Europeia, terminou 2017 com um novo máximo de exportações, como já hábito desde há oito anos. Entre vendas de sapatos para mais de 150 países, as vendas de calçado português chegaram aos 1 979 mil milhões de euros. Fortunato Frederico criou o maior grupo, nesta indústria, que somou vendas de 65 milhões de euros. Vamos rever o percurso da Kyaia.

O grupo foi criado em 1984, quando muitos vaticinavam que a indústria do calçado não sobreviveria dentro da CEE, e, dez anos mais tarde, apostou na compra da marca inglesa Fly London, cujas vendas, hoje em dia, representam 61% da faturação total do grupo. Exportam 95% da sua produção e empregam 600 pessoas em cinco fábricas, em Guimarães e Paredes de Coura.

A originalidade sempre foi a marca deste grupo mas a força atual da Kyaia reside numa aposta destemida na tecnologia.

Em 2014, desenvolveram a Highspeed ShoeFactory, uma iniciativa desenvolvida em consórcio com CEI – Companhia de Equipamentos Industriais, Flowmat – Sistemas Industriais e Silva e Ferreira e Creativesystems e que oferece sapatos personalizados em 24 horas.

Em 2016, apresentaram SmartSL 4.0, ou seja Smart Stitching Logistics, que “assegura uma gestão ágil e flexível de linhas de costura para a produção de calçado”. Esta solução, resultado de uma parceria com o INESC Porto — Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência, é utilizada nas suas fábricas, além de ter potencial assumido de comercialização. O seu grande intuito é agilizar a produção de sapatos e torná-la mais eficiente, como resposta às encomendas digitais do comércio online onde as lojas nunca fecham.

O passo lógico seguinte aconteceu este ano: o grupo Kyaia lançou a plataforma de comércio online, Overcube, resultado de um investimento de um milhão de euros. Como reportado pelo Dinheiro Vivo, já trabalham com 35 marcas e já chegam a quatro mercados, Portugal, Espanha, Reino Unido e Alemanha.

A chave do sucesso do grupo Kyaia foi, segundo Fortunato Frederico, o investimento que nem sempre foi rápido a dar frutos. A aposta na inovação tecnológico permitiu que se mantivessem no topo da indústria que ajudaram a modernizar, cuja exportações cresceram mais de 60% na última década, de acordo com a Exame.

 

Sage Enterprise Management

Cinco aspetos que um CFO deve ter em conta para gerir o crescimento da sua empresa

Nesta economia tão global e concorrida, uma cadeia de distribuição na área da indústria é uma estrutura complexa, que não deve escapar ao cuidado e gestão dos Diretores Financeiros (CFO). A Sage destaca as cinco áreas que um CFO deve ter em conta ao planear e apoiar o crescimento da sua empresa, para que o seu percurso seja na direção da inovação e globalização.

  1. O impacto da globalização

Um mercado aberto e globalizado traz vantagens claras e desvantagens menos específicas. Os fabricantes ganham acesso a novos mercados e a melhores recursos em locais diferentes. No entanto, nem sempre os novos horizontes de comércio se regem pelas mesmas normas. Cabe aos CFO e às suas equipas manterem-se ao corrente das regulações dos seus países, assim como dos países onde têm negócios. O recurso a associados com conhecimento de legislação local pode diminuir os riscos da aposta em novos mercados.

  1. Recondução de investimentos

Os CFO devem apoiar-se no seu conhecimento lato sobre a empresa e despesas para desenhar o caminho de investimentos futuros, para que os fabricantes possam escolher oportunidades benéficas a curto e a longo prazo.

Garanta a gestão financeira eficaz a 360º no seu negócio, com Sage X3. Opte por acessibilidade em qualquer local e assegure uma solução escalável ao crescimento futuro do seu negócio.

  1. Integração de processos de melhoria

A sua posição central na gestão do negócio põe os CFO no lugar ideal para compreender aquilo que pode melhorar em termos processuais, eliminar intermediários desnecessários e reduzir custos para melhorar o retorno de investimento.

  1. O verdadeiro valor da mudança digital

A digitalização de um negócio concentra a informação e possibilita a acessibilidade constante, permitindo aos CFO estabelecer prioridades da melhor forma. Este processo ainda viabiliza equilibrar CAPEX com OPEX e garantir que o sistema de aquisições seja o mais apropriado para a empresa.

  1. Automatizar ou não automatizar

Atravessamos um momento chave que ditará o futuro da tecnologia. Por um lado, fábricas autónomas oferecem produtividade e poupança de custos; por outro lado, a substituição de trabalho humano por trabalho automatizado é um grande desafio ético dos tempos que correm. O resultado ideal será um equilíbrio entre respeitar prioridades humanas e aspirar a uma maior rentabilidade e eficiência.

“A automatização pode ser vista como uma ameaça para os colaboradores do mundo da indústria, mas os CFO devem ter consciência do seu potencial na altura de aumentar o trabalho das pessoas ao invés de substitui-lo. A indústria de produção está em constante evolução e a pressão do CFO vai aumentar ao longo dos anos. A mudança como oportunidade irá proporcionar uma vantagem competitiva, já que o CFO deverá ser proativo e fazer avançar o negócio para os desafios do futuro, conclui Josep María Raventós, Country Manager da Sage Portugal.