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Sage Enterprise Management

Quais são as possibilidades de exportação das empresas portuguesas?

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), reportados pelo Eco, em 2017, apenas 6,3 % das empresas não financeiras em Portugal se dedicavam à exportação. Para serem consideradas como empresas exportadoras pelo INE, deveriam ter pelo menos 50% de volume de negócios proveniente da exportação de bens e serviços ou que pelo menos 10% do seu volume de negócios de exportações fosse superior a 150 mil euros.

Apesar serem apenas 24 784 empresas, num grupo de quase 400 mil, foram responsáveis por 34,9% do volume de negócios e de 33% do Valor Acrescentado Bruto (VAB). Relembramos que, em 2017, o Banco de Portugal aponta que as exportações tenham representado 43% do PIB.

Para qualquer negócio assente na escala portuguesa, a exportação pode ampliar o negócio para uma dimensão maior. Mas as alterações não acabam aí. Um avanço para o mercado internacional pode trazer grandes inovações. Ideias e práticas inspiradas noutros mercados podem tornar-se diferenciadoras quando “se joga em casa”.

Para considerarem este passo, devem sentir-se confiantes com o vosso fluxo de caixa. Uma pequena aventura em mercados menores pode ser o primeiro capítulo da exportação. Ponderem começar com distribuidores inicialmente, o que vos permitirá estudar o mercado localmente.

A disciplina será a vossa melhor amiga em mercados inexplorados. Planeiem o vosso plano de exportação e nunca descurem uma visão transversal de todos os vossos recursos. Uma solução de ERP Sage oferece o conhecimento necessário para a gestão de vários departamentos. Ganhem acessibilidade ao vosso desempenho, a partir de qualquer mercado no qual se aventurem!

 

Sage Enterprise Management

Em que direção corre o caminho da vossa empresa?

Antes de desenharem o vosso mapa estratégico, devem decidir em direção vão levar o vosso negócio. O vosso negócio está em expansão e devem agora decidir para onde dirigir esse crescimento. Têm a opção de partir para uma integração vertical ou horizontal, dependendo dos vossos intuitos e necessidades.

Integrações horizontais

Uma integração horizontal passa por adquirir ou fundir-se com uma empresa similar, na mesma indústria. Desta forma, diminui-se a concorrência e aumenta-se a carteira de clientes. Garante-se também o objetivo de fazer crescer lucros com maiores economias de escala e possibilita-se uma diversificação dos serviços e produtos.

Compreende-se, então, que esta estratégia beneficia empresas com modelos de negócio bem-sucedidos. No entanto, este tipo de integração não tem sucesso garantido. Produtos demasiado similares, culturas de trabalho diferentes ou até conjuntos de clientes contrariantes podem gerar problemas e devem ser analisados.

Os casos de sucesso surgem em mercados em expansão, quando os concorrentes apresentam recursos financeiros menores ou menos capacidades, por exemplo.

Integrações verticais

Uma integração vertical acontece com a expansão de um negócio através da compra de uma outra empresa que opere anteriormente ou posteriormente na cadeia de fornecimento. O posicionamento da segunda empresa deve ser crítico para assegurar abastecimento ou pontos de distribuição, por exemplo. Assim, o negócio principal pode oferecer preços mais baixos ou estáveis e dominar maior parte da cadeia do produto.

Portanto, uma integração vertical pode aumentar os lucros de um negócio com melhor controlo de operações. Contudo, nem todas as empresas são iguais e as necessidades de produção podem ser diferentes para cada uma. Mais uma vez, o compromisso tem que se estudado.

Este tipo de integrações tendem a ser bem-sucedidas quando reduzem custos ao longo do ciclo de produção e uniformizam o controlo de qualidade.

Com um ERP da Sage, ganham a visão completa para poderem tomar todas as decisões estratégicas da forma mais informada e atualizada. As soluções de ERP Sage irão sempre acompanhar o crescimento e expansão do seu negócio, independente da rota que tomar!

 

Sage One

Vamos rever o crescimento da economia de capital nacional

Em dezembro de 2018, no 2º Congresso dos Gestores Portugueses, organizado pela FAE, a D&B apresentou o seu estudo sobre “Empresas de Capital Nacional”, comunicado pelo Jornal Económico. Vamos explorar como se desenha a economia de capital nacional.

Em Portugal, um grupo de 20 mil grandes empresas e PME de capital nacional são responsáveis por grande parte dos resultados no nosso mercado. Movimentam 141 mil milhões de euros, ou seja, 45% do volume de negócios, 30 mil milhões de euros em exportações, ou seja, 46% do seu total, e 39% do emprego do tecido empresarial, ou seja, 965 mil empregados. Destas 20 mil, a maioria são pequena empresas (81%) e destacam-se no volume de negócios, exportações e emprego. As PME ainda exibem um crescimento maior no volume de negócios e maior contributo para as exportações, relativamente ao das grandes empresas com capital nacional.

Entre 2014 e 2017, dois terços do crescimento de volume de negócios pode ser atribuído a empresas de capital nacional. Esta performance superior surge também com taxas de crescimento maiores no emprego e nas exportações, em todas as escalas e setores.

Existe uma linha condutora que conta a história da maior parte destas 20 mil empresas. São empreendimentos com 20 ou mais anos (51%), apresentam Risco de Failure mínimo (42%) e têm gestão familiar (52%). A maioria das empresas (70%) e do volume de negócios (80%) foca-se em quatro setores: Indústrias Transformadoras, Grossistas, Retalho e Serviços.

O estudo sobre “Empresas de Capital Nacional” investigou um universo de empresas privadas, com indícios de atividade comercial em 2017, e não incluiu a Banca e os Seguros. Foram examinadas 310 mil empresas, com 312 mil milhões de euros de volume de negócios, 64 mil milhões de euros de volume de exportação e 2,5 milhões de empregados.

Lancem o vosso negócio neste mercado recetivo com a ajuda de Sage One. Esta solução oferece uma faturação online certificada e simplificada, de acordo com as necessidades do seu novo empreendimento.

 

Sage Sessions

Sage Sessions 2018: Relembrando a mesa redonda “Digitalização, internacionalização, revolução: o futuro das empresas portuguesas

No dia 29 de novembro de 2018, realizou-se a segunda edição das Sage Sessions e a mesa redonda “Digitalização, internacionalização, revolução: o futuro das empresas portuguesas” contou com as seguintes presenças: Carla Pereira, Vice-Presidente da ACEPI, Sérgio Gonçalves, Partner da Live Content, Ricardo Nunes, Co-Founder d’O Benefício, Pedro Magalhães, Diretor de Dep. Relações Internacionais da CCIP, e André Pinto, Administrador da Mecwide.

Condições e dificuldades específicas do mercado português

Sobre o contexto online português, Carla Pereira relembrou que 60% das empresas portuguesas não têm presença online, segundo um estudo da ACEPI. No entanto, 90% dos consumidores em Portugal que fazem compras online fazem-no através de sites estrangeiros. Portanto, o mercado digital português é um diamante em bruto e pronto para expansão.

Sérgio Gonçalves afirmou que o maior entrave à internacionalização das PME portuguesas é a falta de recursos. Por essa mesma razão, as empresas começam por primeiro assegurar presença nas redes sociais, antes de inaugurarem um site ou uma loja online, imaginando chegar a um maior público com pouco gasto. Por outro lado, Ricardo Nunes falou em primeira mão sobre a rapidez da comunicação do mundo online, sendo que o seu projeto, O Benefício, começou, efetivamente, como um hashtag no Facebook.

Outro fator determinante do mercado português que foi abordado é a nossa dimensão enquanto país com 10 milhões de habitantes, que condiciona a produção. Pedro Magalhães relembrou como muitas empresas contornam a dificuldade da escala portuguesa, apostando em negócios de nicho – muitas vezes, acabam por transformar setores “de ponta”.

André Pinto deu o exemplo da Mecwide, uma empresa criada com pensamento já no mercado externo, para levar competências e vantagens portuguesas até países com falta desses recursos técnicos. Aventuraram-se, com sucesso, diretamente no mercado global desde o início do empreendimento.

Conselhos para internacionalização e digitalização

Carla Ferreira defendeu que, antes de mais, a entrada no mercado digital deve ser levada a sério e suportada por um plano de negócios adequado. Recordou que a ACEPI tem os programas cofinanciados Norte Digital e Comércio Digital, que ajudam a “desmistificar o digital” e a lançar essa mudança com um business plan.

Pedro Magalhães frisou a importância de estabelecer uma relação de confiança com novos clientes, parceiros, distribuidores ou importadores no estrangeiro, para se fazer o melhor uso das tecnologias neste novo passo global. Explicou também o tipo de apoio que a CCIP pode prestar a empresas interessadas na internacionalização, facilitando networking no estrangeiro.

Em termos de estratégia, Sérgio Gonçalves explicou como o autoconhecimento de um negócio é essencial para que se possa posicionar, no mercado, de acordo com o seu fator diferencial. Para se lançar um projeto para novos mercados, globais e digitais, deve existir confiança na vossa ideia – como recordou Ricardo Nunes com o lema d’O Benefício: “Ninguém sabe o que é mas vai ser incrível”. Também nesse sentido, André Pinto reforçou o valor indispensável de arriscar e dar o primeiro passo.

Em resumo: as empresas portuguesas estão no bom caminho e cada negócio deve analisar o seu caso para analisar a possibilidade de internacionalização. Com planeamento, recursos e um pouco de atrevimento, as portas do mercado global e digital estão abertas. Até porque, como Sérgio Gonçalves explicou, “para fazer uma empresa e para nascer um negócio, é preciso uma certa dose de loucura, é preciso acreditar que vai ser possível”.

 

Inovação e Tecnologia

A corda que a Fly London deu aos sapatos da Kyaia

A indústria do calçado que, na década dos anos oitenta, parecia condenada com a entrada na Comunidade Económica Europeia, terminou 2017 com um novo máximo de exportações, como já hábito desde há oito anos. Entre vendas de sapatos para mais de 150 países, as vendas de calçado português chegaram aos 1 979 mil milhões de euros. Fortunato Frederico criou o maior grupo, nesta indústria, que somou vendas de 65 milhões de euros. Vamos rever o percurso da Kyaia.

O grupo foi criado em 1984, quando muitos vaticinavam que a indústria do calçado não sobreviveria dentro da CEE, e, dez anos mais tarde, apostou na compra da marca inglesa Fly London, cujas vendas, hoje em dia, representam 61% da faturação total do grupo. Exportam 95% da sua produção e empregam 600 pessoas em cinco fábricas, em Guimarães e Paredes de Coura.

A originalidade sempre foi a marca deste grupo mas a força atual da Kyaia reside numa aposta destemida na tecnologia.

Em 2014, desenvolveram a Highspeed ShoeFactory, uma iniciativa desenvolvida em consórcio com CEI – Companhia de Equipamentos Industriais, Flowmat – Sistemas Industriais e Silva e Ferreira e Creativesystems e que oferece sapatos personalizados em 24 horas.

Em 2016, apresentaram SmartSL 4.0, ou seja Smart Stitching Logistics, que “assegura uma gestão ágil e flexível de linhas de costura para a produção de calçado”. Esta solução, resultado de uma parceria com o INESC Porto — Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência, é utilizada nas suas fábricas, além de ter potencial assumido de comercialização. O seu grande intuito é agilizar a produção de sapatos e torná-la mais eficiente, como resposta às encomendas digitais do comércio online onde as lojas nunca fecham.

O passo lógico seguinte aconteceu este ano: o grupo Kyaia lançou a plataforma de comércio online, Overcube, resultado de um investimento de um milhão de euros. Como reportado pelo Dinheiro Vivo, já trabalham com 35 marcas e já chegam a quatro mercados, Portugal, Espanha, Reino Unido e Alemanha.

A chave do sucesso do grupo Kyaia foi, segundo Fortunato Frederico, o investimento que nem sempre foi rápido a dar frutos. A aposta na inovação tecnológico permitiu que se mantivessem no topo da indústria que ajudaram a modernizar, cuja exportações cresceram mais de 60% na última década, de acordo com a Exame.