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Quatro conselhos financeiros que todos os empreendedores querem ouvir

Ljubomir Stanisic é a face do programa de televisão mais visto em 2017, “Pesadelo na Cozinha”. No entanto, mesmo na ribalta, não se coíbe de partilhar como a falência do seu primeiro restaurante moldou o seu percurso. Aberto em 2007, o 100 Maneiras do Hotel Villa Albatroz, em Cascais, fechou no ano seguinte, resultado declarado de uma má gestão e pela crise económica. No programa “Alta Definição”, admitiu a Daniel Oliveira que “foi um abanão muito grande na minha vida, (…) quase um funeral”.

Pagou a sua dívida em sete anos e, em 2009, com €12 000, abriu o restaurante 100 Maneiras, no Bairro Alto. Agradece ainda hoje a gentileza dos vendedores do mercado da Ribeira que lhe permitiam pagar os víveres no dia seguinte, com os lucros do restaurante da noite anterior.

Apesar de, nos últimos anos, se manter a tendência de diminuição de insolvências de empresas portuguesas, a falta de liquidez ainda afeta muitos negócios. A vida financeira de um negócio pode desenrolar-se de muitas formas mas os empreendedores devem reconhecer quando a sua grande ideia pede a perícia de outrem.

É indispensável terem consciência dos vossos pontos fortes e foi isso mesmo que permitiu ao chef Ljubomir voltar a investir na sua área de especialidade. O chef jugoslavo admite que gerir finanças não é o seu forte, nem na esfera privada, nem nos seus restaurantes. Optou por criar uma equipa de gestão financeira, cabeceada pela sua irmã, mais apta nesta área, a quem entregou a gerência do grupo 100 Maneiras.

Ao lançar o vosso negócio e para o manter no caminho certo, devem ter mente estas quatro ideias chave.

  1. Compreendam a verdade sobre crédito

Por vezes, a melhor forma de dar asas ao vosso negócio é através de uma linha de crédito, que testará o vosso perfil de crédito pessoal.

Evitem aumentar a dívida máxima no vosso crédito, saldem as vossas dívidas e mantenham as vossas contas mais antigas.

  1. Antecipem o inesperado

As despesas nem sempre surgem de onde esperamos. Colmatem qualquer necessidade com o conhecimento especializado de um advogado, por exemplo, que analisará as características do vosso negócio e vos aconselhará como se protegerem contra possíveis dificuldades.

  1. Separem finanças pessoais e de negócio

Considerem injetar investimento pessoal no vosso negócio, para arrancar ou para o levar a novas alturas. No entanto, analisem sempre as folhas de balanço racionalmente. Ouçam o mercado, caso esteja a rejeitar o vosso produto, e não invistam dinheiro num negócio sem sucesso.

  1. Ouçam a verdadeira motivação

Lancem projetos nos quais acreditam, para que até os maus momentos valham a pena. Todas as empreitadas de sucesso têm fundadores apaixonados no comando por isso apostem sempre nas vossas ideias que mais vos entusiasmam!

Em resumo, empreendedores que estabelecem limites para si próprios, aprendem com quem os rodeia e planeiam contra imprevistos estão preparados para contratempos financeiros. Ljubomir Stanisic é prova viva; em 2017, nove anos após a falência do seu primeiro restaurante, o Bistro 100 Maneiras foi eleito pela revista Monocle como o melhor restaurante do mundo. Inscreva-se já, nas Sage Sessions, para o ouvir, já no dia 29 de novembro.

 

Sage Sessions

Relembrando o estudo “InSight – Um Olhar sobre a Internacionalização das PME”

Na segunda edição das Sage Sessions, já no dia 29 de novembro, a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP) vai apresentar a segunda edição do estudo “InSight – Um Olhar sobre a Internacionalização das PME”.

A primeira edição deste estudo desenhou uma imagem das pequenas e médias empresas, em Portugal, com base nas respostas de 1 000 decisores. 80% das empresas inquiridas já estava internacionalizada e perto de 80% das mesmas também já desenvolviam a sua atividade há mais de 6 anos. Quão maior fosse a empresa, em mais mercados a encontrávamos.

O passo da internacionalização era visto como umas das principais alavancas do crescimento da atividade, sendo que a maior parte dos inquiridos admitiam que avançaram para crescer lado a lado com a atividade no mercado interno.

A maior parte das PME apostou na exportação como forma de internacionalização do seu negócio. Assim, este passo não levou a mudanças de estrutura organizacional. Por isso, as internacionalizações da PME portuguesas podem ser caracterizadas como de baixo risco e baixo custo.

A escolha dos novos mercados de ação para as empresas portuguesas foi feita com base em três razões importantes: o potencial de crescimento de mercado, a estabilidade política e económica do país e a dimensão do mercado em questão. As empresas portuguesas reconheciam também que o seu valor assenta na qualidade dos seus produtos e serviços (82%) e no seu preço competitivo (43%).

Em termos de desafios, foram apontados alguns fatores, como a dificuldade de encontrar novos clientes, um ambiente empresarial muito concorrido e a falta de notoriedade das empresas portuguesas. No entanto, no ano de 2016, mais de metade das empresas da amostra admitiam que a atividade internacional já gerava resultados positivos e esperavam que o seu volume de vendas internacionais aumentasse.

Em 2017, a CCIP procedeu com um novo inquérito, “InSight – Um Olhar sobre a Internacionalização das PME 2ª Edição”, respondido por 761 empresas, entre as quais 598 internacionalizadas.

O intuito será estudar os efeitos dessa migração do negócio – como é que a internacionalização funcionou, em termos temporais e geográficos, e que variantes podem impactar o futuro desse negócio longe de casa. Irá também determinar com que disposição e confiança as PME em Portugal encaram o contexto atual e quais são as suas expectativas e perspectivas.

Juntem-se a nós na segunda edição das Sage Sessions, já no dia 29 de novembro, no Centro de Congressos de Lisboa, para ouvir falar sobre as inovações da internacionalização e muito mais. Inscrevam-se aqui.

 

Sage Sessions

Cristina Ferreira: da televisão para as empresas – Sage Sessions

No passado mês de novembro, a Sage recebeu Cristina Ferreira, apresentadora de televisão e empresária de sucesso, no evento Sage Sessions. No artigo de hoje vamos recordar este momento.

Cristina Ferreira: da televisão para as empresas.

Questionada sobre o que a levou a deixar a segurança da apresentação televisiva para se lançar no mundo empresarial, Cristina Ferreira conta como a figura de um tio a influenciou profundamente. Apesar de não saber ler nem escrever, o seu tio conseguiu acumular fortuna graças a uma forte intuição para os negócios.

Metendo as mãos na massa, Cristina Ferreira trabalhou numa loja de roupa onde dedicou alguma atenção a perceber a gestão da loja. Quando começou a fazer apresentação televisiva, era muitas vezes questionada sobre a roupa que vestia. Foi nesse momento que pensou em abrir uma loja onde pudesse vender as peças que usava.

Lidar com o insucesso.

Cristina não renega as experiências empresariais negativas do passado, não hesitando em afirmar que já teve a sua quota parte de fracasso. “Não se demorem com o que corre mal”, aponta. Aconselha, sobretudo, que não se preste demasiada atenção ao insucesso. Aprender com a experiência, mas deixar no passado a tristeza. Fundamentalmente, defende a importância de manter uma atitude positiva, procurando sempre encontrar soluções para os problemas.

O papel do digital e outros contributos para o sucesso.

O digital ganhou espaço nos seus negócios quando percebeu que o seu público espalhado pelo mundo desejava adquirir os produtos que vendia e começou a apostar no comércio online. A utilização de um software de Sage veio simplificar a vida da Cristina Ferreira, sempre atenta aos negócios apesar de dispor de uma equipa de qualidade.

3 conselhos para empresários.

Convidada a dar três conselhos aos empresários presentes na Sage Sessions, Cristina começa por apontar a importância de arriscar. Tudo o que implica novidade ou uma estreia contém risco, mas o risco é uma parte inevitável de ser empreendedor.

Refere que devemos estar atentos a tudo o que nos rodeia, sejam novas tecnologias ou novas ideias, e às possibilidades que se abrem com cada uma delas. Por último, escolher os parceiros certos, contar com uma boa equipa e reconhecer o seu valor, oferecendo-lhes espaço e condições para crescer.

Veja o vídeo integral da entrevista de Cristina Ferreira, e dos outros participantes do evento Sage Sessions, aqui.

 

 

RGPD Sage Sessions

Sage Sessions – O impacto do RGPD (2ª parte)

Continuamos com a segunda parte do artigo sobre a esclarecedora intervenção de Daniel Reis, sócio partner da PMLJ Advogados sobre o novo Regulamento Geral de Proteção de Dados, que entra em vigor no próximo dia 25 de maio.

Aplicação diferenciada entre grandes empresas e PME?

Uma das questões mais comuns, é se existe uma diferenciação no regulamento em relação a grandes empresas e PME. Embora não exista uma diferença relativa à escala da empresa, existe diferenças que se baseiam no risco.

As empresas que lidam com menos dados pessoais, colocam menos dados sensíveis em risco e como tal, têm menos procedimentos a adaptar. Um pequeno cabeleireiro que tem acesso a alguns dados dos seus clientes, terá menos dados a proteger, que um banco que processa os dados de milhares de clientes.

Dimensão jurídica.

As empresas estão divididas em silos verticais, em que as diferentes áreas estão separadas. A não ser pela administração e estratégia, não existe uma visão horizontal. Áreas distintas como Recursos Humanos, IT, ou Marketing tratam dados pessoais, e é necessário acompanhar estes procedimentos em detalhe, em cada departamento.

Regras de consentimento.

Até agora o consentimento tem sido pedido pela negativa, e esta forma passa a ser ilegal. Também estamos habituados a pedir consentimento num texto que agrega diferentes pontos. Com o RGPD, os consentimentos devem ser separados, e se não é difícil fazer a distinção no texto, o desafio consiste em garantir que o sistema informático consegue distinguir estas diferentes respostas, e que terá procedimentos que permitam a revogação a qualquer momento.

Encarregado de Proteção de Dados.

Com o RGPD surge a figura do encarregado de proteção de dados, responsável em cada empresa pelo cumprimento do regulamento. Passa a existir a obrigação de notificar publicamente, sempre que exista algum roubo ou quebra de sigilo relativo a dados pessoais no poder da empresa.

Se antes eram principalmente as empresas ligadas a IT e na área da saúde que se preocupavam com este tema, agora todas as empresas se devem preocupar com a implementação destas regras. para saber mais sobre este tema, consulte a nossa página e inscreva-se no webinar gratuito.

Para ler a primeira parte do artigo, consulte este link.

 

Declaração de Isenção de Responsabilidade da Sage

A informação contida nestes artigos tem uma finalidade meramente informativa. Não é nem deve ser entendida como aconselhamento jurídico. Não queremos deixar de reforçar que nada substitui as diligências de averiguação aprofundada e de procura de aconselhamento jurídico pelos próprios clientes, caso não estejam seguros das implicações que o RGPD terá nas suas empresas. Apesar de termos envidado todos os esforços para que a informação fornecida nestes artigos seja correta e atualizada, a Sage não pode garantir o seu caráter exaustivo e exato, uma vez que a informação é facultada do mesmo modo que foi disponibilizada, sem quaisquer garantias expressas ou implícitas. A Sage não aceita qualquer responsabilidade por erros ou omissões e não será responsável por qualquer prejuízo (nomeadamente, prejuízo pela perda de clientela ou lucros cessantes) emergentes de contrato, responsabilidade civil ou outro devido à utilização ou confiança depositada nesta informação, ou devido a qualquer ato ou decisões tomadas em virtude da utilização desta informação.

 

RGPD Sage Sessions

Sage Sessions – Daniel Reis explica o impacto do Regime Geral de Proteção de Dados

Daniel Reis, sócio partner PLMJ Advogados, esteve na Sage Sessions de Lisboa para uma apresentação sobre o novo Regulamento Geral de Proteção de Dados. Foi um momento profundamente esclarecedor, sobre um dos temas do momento.

O RGPD foi aprovado em 2016 e a data da sua implementação aproxima-se, no dia 25 de maio deste ano todas as empresas devem estar preparadas. Este período de adaptação de quase dois anos, é invulgarmente longo em termos legislativos, mas foi criado devido às alterações serem significativas, dando tempo às empresas para se prepararem.

Este regulamento veio revogar uma diretiva, dando mais eficácia. Um regulamento é diretamente aplicável, enquanto que uma diretiva necessita do poder legislativo para ser implementada. Com o regulamento continua a existir um espaço para diferenças locais dentro de cada país.

Três objetivos fundamentais.

Esta lei comunitária tem três objetivos fundamentais, sendo o primeiro a revogação da diretiva anterior, alcançando uma maior harmonização entre os estados membros da União Europeia. A legislação portuguesa sobre este tema datava de 1995, anterior à revolução digital.

O segundo objetivo é tentar acompanhar a realidade com a legislação, tarefa difícil na área tecnológica. E por último, procura-se reforçar os direitos dos cidadãos, dando-lhes o direito de controlarem os seus dados. A divulgação do caso de Edward Snowden serviu de encorajamento aos legisladores, sendo dos poucos casos em que um regulamento na União Europeia ultrapassou uma proposta inicial.

Temas principais.

Não existem grandes alterações a nível dos temas, a definição do que é um dado pessoal, que dados se podem recolher, ou com quem se podem partilhar, não sofreu alterações. No caso de Portugal, há que ter em conta o elevando nível de incumprimento nesta área.

Particularidades do caso português.

Em Portugal podemos destacar três aspetos particulares, num quadro de incumprimento elevado. As empresas recolhem mais dados do que os que necessitam, e nunca procedem à sua destruição. Por sua vez, as consequências na forma de coimas têm valores baixos, e o regulador tem poucos meios para realizar fiscalização.

Estes dois fatores associados geram um baixo nível de maturidade da parte das empresas ao lidar com esta questão.

As coimas no quadro anterior atingiam o seu máximo cumulativo 60 mil euros, enquanto com o novo RGPD, atingem os 20 milhões, ou se for superior, 4% do volume de negócios do grupo empresarial por o período de um ano. No caso de algumas empresas estamos a falar de centenas de milhares ou de milhões de euros.

Um novo principio de responsabilidade.

Uma das principais alterações aplica-se ao principio de responsabilidade, com uma nova exigência de obrigação de demonstração de cumprimento. Falamos de sistemas de compliance, em que as empresas devem recorrer a auditorias e formação.

Antes tudo o que as empresas tinham de fazer, era preencher um formulário simples e pagar uma taxa. Neste momento existe uma forma de autorregulação, em que cada empresa deve conhecer profundamente o tratamento de dados que efetua, e compreender o impacto na vida dos cidadãos.

Deve também proceder à tomada de medidas de segurança e documentar todos os procedimentos. É o chamado privacy by default /privacy by design. Desde de que um produto ou serviço é criado, que no caso de envolver o tratamento de dados, deve ter todas estas questões contempladas. Este artigo terá uma segunda parte, na qual continuaremos a resumir a intervenção de Daniel Reis na Sage Sessions de Lisboa.

Para saber mais sobre RGPD consulte a nossa página e inscreva-se no webinar gratuito.

Para ler a segunda parte do artigo, consulte este link.

 

 

 

Declaração de Isenção de Responsabilidade da Sage

A informação contida nestes artigos tem uma finalidade meramente informativa. Não é nem deve ser entendida como aconselhamento jurídico. Não queremos deixar de reforçar que nada substitui as diligências de averiguação aprofundada e de procura de aconselhamento jurídico pelos próprios clientes, caso não estejam seguros das implicações que o RGPD terá nas suas empresas. Apesar de termos envidado todos os esforços para que a informação fornecida nestes artigos seja correta e atualizada, a Sage não pode garantir o seu caráter exaustivo e exato, uma vez que a informação é facultada do mesmo modo que foi disponibilizada, sem quaisquer garantias expressas ou implícitas. A Sage não aceita qualquer responsabilidade por erros ou omissões e não será responsável por qualquer prejuízo (nomeadamente, prejuízo pela perda de clientela ou lucros cessantes) emergentes de contrato, responsabilidade civil ou outro devido à utilização ou confiança depositada nesta informação, ou devido a qualquer ato ou decisões tomadas em virtude da utilização desta informação.