Inovação e Tecnologia

Inteligência Artificial: cinco passos para a implementar de forma ética

Neste momento uma das grandes discussões passa pelas questões éticas relacionadas com a aplicação da Inteligência Artificial a um nível empresarial. Nesta quarta revolução industrial devemos considerar atentamente as implicações de Chatboots, e programas de Inteligência Artificial que começaram a fazer parte da vida das grandes empresas, desde startups às grandes empresas. A Sage resolveu fazer parte ativa desta reflexão elaborando um código ético de forma a que a I.A seja aplicada de forma segura, que passamos a resumir neste artigo.

A Inteligência Artificial deve refletir a diversidade.

Tanto a indústria como a comunidade tecnólogica deve desenvolver mecanismos eficazes para filtrar sentimentos e tendências negativas dos dados recolhidos pela Inteligência Artificial. Isto servirá para garantir que a IA não memoriza estereótipos de forma errada.

A Inteligência Artificial deve prestar contas (tal como fazem os utilizadores).

Os utilizadores constroem uma relação de confiança com a IA após diversas e significativas interações. Depois de adquirir confiança, vem a responsabilidade e a IA tem de ser responsabilizada pelas ações e decisões que fornece, tal como acontece com os seres humanos. Se não aceitamos este tipo de comportamentos de outros profissionais ‘especializados’, porque deveríamos abrir uma excepção para a tecnologia?

Recompensar a Inteligência Artificial pelos seus progressos.

Qualquer sistema de IA que baseie a aprendizagem de acordo com maus exemplos, poderá ser socialmente inadequada. Atualmente, os sistemas de IA que ampliem o seu campo de análise e recolha de dados são a solução para progredirem na sua aprendizagem.

Um dos desafios é o desenvolvimento de um mecanismo de recompensa. As medidas de aprendizagem e reforço devem construir-se não apenas no que a IA ou os robots fazem para obter um resultado, mas sim como estas se alinham com os valores humanos para obter esse mesmo resultado.

Garantir a igualdade de condições.

As tecnologias sociais, como os assistentes de voz ou os robots, oferecem soluções de acesso rápido, especialmente indicadas para pessoas incapacitadas, seja por problemas de visão, dislexia ou mobilidade reduzida. A comunidade tecnólogica empresarial precisa de acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias para garantir a igualdade de condições e aumentar o número de talentos disponíveis.

Inteligência Artificial irá substituir postos de trabalho, mas também criará novos empregos.

Aparecerão novas oportunidades criadas pela robotização de tarefas e é fundamental que os seres humanos estejam preparados para esta nova realidade. Há que ter em conta que a IA e a empresa trabalham em conjunto, para que a equipa se concentre no que é realmente importante: construir relações e cuidar dos clientes.

Neste contexto, a Sage liderou a revolução da contabilidade financeira com o lançamento do Pegg, o primeiro chatbot de contabilidade do mercado. Criado com a intenção de libertar os clientes de tarefas administrativas tediosas que os impedem de se concentrar em processos mais importantes, o Pegg atua como um assistente inteligente para pequenas e médias empresas, permitindo aos utilizadores controlar os seus gastos e gerir as suas finanças através de aplicações de mensagens tão populares como o Facebook Messenger.

A revolução 4.0 comporta grandes transformações e devemos refletir profundamente sobre elas de forma a que consigamos criar um mundo melhor com as transformações tecnológicas, um espaço mais justo e ético para todos.

 

 

Artigos Relacionados

0 Comentários

Deixe um comentário