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Tecnologia

Contabilidade

Contabilistas, estão prontos para se tornarem conselheiros de confiança?

O futuro da contabilidade está num investimento nas atividades aliviadas pela automatização das tarefas burocráticas. Já estudámos o assunto da modernização da contabilidade aqui no Sage blog e hoje debruçamo-nos sobre o próximo passo lógico no vosso negócio de contabilidade.

Enquanto contabilistas, a relação profissional já estabelecida com os vossos clientes oferece-vos uma oportunidade para se distinguirem como peritos no negócio dos mesmos. Com a vossa eficiência comprovada, têm muitas vantagens ao adotar novas tecnologias e proporcionar um novo e melhor serviço para os vossos clientes.

Atuarem como conselheiros de confiança trará mais negócio através de diferentes pontos de contato. Por outro lado, também pode permitir-vos identificar problemas em comum entre vários clientes, para assim partirem para criar uma solução ou produto que satisfaça essa necessidade.

O estudo Sage, “The Practice of Now”, indica que, em 2018, 83% dos clientes esperam mais dos escritórios de contabilidade, por isso o momento para se distinguirem da concorrência é agora. O uso de Inteligência Artificial (IA) pode ser o ponto de partida para uma contabilidade mais produtiva e dedicada ao aconselhamento financeiro.

Para se tornarem conselheiros de confiança, garantam sempre comunicação recíproca. Para isso, mantenham um diálogo constante para compreenderem as necessidades, dúvidas, receios e ambições dos vossos clientes – através de reuniões, chamadas telefónicas ou e-mails.

Por último, certifiquem-se que beneficiam de acessibilidade em tempo real à informação atualizada dos vossos clientes. Qualquer uma das soluções Sage for Accountants permite análises completas no momento, para que tenham sempre resposta pronta para os desafios dos vossos clientes.

 

Inovação e Tecnologia

Redução de desperdício alimentar e o seu impacto comercial

O desperdício alimentar é um problema recorrente e atual da cadeia de fornecimento desta indústria. Muitas empresas de restauração e produtos alimentares não prioritizam esta questão, optando por incorporá-la como um custo inescapável da gestão de um negócio, explica Nicole Hardin, Director of Product Management da Sage.

Os fabricantes tentam ao máximo calcular vendas numa indústria bastante volátil e, para isso, antecipam a produção com semanas ou meses de avanço. O custo do desperdício alimentar invisível e recorrente está sob forte análise, devido às preocupações de sustentabilidade do mercado e dos consumidores. No entanto, a preocupação ambiental não é a única razão de negócio para se reduzir desperdício alimentar.

Razões a analisar

De acordo com um estudo feito pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, um terço dos alimentos produzidos mundialmente para consumo humano são desperdiçados, em algum momento na cadeia de produção. Assim, 1.3 mil milhões de toneladas e mais 1 bilião de alimentos são perdidos.

O impacto ambiental deste gasto é muito grande. Por exemplo, o desperdício alimentar produz quatro vezes mais emissões anuais de gases de efeito de estufa, do que todo o setor de aviação.

Um negócio que queira manter crescimento contínuo pode beneficiar da poupança económica de reduzir o desperdício na sua produção, com vista a maiores lucros, através de redução de custos de compra ou através de aumento de produção. Mais eficiência na cadeira de distribuição nas principais áreas como produção, tratamento e armazenamento, processamento e embalagem alimentar, poderia trazer uma poupança de 700 mil milhões de dólares a nível global.

Mais de metade das empresas que se dedicaram à redução do desperdício alimentar receberam 14 vezes ou mais o seu investimento. A este fator, junta-se ainda o perfil dos consumidores mais jovens, hoje em dia, que, sendo proporcionalmente mais preocupados com questões ecológicas, demonstram lealdade para com negócios com que se identifiquem, em termos éticos.

Que ações tomar?

Os compromissos de redução de desperdício alimentar criaram a necessidade de soluções inovadoras e a tecnologia é, muitas vezes, a resposta. Existem, por exemplo, ferramentas digitais que ligam mais diretamente a oferta e a procura, controlando perdas e desperdícios e oferecem dinamização de preços para evitar qualquer desperdício.

Por outro lado, os produtores podem assegurar soluções de gestão integrada que interliguem todas as áreas do negócio, de fabrico e distribuição, eficientemente, e aumentem a perceção operacional em tempo real. Existem, também, várias soluções inovadoras para gerir os resíduos alimentares produzidos, monitorizando a frescura dos alimentos ou a temperatura e percurso de contentores.

Com a solução Sage GesResII, podem beneficiar de indicadores de vendas e diminuir o desperdício alimentar, no vosso restaurante. Com vendas e compras em tempo real, pode aceder aos inventários e stock permanente a partir de qualquer lugar.

No fundo, é essencial que a indústria adote uma abordagem integrada que tenha em conta toda a cadeia de distribuição. A redução de perda e desperdício alimentar ganha com a otimização de todas as fases deste negócio e a chave para o sucesso está num software que permita aumentar a eficiência, a sustentabilidade ambiental e os lucros.

 

Sage Enterprise Management

As previsões do ERP para o ano de 2019 – Parte II

Na segunda parte deste artigo, vamos abordar as restantes previsões da Sage, no âmbito do ERP, neste ano novo.

  1. A riqueza dos dados

Não é produtivo, e pode ser até incauto, o acumular de dados de um negócio, sem se proceder ao seu tratamento. Os benefícios operacionais que podem surgir são muitas vezes invisíveis até se começar a processar toda essa informação. As ferramentas analíticas oferecidas por uma solução ERP como Sage X3 trazem uma única fonte de dados fidedignos personalizada de acordo com as necessidades do seu negócio. Centralize, num único sistema, gestão de produção, de cadeia de abastecimento, financeira e de pessoas, e ganhe vantagem competitiva com a incorporação dos dados analíticos nas suas estratégias de negócio.

  1. Blockchain

Ainda que a tecnologia de blockchain esteja na sua infância, ganha cada vez mais adesão em muitas áreas de software empresarial e, também, nos sistemas ERP. Nos próximos meses, podemos esperar novos usos desta tecnologia em ERP.

As opções de rastreabilidade e visibilidade que a tecnologia ERP blockchain traz são muito atrativas para a gestão da cadeia de distribuição. Ligações entre redes de fornecimento, através de um sistema descentralizado de blockchain permitem uma gestão de inventário muito facilitada, por exemplo. No âmbito da visibilidade, este tipo de tecnologia pode trazer segurança e transparência ao setor de alimentação, ao assegurar a garantia de origem dos produtos desde o local de produção até ao local de consumo.

“As novas tecnologias chegaram para ficar e nenhum setor as pode ignorar. Concretamente, a indústria dos ERP vai passar por grandes mudanças, que, sem dúvida, terão um impacto positivo na produtividade e na eficiência das empresas que agarrem a transformação digital” afirma Cristina Francisco, Head of Product Marketing da Sage. “Na Sage, prevemos que 2019 será o ano do verdadeiro avanço tecnológico na área dos ERP e é fundamental que as empresas estejam cientes dos benefícios que a Inteligência Artificial, o blockchain e o Machine Learning podem trazer aos seus negócios”, conclui.

 

Sage Enterprise Management

As previsões do ERP para o ano de 2019 – Parte I

Implementação de serviços na Cloud, mais segurança de dados e a integração de tecnologias de nova geração são alguns dos fatores que a Sage antecipa que mantenham o desenvolvimento do Enterprise Resource Planning, ou ERP. No artigo de hoje, vamos partilhar as previsões para esse crescimento, durante este ano.

  1. O poder está na Cloud

A solução de sistemas ERP baseados na Cloud irá tornar-se a predefinição para as empresas, com o objetivo de crescimento baseado numa monitorização atenta. Apesar da presença da Cloud se fazer sentir progressivamente em todas as áreas de negócio, a transição de sistemas ERP para a Cloud tem sido particularmente mais demorada.

Estas transições podem apresentar desafios específicos, como questões sensíveis de segurança, falta de competências e os gastos de tempo e investimento nas implementações. No entanto, 2019 será o ano da facilidade comprovada das soluções ERP baseadas na Cloud. Até 2021, estima-se que este mercado cresça quase 30 mil milhões de dólares.

A exceção à regra é a indústria de produção, onde se antecipa que a adoção seja mais lenta, apesar dos benefícios claros, como a melhoria de qualidade de produção, acessibilidade global e gestão em tempo real.

  1. As novidades da Inteligência Artificial e Machine Learning

A Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning são utensílios conhecidos e fundamentais do futuro de software ERP. A automatização de processos e o aumento de eficiência são vantagens inegáveis. Também se pode aproveitar a análise imediata dos dados empresariais, para que anomalias flagrantes sejam descobertas sem necessidade de análise humana.

Este tipo de ferramentas digitais não precisam de substituir o trabalho humano. Podem antes ajudar a ganhar mais produtividade, além de poupança de dinheiro e tempo, ao proporcionarem apoio.

  1. O ERP, na vanguarda

Enquanto a Internet das Coisas (IoT) se continua a alastrar, a indústria da produção aposta nas soluções periféricas de ERP, com o intuito de ganhar produtividade e de alargar sistemas centrais. Quanto mais dispositivos IoT comuniquem, mais necessária se tornará a interpretação desses dados.

Um sistema ERP principal permite uma supervisão mais completa das suas operações de distribuição e pode até agilizar o processo de tomada de decisões. A inovação de edge-computing também possibilita gerir e monitorizar operações de máquinas a partir de qualquer local. De toda esta informação útil, podem nascer melhores decisões táticas, adaptadas às realidades da cadeira de distribuição.

Na segunda parte deste artigo, concluiremos as previsões sobre ERP, em 2019.

Inovação e Tecnologia

A corda que a Fly London deu aos sapatos da Kyaia

A indústria do calçado que, na década dos anos oitenta, parecia condenada com a entrada na Comunidade Económica Europeia, terminou 2017 com um novo máximo de exportações, como já hábito desde há oito anos. Entre vendas de sapatos para mais de 150 países, as vendas de calçado português chegaram aos 1 979 mil milhões de euros. Fortunato Frederico criou o maior grupo, nesta indústria, que somou vendas de 65 milhões de euros. Vamos rever o percurso da Kyaia.

O grupo foi criado em 1984, quando muitos vaticinavam que a indústria do calçado não sobreviveria dentro da CEE, e, dez anos mais tarde, apostou na compra da marca inglesa Fly London, cujas vendas, hoje em dia, representam 61% da faturação total do grupo. Exportam 95% da sua produção e empregam 600 pessoas em cinco fábricas, em Guimarães e Paredes de Coura.

A originalidade sempre foi a marca deste grupo mas a força atual da Kyaia reside numa aposta destemida na tecnologia.

Em 2014, desenvolveram a Highspeed ShoeFactory, uma iniciativa desenvolvida em consórcio com CEI – Companhia de Equipamentos Industriais, Flowmat – Sistemas Industriais e Silva e Ferreira e Creativesystems e que oferece sapatos personalizados em 24 horas.

Em 2016, apresentaram SmartSL 4.0, ou seja Smart Stitching Logistics, que “assegura uma gestão ágil e flexível de linhas de costura para a produção de calçado”. Esta solução, resultado de uma parceria com o INESC Porto — Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência, é utilizada nas suas fábricas, além de ter potencial assumido de comercialização. O seu grande intuito é agilizar a produção de sapatos e torná-la mais eficiente, como resposta às encomendas digitais do comércio online onde as lojas nunca fecham.

O passo lógico seguinte aconteceu este ano: o grupo Kyaia lançou a plataforma de comércio online, Overcube, resultado de um investimento de um milhão de euros. Como reportado pelo Dinheiro Vivo, já trabalham com 35 marcas e já chegam a quatro mercados, Portugal, Espanha, Reino Unido e Alemanha.

A chave do sucesso do grupo Kyaia foi, segundo Fortunato Frederico, o investimento que nem sempre foi rápido a dar frutos. A aposta na inovação tecnológico permitiu que se mantivessem no topo da indústria que ajudaram a modernizar, cuja exportações cresceram mais de 60% na última década, de acordo com a Exame.