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Mercado

Sage One

Vamos rever o crescimento da economia de capital nacional

Em dezembro de 2018, no 2º Congresso dos Gestores Portugueses, organizado pela FAE, a D&B apresentou o seu estudo sobre “Empresas de Capital Nacional”, comunicado pelo Jornal Económico. Vamos explorar como se desenha a economia de capital nacional.

Em Portugal, um grupo de 20 mil grandes empresas e PME de capital nacional são responsáveis por grande parte dos resultados no nosso mercado. Movimentam 141 mil milhões de euros, ou seja, 45% do volume de negócios, 30 mil milhões de euros em exportações, ou seja, 46% do seu total, e 39% do emprego do tecido empresarial, ou seja, 965 mil empregados. Destas 20 mil, a maioria são pequena empresas (81%) e destacam-se no volume de negócios, exportações e emprego. As PME ainda exibem um crescimento maior no volume de negócios e maior contributo para as exportações, relativamente ao das grandes empresas com capital nacional.

Entre 2014 e 2017, dois terços do crescimento de volume de negócios pode ser atribuído a empresas de capital nacional. Esta performance superior surge também com taxas de crescimento maiores no emprego e nas exportações, em todas as escalas e setores.

Existe uma linha condutora que conta a história da maior parte destas 20 mil empresas. São empreendimentos com 20 ou mais anos (51%), apresentam Risco de Failure mínimo (42%) e têm gestão familiar (52%). A maioria das empresas (70%) e do volume de negócios (80%) foca-se em quatro setores: Indústrias Transformadoras, Grossistas, Retalho e Serviços.

O estudo sobre “Empresas de Capital Nacional” investigou um universo de empresas privadas, com indícios de atividade comercial em 2017, e não incluiu a Banca e os Seguros. Foram examinadas 310 mil empresas, com 312 mil milhões de euros de volume de negócios, 64 mil milhões de euros de volume de exportação e 2,5 milhões de empregados.

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Sage Sessions

Sage Sessions 2018: Relembrando a mesa redonda “Digitalização, internacionalização, revolução: o futuro das empresas portuguesas

No dia 29 de novembro de 2018, realizou-se a segunda edição das Sage Sessions e a mesa redonda “Digitalização, internacionalização, revolução: o futuro das empresas portuguesas” contou com as seguintes presenças: Carla Pereira, Vice-Presidente da ACEPI, Sérgio Gonçalves, Partner da Live Content, Ricardo Nunes, Co-Founder d’O Benefício, Pedro Magalhães, Diretor de Dep. Relações Internacionais da CCIP, e André Pinto, Administrador da Mecwide.

Condições e dificuldades específicas do mercado português

Sobre o contexto online português, Carla Pereira relembrou que 60% das empresas portuguesas não têm presença online, segundo um estudo da ACEPI. No entanto, 90% dos consumidores em Portugal que fazem compras online fazem-no através de sites estrangeiros. Portanto, o mercado digital português é um diamante em bruto e pronto para expansão.

Sérgio Gonçalves afirmou que o maior entrave à internacionalização das PME portuguesas é a falta de recursos. Por essa mesma razão, as empresas começam por primeiro assegurar presença nas redes sociais, antes de inaugurarem um site ou uma loja online, imaginando chegar a um maior público com pouco gasto. Por outro lado, Ricardo Nunes falou em primeira mão sobre a rapidez da comunicação do mundo online, sendo que o seu projeto, O Benefício, começou, efetivamente, como um hashtag no Facebook.

Outro fator determinante do mercado português que foi abordado é a nossa dimensão enquanto país com 10 milhões de habitantes, que condiciona a produção. Pedro Magalhães relembrou como muitas empresas contornam a dificuldade da escala portuguesa, apostando em negócios de nicho – muitas vezes, acabam por transformar setores “de ponta”.

André Pinto deu o exemplo da Mecwide, uma empresa criada com pensamento já no mercado externo, para levar competências e vantagens portuguesas até países com falta desses recursos técnicos. Aventuraram-se, com sucesso, diretamente no mercado global desde o início do empreendimento.

Conselhos para internacionalização e digitalização

Carla Ferreira defendeu que, antes de mais, a entrada no mercado digital deve ser levada a sério e suportada por um plano de negócios adequado. Recordou que a ACEPI tem os programas cofinanciados Norte Digital e Comércio Digital, que ajudam a “desmistificar o digital” e a lançar essa mudança com um business plan.

Pedro Magalhães frisou a importância de estabelecer uma relação de confiança com novos clientes, parceiros, distribuidores ou importadores no estrangeiro, para se fazer o melhor uso das tecnologias neste novo passo global. Explicou também o tipo de apoio que a CCIP pode prestar a empresas interessadas na internacionalização, facilitando networking no estrangeiro.

Em termos de estratégia, Sérgio Gonçalves explicou como o autoconhecimento de um negócio é essencial para que se possa posicionar, no mercado, de acordo com o seu fator diferencial. Para se lançar um projeto para novos mercados, globais e digitais, deve existir confiança na vossa ideia – como recordou Ricardo Nunes com o lema d’O Benefício: “Ninguém sabe o que é mas vai ser incrível”. Também nesse sentido, André Pinto reforçou o valor indispensável de arriscar e dar o primeiro passo.

Em resumo: as empresas portuguesas estão no bom caminho e cada negócio deve analisar o seu caso para analisar a possibilidade de internacionalização. Com planeamento, recursos e um pouco de atrevimento, as portas do mercado global e digital estão abertas. Até porque, como Sérgio Gonçalves explicou, “para fazer uma empresa e para nascer um negócio, é preciso uma certa dose de loucura, é preciso acreditar que vai ser possível”.

 

Inovação e Tecnologia

A corda que a Fly London deu aos sapatos da Kyaia

A indústria do calçado que, na década dos anos oitenta, parecia condenada com a entrada na Comunidade Económica Europeia, terminou 2017 com um novo máximo de exportações, como já hábito desde há oito anos. Entre vendas de sapatos para mais de 150 países, as vendas de calçado português chegaram aos 1 979 mil milhões de euros. Fortunato Frederico criou o maior grupo, nesta indústria, que somou vendas de 65 milhões de euros. Vamos rever o percurso da Kyaia.

O grupo foi criado em 1984, quando muitos vaticinavam que a indústria do calçado não sobreviveria dentro da CEE, e, dez anos mais tarde, apostou na compra da marca inglesa Fly London, cujas vendas, hoje em dia, representam 61% da faturação total do grupo. Exportam 95% da sua produção e empregam 600 pessoas em cinco fábricas, em Guimarães e Paredes de Coura.

A originalidade sempre foi a marca deste grupo mas a força atual da Kyaia reside numa aposta destemida na tecnologia.

Em 2014, desenvolveram a Highspeed ShoeFactory, uma iniciativa desenvolvida em consórcio com CEI – Companhia de Equipamentos Industriais, Flowmat – Sistemas Industriais e Silva e Ferreira e Creativesystems e que oferece sapatos personalizados em 24 horas.

Em 2016, apresentaram SmartSL 4.0, ou seja Smart Stitching Logistics, que “assegura uma gestão ágil e flexível de linhas de costura para a produção de calçado”. Esta solução, resultado de uma parceria com o INESC Porto — Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência, é utilizada nas suas fábricas, além de ter potencial assumido de comercialização. O seu grande intuito é agilizar a produção de sapatos e torná-la mais eficiente, como resposta às encomendas digitais do comércio online onde as lojas nunca fecham.

O passo lógico seguinte aconteceu este ano: o grupo Kyaia lançou a plataforma de comércio online, Overcube, resultado de um investimento de um milhão de euros. Como reportado pelo Dinheiro Vivo, já trabalham com 35 marcas e já chegam a quatro mercados, Portugal, Espanha, Reino Unido e Alemanha.

A chave do sucesso do grupo Kyaia foi, segundo Fortunato Frederico, o investimento que nem sempre foi rápido a dar frutos. A aposta na inovação tecnológico permitiu que se mantivessem no topo da indústria que ajudaram a modernizar, cuja exportações cresceram mais de 60% na última década, de acordo com a Exame.

 

Sage Enterprise Management

Cinco aspetos que um CFO deve ter em conta para gerir o crescimento da sua empresa

Nesta economia tão global e concorrida, uma cadeia de distribuição na área da indústria é uma estrutura complexa, que não deve escapar ao cuidado e gestão dos Diretores Financeiros (CFO). A Sage destaca as cinco áreas que um CFO deve ter em conta ao planear e apoiar o crescimento da sua empresa, para que o seu percurso seja na direção da inovação e globalização.

  1. O impacto da globalização

Um mercado aberto e globalizado traz vantagens claras e desvantagens menos específicas. Os fabricantes ganham acesso a novos mercados e a melhores recursos em locais diferentes. No entanto, nem sempre os novos horizontes de comércio se regem pelas mesmas normas. Cabe aos CFO e às suas equipas manterem-se ao corrente das regulações dos seus países, assim como dos países onde têm negócios. O recurso a associados com conhecimento de legislação local pode diminuir os riscos da aposta em novos mercados.

  1. Recondução de investimentos

Os CFO devem apoiar-se no seu conhecimento lato sobre a empresa e despesas para desenhar o caminho de investimentos futuros, para que os fabricantes possam escolher oportunidades benéficas a curto e a longo prazo.

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  1. Integração de processos de melhoria

A sua posição central na gestão do negócio põe os CFO no lugar ideal para compreender aquilo que pode melhorar em termos processuais, eliminar intermediários desnecessários e reduzir custos para melhorar o retorno de investimento.

  1. O verdadeiro valor da mudança digital

A digitalização de um negócio concentra a informação e possibilita a acessibilidade constante, permitindo aos CFO estabelecer prioridades da melhor forma. Este processo ainda viabiliza equilibrar CAPEX com OPEX e garantir que o sistema de aquisições seja o mais apropriado para a empresa.

  1. Automatizar ou não automatizar

Atravessamos um momento chave que ditará o futuro da tecnologia. Por um lado, fábricas autónomas oferecem produtividade e poupança de custos; por outro lado, a substituição de trabalho humano por trabalho automatizado é um grande desafio ético dos tempos que correm. O resultado ideal será um equilíbrio entre respeitar prioridades humanas e aspirar a uma maior rentabilidade e eficiência.

“A automatização pode ser vista como uma ameaça para os colaboradores do mundo da indústria, mas os CFO devem ter consciência do seu potencial na altura de aumentar o trabalho das pessoas ao invés de substitui-lo. A indústria de produção está em constante evolução e a pressão do CFO vai aumentar ao longo dos anos. A mudança como oportunidade irá proporcionar uma vantagem competitiva, já que o CFO deverá ser proativo e fazer avançar o negócio para os desafios do futuro, conclui Josep María Raventós, Country Manager da Sage Portugal.